Todos os Sete Reinos sempre souberam do amor entre o Príncipe Herdeiro Jacaerys Velaryon e seu tio, o Príncipe Aegon Targaryen, e de como eles foram separados quando Aegon foi obrigado a se casar com Cregan Stark, o Senhor de Winterfell.
Anos depois...
Todas as lembranças felizes de Jace tinham Aegon nelas. Nas tristes também. Aegon era o centro da sua vida; ele e Aegon cresceram juntos, eram melhores amigos. Aegon foi seu primeiro amor, e ele amaria Aegon até o último dia de sua vida.
Ele nem sabia o que significava amor sem Aegon. Eles cresceram planejando como seria a vida deles, como seria o casamento, e até quantos filhos teriam. Já haviam escolhido os nomes: Jaehaerys, Jaehaera e Maelor. Esses seriam os nomes dos filhos. Só que seu avô destruiu tudo, casou Aegon com Cregan Stark e mandou seu tio para o Norte, onde Aegon ficou por dois anos, até finalmente ter a oportunidade de voltar. Ninguém dizia nada, mas todos sabiam que o Rei havia exilado o próprio filho, mandando-o para longe da família.
Os dois anos longe de Aegon foram os piores de sua vida. Quando finalmente viu o ômega, pensou que iria morrer de felicidade. Mas então seu avô destruiu tudo de novo, anunciando seu noivado com Aemond. Ele sequer foi consultado sobre isso.
Ele odiava o avô. Odiava a si mesmo por ter deixado Aegon ser tirado dele… e também se odiava por não ter recusado aquele estúpido noivado.
Aegon era o amor da vida dele.
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Depois que Aegon foi conversar com o Rei, Jace ficou esperando um pouco distante do quarto do avô.
— Você também quer falar com Aegon? — Jace viu Aemond se aproximar.
— Sim. Eu preciso esclarecer as coisas com seu irmão. Não posso deixá-lo pensar que eu sabia do nosso… — Jace engoliu seco, incapaz de dizer a última parte.
— Nosso noivado — Aemond completou.
— Você sabia disso? — Jace perguntou.
— Não, eu não sabia. Fui pego de surpresa, assim como você — o ômega respondeu.
— Eu não desejo me casar com você, assim como você não deseja se casar comigo. Só que precisamos cumprir nossos deveres reais — Jace falou.
— Eu sei — Aemond começou a responder, mas Aegon apareceu. Seu outro tio os observava furioso.
— Aegon — Jace disse, e Aegon começou a andar. Ele correu atrás dele.
— Por que você estava falando com ele? — Aegon parou bruscamente quando chegaram a um jardim onde ninguém os incomodaria.
— Eu estava esperando por você, e ele apareceu, Aegon. Só que não aconteceu nada, eu juro pra você — Jace tentou tocar Aegon, mas ele recuou.
— Você não pode se casar com ele. Com ele, não — Aegon disse.
— Aegon, você precisa entender… — Jace tentou dizer, mas Aegon o interrompeu.
— Não, eu não vou. Nós temos planos para depois que essa criança nascer. Você prometeu. Não podemos mudá-los agora — Aegon chorava. Jace correu e abraçou o ômega.
— Aegon, o Rei nunca vai permitir isso. Mesmo que nosso plano dê certo e Cregan morra… você acha que Viserys aprovaria nosso casamento? Não, ele não vai — Jace disse, segurando Aegon nos braços.
— Então você desistiu de mim assim? Foi tão fácil pra você? — Aegon o empurrou.
— Eu não desisti de você. Nunca faria isso. Só que precisamos esperar pelo menos o Rei morrer, assim não corremos o risco de ele te casar com alguém pior que o Cregan — Jace tentou acalmá-lo.
— Eu vou enlouquecer se ficar outro ano naquele lugar. Eu odeio aquilo. Eu odeio, Jace — Aegon agarrou o rosto de Jace, obrigando-o a olhar para ele.
— Você só tem que aguentar um pouco. Meu avô logo vai estar morto — Jace disse.
— E você casado com Aemond — Aegon disse com desdém.
— Infelizmente.
— Você não pode consumar o casamento com ele. Se não for consumado, poderá ser anulado — Aegon o fez prometer.
— Eu nunca tocaria em Aemond — Jace garantiu.
— Ainda bem. Porque eu não sei se quero me tornar um assassino de parentes. Matar o Cregan é uma coisa… Aemond é outra — Aegon falou, e Jace se assustou.
— Não se preocupe, não vamos fazer isso — Jace disse.
Aegon sorriu.
— Que bom — Aegon o beijou. Jace sentia tanta falta daquele beijo… os lábios de Aegon eram viciantes; ele poderia beijá-lo por horas.
— Vamos para outro lugar — Jace sugeriu.
— Eu não posso. Tenho que falar com a minha mãe. Depois nos encontramos — Aegon disse.
— Tudo bem. Até depois — Jace beijou Aegon outra vez.
— Eu amo você — Aegon falou.
— Eu também amo você — Jace respondeu.
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Depois de deixar Jace, Aegon foi até o quarto da mãe. Como esperado, seu irmão estava lá, como um maldito cão de guarda deformado.
— Aegon, você veio — Sua mãe sorriu ao vê-lo entrar.
— Eu não tinha outra escolha. O que você quer comigo? — Aegon perguntou, impaciente, ignorando a presença do irmão.
Aemond estava recuado perto da parede, parecendo uma vítima — algo que ele nunca fora. Aegon podia ver o Aemond criança no irmão agora… ele devia tê-lo perturbado ainda mais naquela época.
— Eu quero falar com você sobre o casamento de Aemond e Jacaerys. Na verdade, quero fazer um pedido — Sua mãe falou com a mesma calma que usava para manipulá-lo quando ele era criança.
— E qual seria o pedido? — Aegon perguntou irônico.
— Você tem que se afastar de Jacaerys. Ele e seu irmão vão se casar, e você deve respeitar isso.
Aegon começou a rir quando ela terminou de falar.
— Você é tão estúpida, mamãe. Eu não vou me afastar de Jace. Nunca — Aegon falou com raiva.
— Você está casado agora — a mulher disse.
— Porque eu fui obrigado! Eu não queria! Nunca quis! Então não me peça para desistir da única coisa boa que tive na minha vida! — Aegon gritou.
— Esse amor é passado agora. Logo você vai ser pai, e qualquer pessoa fora o seu bebê não vai importar — Alicent tentou tocá-lo, mas ele se afastou.
— Não. Eu não vou deixar essa abominação roubar o que é meu. Não vou — Aegon disse, e Aemond olhou para ele.
— Aegon, eu não pedi por isso — Aemond disse, mas Aegon não acreditou.
— Eu odeio você — Aegon disse ao irmão antes de sair do quarto de Alicent.