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P.O.V Nádia.

    Sigo a passos duros pelos corredores da sede da máfia e entro na sala dela sem bater, cega de ódio e a encontro digitando no computador.

   - Você não consegue terminar um serviço, não é?

   - Bonjour para você também... Agora saia da minha sala porque você não foi convidada.

    - A sua sala? - Olho envolta. - Não preciso nem dizer que eu sou herdeira de todo esse lugar... Mas não se preocupe, essa sala talvez seja a única coisa que te sobre a partir de agora.

    - O que é em? Acordou de mau humor? O seu noivinho não está fazendo o que deve fazer direito? - Rir.

     - Você é muito cínica, não é? E muito estúpida, achou mesmo que tentaria me matar e sairia ilesa? - Ergo a mão fazendo um sinal de "pare" quando ela faz menção em responder. - E antes que seja covarde o suficiente para negar o óbvio, eu sei que foi sim você.

   - Mon amour eu não iria negar... Se arranhou rolando no asfalto? - Pergunta com um sorriso de deboche.

    - Não... Nenhum estrago vai ser tão grande quanto o que eu farei na sua vida e eu não estou só falando fisicamente.

    - E o que vai fazer? Vai falar pro papai? E o que vai dizer pra ele? "Eu fui atropelada ontem" ele vai perguntar onde e você vai responder o que? "Estava indo abrir as penas para o meu amante". - Rir.

    Vagabunda!

    Rio também e balanço a cabeça.

    - Não... Não, isso é entre eu e você. E você sabe disso, porque se não soubesse e pensasse que eu colocaria meu pai nisso, você sequer pisaria no meu país.

    - Eu sou a convidada, sou um membro valioso de uma aliança... Que em breve será celada, você mais do que ninguém deve conhecer... Uma aliança de sangue. - Sorrir. - Então poupe meu tempo e vá cuidar do seu casamento, já deve está chegando...

    Maldita! Ela acha que vai se casar com Philipe? Coitada!

    Recuo um passo com um sorriso vingativo.

    - Você nunca ouviu falar de nenhum Devan que perdeu o que queria, por mais difícil que fosse... E vai continuar assim. - Olho para ela e saio às pressas.

   - Se prepare para ser a primeira querida. - Ouço ela dizer antes de bater a porta.

HORAS MAIS TARDE...

   A sala de jantar da casa dos meus pais era um verdadeiro espetáculo de opulência silenciosa, onde cada detalhe gritava riqueza e poder consolidado... O poder de anos, da família Devan, o teto era adornado com um lustre de cristal que pendia como uma coroa sobre a mesa de carvalho maciço, grande o suficiente para abrigar uma dúzia de convidados, embora naquela noite só tenha três lugares ocupados.

    Mesmo vivendo a vida toda aqui só agora conseguir reparar em cada detalhe desta sala, talvez porque hoje eu queira fugir a todo custo da presença de Lucca que está sentado ao lado direto do meu pai bem em frente a mim. Pela milésima vez desvio o olhar dele.

    Tapetes orientais cobriam o chão de mármore bege, abafando os sons de talheres e palavras, as paredes estavam forradas com painéis de madeira escura e obras de arte que pareciam nos observar, julgando cada movimento meu.

    Meu pai na cabeceira da mesa como um rei em seu trono observava cada movimento de nós dois, Lucca por sua vez a direta como um cão bem vestido à espera de um comando.

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