Eu encaro Christian. Dou lhe um sorriso amarelo e mordo meu lábio inferior.
-Sua irmã, parece simpática.
-E chata. -ele ri.
-Não diga isso. -sento me na espreguiçadeira e sinto que mordo o lábio.
-Ana... -ele parece paralisado, disse alguma coisa mal, hum que fiz eu? Não não, eu não posso perde lo agora. -pare de morder esse lábio. -ufa, nada de mais, eu páro e engulo em seco. Será que ele pensa ainda de me ver nua... ele viu me, que terá feito enquanto eu dormia?
-Posso perguntar uma coisa? -ele parece confuso mas dá me um sorriso acolhedor.
-Claro, Ana.
-Quando me encontrou... ah... que fez? -ele arregalou os olhos e apagou o sorriso do rosto, parece mecher o maxilar de boca fechada. Ele harqueia uma sobrancelha e fica nervoso, para o que me parece.
-Eu... senti algo que fez olhar pela janela do carro, quando te vi... -ele engole saliva e me encara com os seus olhos cinza. -meu mundo parou, eu só queria cuidar de ti, nesse momento eu saí do carro e quando te virei para te ver, eu só via seu rosto, o rosto belo de um anjo, eu peguei você e levei para meu quarto e cuidei de você, arrh... eu... eu beijei cada frida que eu tratava. -ele... ele... beijou... me. Por dentro eu estava fazendo uma festa, mas por fora eu mantive a minha cara de triste, uma menina indefesa. -eu não quis pensar em mais nada, não me importei de ver você... nua, eu só queria cuidar.
-Tudo bem, eu só estou um pouco envergonhada.-ele senta se ao meu lado e agarra a minha mão.
-Um dia... Você vai me contar?
-Um dia, não hoje, nem tão perto. Eu não quero me lembrar. Reviver o passado.
-Tudo bem. Eu entendo, venha entre, está a ficar frio. -ele volta a abrir o sorriso acolhedor e eu respondo com outro.
Christian está a ajudar a Caroline a pôr a mesa, eu estou com Carl no sofá. Ele é belo como Christian, com seus olhos cinza, um rosto perfeito e jovem. É mesmo muito bonito, mas Christian é acima de todos, ele foi desenhado e preparado com todo o detalhe e cuidado dos deuses. Até pode mesmo ser mais perfeito que os deuses. Carl lê o jornal e repara que eu estou envergonhada e contorcendo me no sofá de pêle.
-Tudo bem querida?
-Hum hum. -eu aceno a cabeça como as crianças fazem e ele pousa o jornal.
-Querida, você quer voltar para casa? -o quê! Não! Eu sou feliz aqui!
-Por favor, eu não quero voltar.
-Porquê? Eles te tratam mal?
-Muito. Muito mal!
-Podes falar comigo. Ou se preferires com Christian ou Caroline.
-Eu gostava de um dia falar mas, não hoje, por favor.
-Leva o tempo que quiseres! -ele sorri e beija minha testa. -quer ler alguma coisa, Christian têm montes de livros. -que ei de dizer? Ele não vão querer menina que não lê. Mas mentir não é opção.
-Eu... eu... não sei ler.
-O quê? Você não andou na escola?
-Não. -estará zangado? -não fique zangado comigo, por favor.
Ele arregala os olhos e abre um pouco a boca.
-Querida eu não estou zangado contigo. Meu deus que pais horríveis tiveste, para te porem assim, nesse estado. Meu deus! Eu te prometo querida, que ficarás bem aqui, para sempre.
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50 toneladas do Amor
Hayran KurguAnastásia tem 15 anos quando fugiu da cabana aonde sua mãe a chicotiava desde o seu primeiro dia de vinda ao mundo. Ela correu e acabou dormindo num jardim de uma casa a 80km da cabana. A família da casa voltou para passar as férias em Seattle. O ra...
