Acordo suada e desconfortáve. Outro pesadelo. Olho o relógio são 6 da manhã de sexta feira, daqui a umas horas irei estar com Christian. Precisamos de ter alguma comunicação, estamos a ficar distantes, acho. Será que é por causa de que não o vejo à dois dias? O meu coração ainda está alterado e eu preciso de água urgentemente. Com cuidadosos passos pequenos, passo o corredor e entro na cozinha. Fecho a porta e acendo a luz. Descalça, no chão gélido de azulejo rosa pálido. Pego no atilho que está no meu pulso e ato meu cabelo, sem ver promenores. Abro o frigorífico e vejo um batido de morango e melancia que me chama a atenção. Nunca bebera um batido, para mal dos meus pecados, nunca tinha feito nada. Apenas via na tela da televisão o mundo. Um mundo que parecia pequeno, mas é bem grande. Graças à pior mãe do mundo, eu não sou uma menina normal, sou diferente e estranha. Todo o mundo deve me julgar, pela porca que sou ou pela feia menina que é adotada por pena. Oh, sim... feia, porca, palavras me faltam neste momento, afinal meu subconsciente ainda nem acordou. Ele é meu juiz, ele sabe o quanto eu sou um trapo neste mundo. Aqueles sonhos... não... pesadelos! Eles têm que ter significado... hum. Mas quais? Que ela vai apanhar me? O quê? Já vejo o fundo do copo, pouso o na máquina de lavar loiça e volto para o meu quarto. Mas a meio algo faz me arrepiar, um barulho estranho vindo de lá de fora. Uma queda. Algo caiu. Ou talvez alguém. Merda! Corro para o meu quarto e fecho a porta. Cruel e incensato da minha parte, deixar Jamie, Amélia e Dulce à mercê de badidos. Mas eu sou muito fraca, deito me por debaixo dos lençóis brancos e cheios de vergonha de mim própria. Encolho me e espero adormecer rápido. De repente batem na minha janela. Foda se! Merda! Merda! Merdaa! Que faço. Mais me encolho na cama. Outra batida e me faz me ganhar forças e olhar a janela. Para minha surpresa penso que é Christian! Está escuro, não consigo ver muito bem. Salto da cama, ando até perto da janela e vejo agora o perfeito rosto de Chris. Mas que raios faz ele aqui e acordado a esta hora? Abro a janela e ele entra. Fechando novamente a janela, pucho a minha camisola com a bandeira dos Estados Unidos para baixo.
-Que está aqui a fazer Christian? -sussurro.
Ele senta se na cama e suspira alto como se tivesse estado a correr. Com as mãos puxa o cabelo para trás e suspira.
-Não consegui dormir. Eu... eu, já não a vejo à dois dias... tenho saudades. -eu levanto minhas sobrancelhas em surpresa.
Pensei que só eu pensava assim. Sento me ao seu lado e encaramos um ao outro.
-Você não me deixa dormir, se consigo sonho com você. Meu apetite parece ter desaparecido, nem desenhar eu consigo!
-Você gosta de desenhar?
Ele ergue uma sobrancelha.
-De tudo o que eu disse, você só se admirou com isso?
Oh como ele é tão lindo, principalmente à luz do luar.
-Ana?
Foda se. Apanhada a olhar para ele!
-Hãn?
-Você ouviu me?
-Claro. É que ainda não entendi porque está aqui.
Nós sussurramos.
-Você.
Oh.
-Oh.
-Sabe Ana, sua beleza é peculiar e encantou me de vez.
Ele se aproxima de mim, cada vez mais perto, muito perto, perto demais... meus olhos fecham e inclino a cabeça para receber seu beijo, mas a luz do quarto de Jamie se acende, passando por debaixo da minha porta. Merda! Afastamo nos sem nenhum beijo.
-Merda. -ele diz. -Melhor eu ir.
Eu levanto me e abro a janela para ele e vejo ele se ir embora. Estava mesmo a fechar a janela quando Jaime entra.
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50 toneladas do Amor
FanfictionAnastásia tem 15 anos quando fugiu da cabana aonde sua mãe a chicotiava desde o seu primeiro dia de vinda ao mundo. Ela correu e acabou dormindo num jardim de uma casa a 80km da cabana. A família da casa voltou para passar as férias em Seattle. O ra...
