Todos os Sete Reinos sempre souberam do amor entre o Príncipe Herdeiro Jacaerys Velaryon e seu tio, o Príncipe Aegon Targaryen, e de como eles foram separados quando Aegon foi obrigado a se casar com Cregan Stark, o Senhor de Winterfell.
Anos depois...
Aemond foi acordado pelos servos de Pedra do Dragão entrando em seu quarto; em poucas horas, ele deveria voltar para Porto Real junto com seu sobrinho. Seu dia em Pedra do Dragão havia sido extremamente agradável. Jacaerys era um bom alfa, e agora ele entendia por que Aegon não abria mão do Velaryon — qualquer pessoa que tivesse a sorte de se casar com Jacaerys seria uma pessoa afortunada.
Seus sentimentos eram complicados em relação ao noivo. Ele gostava de estar perto e conversar com o alfa, mas havia Aegon. Seu irmão amava Jace e faria qualquer coisa para tê-lo ao seu lado. Aemond não queria abrir mão de um futuro feliz ao lado de Jace por causa de Aegon; já abrira mão de muita coisa por seu irmão, e estava cansado disso. Que Aegon um dia o perdoasse — porque ele iria lutar pelo amor de Jacaerys.
Depois de finalmente ficar pronto, Aemond saiu para quebrar o jejum com Jacaerys; seu sobrinho havia convidado.
— Bom dia, Aemond. — Jacaerys beijou sua bochecha, e ele sentiu o rosto ficar vermelho.
— Bom dia, Jace. — Aemond se sentou de frente para o sobrinho e noivo.
— Preparado para voltar a Porto Real? — Jace perguntou.
— Sim, estou. E você? — Aemond começou a refeição.
— Sim. Tenho algumas coisas para fazer e resolver. — Ele tinha certeza de que essas coisas envolviam Aegon.
— Espero que dê tudo certo.
— Eu também. Vai doer, mas é preciso — respondeu Jace.
O resto da refeição foi em um silêncio desagradável.
Eles chegaram a Porto Real poucas horas depois.
— Gostei muito do nosso dia em Pedra do Dragão. Espero repetir outras vezes. — Aemond disse enquanto desembarcaram no Fosso do Dragão.
— Repetiremos quantas vezes você quiser. — Jace juntou seus lábios num beijo calmo.
Quando se separaram, Daeron e Joffrey olhavam para eles; a expressão no rosto do irmão caçula era de pura repulsa.
— Joff, Daeron… o que vocês estão fazendo aqui? — Jace perguntou, nervoso.
— Nossos dragões estão aqui. Viemos buscá-los para um voo. Jace, você estava em Pedra do Dragão com ele? — Joffrey respondeu, olhando Aemond com desdém. Daeron ainda o encarava. Aemond se sentiu como se tivesse cometido um crime.
Ele ficou nervoso; Daeron sempre preferiria Aegon, era óbvio que ficaria contra ele agora.
— Vamos, Joff. Aqui ficou cheio demais. — Daeron lançou um olhar venenoso antes de seguir até onde Tessarion estava.
— Tchau, Jace — Joffrey saiu correndo atrás de Daeron.
— Desculpe pelo meu irmão. Ele faz qualquer coisa para agradar Daeron. Vou repreendê-lo por isso — Jace disse.
— Não precisa, eles são muito jovens. Eu não me importo — respondeu Aemond.
— Só que eu me importo. Você é tio dele e vai ser meu futuro marido. Você tem que ser respeitado. — O sobrinho exclamou, e Aemond gostou; a única pessoa que costumava defendê-lo era sua mãe.
— Tudo bem. Vamos para a Fortaleza Vermelha, minha mãe deve querer me ver — disse Aemond.
— Vamos. Tenho que falar com seu irmão — Jace falou, e Aemond engoliu seco. Uma tempestade se formaria sobre Porto Real.
Após chegarem à Fortaleza Vermelha, cada um seguiu para um lado.
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