Capítulo 13

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Ele tentou acompanhar Alicent Hightower enquanto ela se dirigia ao quarto de Aemond. Quando eles chegaram lá, Aemond estava sozinho com apenas algumas servas.

— Por que não tem um Meistre aqui? — Jace perguntou quando entraram no quarto.

— Ele foi levado para atender o príncipe Aegon, e outro Meistre está a caminho ainda, meu príncipe — a serva respondeu.

— O que aconteceu com Aegon? — a rainha gritou.

— O príncipe entrou em trabalho de parto — a serva disse.

Alicent parecia perdida: um filho estava sangrando em uma cama, quase morrendo, e o outro sangrava em outra cama dando à luz a uma criança.

— Eu fico com Aemond, pode ir até Aegon. Ele gostaria que você estivesse lá — isso era mentira; Aegon provavelmente surtaria com a presença da rainha.

Ela olhou para eles, desconfiada, e pareceu pensar.

— Eu vou, qualquer coisa pode mandar me chamar — Alicent disse antes de ir até Aegon.

Jace sentou-se em uma cadeira ao lado de Aemond. Seu tio estava pálido e sem vida; o cheiro de sangue e morte preenchia todo o quarto.

Se Aegon fosse o responsável por isso, ele faria seu tio pagar. Nem o amor que sentia pelo outro ômega o faria deixar isso impune.

— Esse Meistre está demorando muito — Jace falou à serva.

— Ele estava na cidade, deve chegar em alguns minutos. O Meistre Mellos conseguiu estancar o ferimento antes de ser levado — a mulher informou.

— Você vai ficar bem. Você tem que ficar bem — Jace sussurrou, segurando a mão de Aemond.

Desde que Aegon se apresentou como um ômega, disseram-lhe que o parto era o campo de batalha das mulheres e dos ômegas

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Desde que Aegon se apresentou como um ômega, disseram-lhe que o parto era o campo de batalha das mulheres e dos ômegas. Ele achava isso uma estupidez — afinal, era um cavaleiro de dragão e um Targaryen, poderia destruir impérios com seu dragão. Só que isso parecia algo distante agora. Seu casamento com Cregan destruiu qualquer ambição que ele um dia tivera; e hoje seu campo de batalha era a cama de parto. Aegon sentia como se seu corpo estivesse sendo dividido ao meio.

Ele nunca sentiu tanta dor como agora. Tudo nele tremia devido ao esforço. Aegon não aguentaria — morreria dando à luz uma criança que nunca desejou, que lhe foi forçada. Esse seria o seu fim.

— Você tem que empurrar, meu príncipe — o Meistre falou. Aegon queria xingá-lo. Ele já empurrava essa criança havia horas e nada acontecia. Ela não saía.

A presença de Cregan no quarto fez o corpo de Aegon estremecer de medo. O marido caminhou até ele e se sentou ao seu lado.

— Você vai dar essa criança agora. Não ouse sonhar em matá-la. Você tem um propósito na vida: dar à luz aos meus herdeiros. Faça isso — Cregan sussurrou apenas para Aegon ouvir.

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