Os raios do sol passam o vidro do carro de Jamie, batendo nos meus olhos. Começa a irritar. Jamie guia o Toyota para a estrada principal de Seattle. Posso ver a vida normal que esta gente têm. Um homem de fato, puxando a gravata para ela sair, o homem gordo que come um bigmac, salpicando o ketchup por toda a t-shirt. Uma mãe tentando controlar o filho inquieto. A rapariga de cachos loiros bonita e magra, passando em frente de um grupo de rapazes babados. A prostituta mal ajeitada mascando chiclete, entrando no bordel, com seus cabelos pretos e longos atados em dois totos bem em cima e com meias rasgadas e uma saia mais curta que as cuecas que veste. Uma criança acrescentando ao recheio do gelado, coisas que o seu nariz produz. Um homem suado de tando correr com o seu cão e sua t-shirt aberta de lado, metendo inveja ao gordo que come o bigmac e a uma mulher casada com um homem desempregado, pela sua forma de vestir e sua barba enorme, suas olheiras negras como carvão. A mulher cola no homem correndo, enquanto o marido entendendo o que se passa a chama. Jamie pára num semáforo, e do lado para onde eu estou a olhar vejo um velho casal discutindo dentro de um mini. Será porque a mãe dele não cabe no carro? Piada de mini. Eu gargalho.
-Posso acompanhar te?
-Piada sobre minis. Vi na tv.
-Conte para mim.
Ele olha pelo retrovisor, para o centro da parte traseira do carro.
-Está vendo aquele casal discutindo? No mini?
-Sim estou.
-Eu acho que estão discutindo que a mãe do homem não coube no carro. Mas era esse o preposito do mini. Caber só os dois.
Jamie ri. Bastante, para ser sincera.
-Você têm razão. Sabe, isso me dá uma ideia.
-Sério?
-Comprar um.
-Para quê, se já tem esse?
-Para minha sogra nem vir mais.
Gargalhadas ecoaom no carro.
-Ai Jamie. Se Amélia soubesse.
Eu ameaço brincando.
-Nem quero imaginar.
Ele ri.
◇◇◇
-Ana! Que bom que finalmente você chegou. Entre. Entre.
Eu reviro os olhos. Que será desta vez? Entro em casa com Jamie e deparo me com um fato de cavelaria, para o meu tamanho! Já que o outro era um pouco grande.
-Amélia! Obrigada. Muito obrigada!
Eu abraço a.
-Que é isso. Vá experimentar, querida.
Concordo com a cabeça e corro para o meu quarto. Isto não podia ser melhor, se bem que não me importava de ainda estar com o Chris, bem mas agora o Grey espera me. Coloco o capacete debaixo do meu braço e volto para a cozinha, com um sorriso parvo na cara.
-Jamie?
-Ah Ana. Entre este é o Gary. É meu sobrinho, vai ficar por aqui esta semana.
Eu reparo no rapaz de 15 anos ruivo de olhos castanhos alaranjados e um rosto arredondado. Ele parece esperto, com um fato preto e as letra U.O. cozida no casaco. Não entendo porquê.
-Olá Gary.
Eu estendo lhe a mão. Ele aperta sem deixar o seu sorriso branco desaparecer.
-Olá Ana. Soube que é minha prima adotada, bom, um prazer finalmente conhece la.
Ele fala um inglês britânico e caro, com uma voz já um pouco grossa. Eu sorrio e volto para Jamie.
-Vamos?
-Que tal tu e o Gary cavalgarem os dois. O Gary têm muita experiência.
-Ah, claro tio. Era um prazer acompanha la.
Ele deve ser de uma linhagem de príncipe, suas roupas, a forma de falar, era igual a todoa os príncipes dos filmes. Ou anda numa escola britânica muito cara e espantosamente refinada.
-Ok, venha Gary.
Eu levo o até à cavaleira.
-Então Gary, você é de onde?
-Londres. E você?
-Daqui.
Eu pego umas cenouras e dou ao Grey.
-Que idade têm, Gary?
-Dezoito.
O quê? Mas ele é tão baixo, um pouco mais alto do que eu.
-Oh.
Ele inclina a cabeça.
-Porquê oh?
-Humm, parece mais novo.
Eu gargalho. Solto o Grey do estábulo e coloco a sela. Ele confia em mim agora. Coloco as tiras de couro a que lhe chamam "cabeçadas", aonde eu me vou segurar. Isso lembra me de lhe perguntar o que significa as letra "U.O."
-Que é isso no teu casaco?
-O quê? O letreiro?
Ele pucha as letras do casaco até ao seu campo de visão.
-Quer dizer Universidade de Oxford é a escola aonde eu ando. A melhor da Europa, se não for do mundo.
Ele ri.
-Porque te ris?
-É que eu digo sempre o mesmo, e toda a gente sabe que a U.C. é a melhor.
-U.C.?
-Universidade de Cambridge.
-Oh... então vais ajudar me ou nem por isso?
Ele ri uns segundos e coloca me em cima do cavalo e pucha as rédeas. Estamos num silêncio agradável, com o som do chilrear dos pássaros, os cachos do andar do Grey a esmagar a relva e de alguns carros a passarem um pouco longe do grande jardim das traseiras. Eu fecho os olhos e sinto a brisa bater me no cabelo e no rosto, levanto a cabeça para o céu e sinto o sol quente queimando me as bochechas.
-Uma agradável tarde, não é mesmo Ana.
-Sim.
Abro os olhos e reparo que o sol já está no limite do horizonte, lançando as suas melhores cores. Para sul já está o azul escuro estrelado e à medida que volto para o norte clareia o azul e mistura se o azul bebé com os tons laranjas qur vão ficando vermelhos. E assim acaba mais um dia maravilhoso.
Autora
Fui de férias e eu esqueci do carregador e não havia internet no hotel. Devia ter avisado quando eu ia, mas eu pensei wue ia ter Internet mas estou de volta ♡.
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50 toneladas do Amor
Fiksi PenggemarAnastásia tem 15 anos quando fugiu da cabana aonde sua mãe a chicotiava desde o seu primeiro dia de vinda ao mundo. Ela correu e acabou dormindo num jardim de uma casa a 80km da cabana. A família da casa voltou para passar as férias em Seattle. O ra...
