capítulo 16

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Aegon suspirou ao ver Cregan bêbado dançando com outros ômegas sem se importar se estava o envergonhando; pelo menos ele o estava deixando em paz.

Ele estava no maldito banquete de casamento de seu sobrinho e de seu irmão. Por ele, Aemond sufocaria até a morte na frente de todos. Ele odiava cada segundo daquele momento. Tudo aquilo devia ser dele e não de Aemond. Seu irmão não merecia aquilo. Ele merecia.

— Boa noite, tio Aegon — Lucerys se sentou ao lado dele, na cadeira vazia deixada por Cregan.

— Sobrinho — Aegon se virou para ver Lucerys Velaryon, seu segundo sobrinho e também o responsável pela perda do olho de Aemond.

— Pelo visto, não sou o único a não se divertir esta noite — Luke disse.

— Fico feliz em compartilhar minha infelicidade com você, sobrinho — Aegon revirou os olhos quando Cregan caiu bêbado.

— Eu nunca vou entender como casaram você com alguém como ele — O desdém era evidente na voz de Lucerys.

— Me faço a mesma pergunta, sobrinho. Eu merecia alguém melhor.

— E esse alguém seria meu irmão? — Luke o questionou.

— Não sei. Uma vez achei que sim, só que agora não sei. Eu acho que merecia alguém que me amasse incondicionalmente — Aegon disse.

— Você merecia alguém que queimasse reinos por você, que lutasse até o último segundo para te dar o mundo. Você merecia alguém melhor que o patético do seu marido ou o covarde do meu irmão. Você é um deus, Aegon, e todos deviam se ajoelhar perante você — A resposta de Luke ficou presa na garganta de Aegon.

— E quem seria essa pessoa? Você, Lucerys? Você faria tudo isso por mim? — A voz de Aegon era um sussurro.

— Sim. Como eu te disse uma vez, eu faria tudo por você, Aegon. Tudo mesmo — Luke segurou a mão de Aegon por debaixo da mesa.

Os servos tentavam levar Cregan para fora do banquete, e seu marido se recusava.

— Eu preciso ir, só que quero continuar nossa conversa, Lucerys — Aegon se levantou.

— Esperarei por você o tempo que for necessário, Aegon — Luke disse antes de ele ir embora.

Aegon caminhou até onde o marido estava.

— Você veio por mim — Cregan tentou tocá-lo, e Aegon se afastou com medo. Um guarda ficou na frente dele.

— Tudo bem, vamos levá-lo ao quarto, ele só está bêbado — Aegon falou ao guarda.

Logo Cregan estava sendo levado pelos guardas, e Aegon os seguia.

— Obrigado — Ele agradeceu aos homens por terem colocado Cregan na cama.

O berço de Rickon estava vazio; por causa do casamento, seu filho estava com os servos no berçário junto com os filhos de Rhaenyra e Daemon.

— Você dormiu, pelo visto — Aegon estalou os dedos no rosto de Cregan, e o alfa não se mexeu.

Aegon saiu do quarto com o propósito de conversar com Lucerys. Tudo que seu sobrinho disse o deixou intrigado. Era tudo verdade? Ou era só um jogo do alfa? Aegon iria descobrir.

— Você tem alguma coisa com Luke? — A maldita voz de Jacaerys o parou. Seu sobrinho estava escondido nas sombras igual um bandido.

— Você não devia estar em seu casamento? — Aegon perguntou.

— Eu te fiz uma pergunta.

— Não importa o que eu tenho com seu irmão, volte para o seu perfeito marido — Aegon voltou a caminhar, e Jace o agarrou pela cintura.

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