Capítulo 8

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Ele e Aemond pousaram em Pedra do Dragão; seu tio parecia feliz em estar ali.

— Você nunca esteve aqui, não é? — Ele perguntou ao seu tio depois que desceram de seus dragões.

— Não. Antes eu não tinha dragão, e depois de Driftmark minha mãe proibiu que qualquer um de nós viesse aqui — Aemond disse. Mas essa proibição nunca significou nada para Aegon; ele e seu irmão mais velho sempre vinham para Pedra do Dragão.

— Ficarei feliz em te mostrar tudo — Jace ajudou Aemond a entrar no castelo.

Eles foram até a sala do mapa, o local oficial onde as reuniões do castelo eram feitas.

— É lindo — Aemond olhava, impressionado, para o mapa. Toda Westeros estava esculpida naquela mesa.

— Sim, é muito. É meu lugar preferido do castelo. Aqui foi onde começou toda a dinastia Targaryen — Ele olhou para seu tio.

Aemond era uma pessoa muito diferente do que ele imaginava. Depois que começaram a se aproximar, seu tio mostrou-se sensível e tímido, o oposto de Aegon.

Aegon sempre foi como o sol: atraía todos ao seu redor. Ele nunca se importou em ver como as pessoas fariam qualquer coisa por ele. Desde adolescente, Jace via dezenas de lordes tentando conquistar um favor de Aegon; seu tio usava isso para provocá-lo, para mostrar que teria qualquer um aos seus pés. Aegon era lindo demais. Muitos diziam que ele se parecia com Saera Targaryen; por isso era tão bonito e tinha tantos pretendentes aos seus pés.

— Vamos morar aqui depois do nosso casamento, não é? — Aemond perguntou, tirando-o de seus devaneios sobre Aegon.

— Sim. Minha mãe pretende que nos mudemos para cá depois do casamento — Ele respondeu.

— Vai ser bom morar aqui. É longe de toda a corte — Aemond disse enquanto olhava para Winterfell pintada na mesa.

— Sim. Eu prefiro Pedra do Dragão. Aqui podemos ser realmente livres — Ele falou.

— Sim, você tem razão, sobrinho. Eu queria ver o jardim do Aegon — Seu tio disse, e sua voz vacilou quando o nome de Aegon foi mencionado.

— Tenho certeza de que você vai adorar — Jace começou a caminhar para fora, e Aemond o seguiu.

Eles chegaram ao jardim de Aegon. O lugar era lindo, cheio de flores de todos os tipos.

— É um milagre que esse lugar ainda exista — Aemond disse, tocando uma rosa.

— Todo Herdeiro de Pedra do Dragão precisa cuidar do jardim. Minha mãe arrumou os melhores jardineiros de Westeros para cuidarem daqui. Eu pretendo mantê-los — Jace disse, pegando uma rosa e colocando no cabelo de Aemond. Seu tio ficou com as bochechas vermelhas.

Ele ficava lindo assim, Jace pensou.

— Vai ser bom ver esse lugar todos os dias — Aemond disse com a voz envergonhada.

— Devemos entrar logo. O almoço vai ser servido. Depois vou te mostrar as covas dos dragões. Asaprata e Vermithor estão lá — Ele estendeu a mão para Aemond, e eles entraram de mãos dadas.

 Asaprata e Vermithor estão lá — Ele estendeu a mão para Aemond, e eles entraram de mãos dadas

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Jacaerys era o contrário de tudo que sua mãe dizia. Seu sobrinho e noivo era educado, gentil e prestativo. Agora Aemond entendia por que Aegon era tão apaixonado por Jacaerys.

Jacaerys era fácil de amar.

Ter vindo para Pedra do Dragão com Jace foi muito bom. Ele estava conhecendo o lugar ancestral de sua família. O castelo era tranquilo, e estar longe de Aegon também era bom; ele não precisava ser humilhado e hostilizado pelo irmão a cada segundo.

Depois que ele e Jace almoçaram, foram para as cavernas onde os dragões estavam.

Aemond pensou em como Vhagar nasceu e cresceu ali. Sua dragoa também parecia feliz por estar em casa.

Seria bom morar em Pedra do Dragão depois de seu casamento com Jacaerys. Ali ele poderia construir algo com seu futuro marido — mesmo que fosse apenas uma amizade, ele ficaria feliz.

— Esta é Asaprata — Seu sobrinho mostrou a dragoa de Alysanne Targaryen.

— É uma pena que ela esteja aqui sozinha. Ela é tão bonita — Aemond sorriu enquanto olhava para a dragoa.

— Sim. Talvez as futuras crianças Targaryen possam reivindicá-la. Seu irmão logo vai ter um, e também tem meu irmão Viserys — Jace falou.

— Daeron já escolheu o ovo do filho de Aegon, então duvido muito que ela vá ser do meu futuro sobrinho. Talvez, se o ovo não chocar, Aegon o coloque para reivindicar um dragão — Ele disse ao noivo.

— A criança vai ser criada no Norte; lá não é um bom lugar para dragões — Seu sobrinho falou.

— Não é. Por isso, Aegon odeia tanto aquele lugar — Ele disse.

— Já falamos demais de Aegon hoje. Vamos deixá-lo pra lá — Jace olhou para ele. Seu sobrinho levou a mão ao rosto de Aemond. — Posso ver seu rosto sem o tapa-olho? — O Velaryon perguntou.

— Sim — Aemond sussurrou.

A mão de Jace foi até o tapa-olho e o tirou delicadamente.

— Lindo — Jace disse enquanto tocava seu rosto.

Aemond prendeu a respiração quando a boca de Jace se aproximou da sua. Era a primeira vez que ele faria aquilo.

Quando os lábios de Jacaerys tocaram os seus, o corpo de Aemond tremeu. Foi um misto de emoções. Seus lábios formigaram com o contato. Jace o beijou suavemente, como se ele fosse algo precioso. Apenas seus lábios se tocavam. Aemond fechou os olhos e aproveitou aquele momento. Ele queria que durasse para sempre.

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