13°Capítulo

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Os raios do sol passam o vidro do carro de Jamie, batendo nos meus olhos. Começa a irritar. Jamie guia o Toyota para a estrada principal de Seattle. Posso ver a vida normal que esta gente têm. Um homem de fato, puxando a gravata para ela sair, o homem gordo que come um bigmac, salpicando o ketchup por toda a t-shirt. Uma mãe tentando controlar o filho inquieto. A rapariga de cachos loiros bonita e magra, passando em frente de um grupo de rapazes babados. A prostituta mal ajeitada mascando chiclete, entrando no bordel, com seus cabelos pretos e longos atados em dois totos bem em cima e com meias rasgadas e uma saia mais curta que as cuecas que veste. Uma criança acrescentando ao recheio do gelado, coisas que o seu nariz produz. Um homem suado de tando correr com o seu cão e sua t-shirt aberta de lado, metendo inveja ao gordo que come o bigmac e a uma mulher casada com um homem desempregado, pela sua forma de vestir e sua barba enorme, suas olheiras negras como carvão. A mulher cola no homem correndo, enquanto o marido entendendo o que se passa a chama. Jamie pára num semáforo, e do lado para onde eu estou a olhar vejo um velho casal discutindo dentro de um mini. Será porque a mãe dele não cabe no carro? Piada de mini. Eu gargalho.

-Posso acompanhar te?

-Piada sobre minis. Vi na tv.

-Conte para mim.

Ele olha pelo retrovisor, para o centro da parte traseira do carro.

-Está vendo aquele casal discutindo? No mini?

-Sim estou.

-Eu acho que estão discutindo que a mãe do homem não coube no carro. Mas era esse o preposito do mini. Caber só os dois.

Jamie ri. Bastante, para ser sincera.

-Você têm razão. Sabe, isso me dá uma ideia.

-Sério?

-Comprar um.

-Para quê, se já tem esse?

-Para minha sogra nem vir mais.

Gargalhadas ecoaom no carro.

-Ai Jamie. Se Amélia soubesse.

Eu ameaço brincando.

-Nem quero imaginar.

Ele ri.

◇◇◇

-Ana! Que bom que finalmente você chegou. Entre. Entre.

Eu reviro os olhos. Que será desta vez? Entro em casa com Jamie e deparo me com um fato de cavelaria, para o meu tamanho! Já que o outro era um pouco grande.

-Amélia! Obrigada. Muito obrigada!

Eu abraço a.

-Que é isso. Vá experimentar, querida.

Concordo com a cabeça e corro para o meu quarto. Isto não podia ser melhor, se bem que não me importava de ainda estar com o Chris, bem mas agora o Grey espera me. Coloco o capacete debaixo do meu braço e volto para a cozinha, com um sorriso parvo na cara.

-Jamie?

-Ah Ana. Entre este é o Gary. É meu sobrinho, vai ficar por aqui esta semana.

Eu reparo no rapaz de 15 anos ruivo de olhos castanhos alaranjados e um rosto arredondado. Ele parece esperto, com um fato preto e as letra U.O. cozida no casaco. Não entendo porquê.

-Olá Gary.

Eu estendo lhe a mão. Ele aperta sem deixar o seu sorriso branco desaparecer.

-Olá Ana. Soube que é minha prima adotada, bom, um prazer finalmente conhece la.

Ele fala um inglês britânico e caro, com uma voz já um pouco grossa. Eu sorrio e volto para Jamie.

-Vamos?

-Que tal tu e o Gary cavalgarem os dois. O Gary têm muita experiência.

-Ah, claro tio. Era um prazer acompanha la.

Ele deve ser de uma linhagem de príncipe, suas roupas, a forma de falar, era igual a todoa os príncipes dos filmes. Ou anda numa escola britânica muito cara e espantosamente refinada.

-Ok, venha Gary.

Eu levo o até à cavaleira.

-Então Gary, você é de onde?

-Londres. E você?

-Daqui.

Eu pego umas cenouras e dou ao Grey.

-Que idade têm, Gary?

-Dezoito.

O quê? Mas ele é tão baixo, um pouco mais alto do que eu.

-Oh.

Ele inclina a cabeça.

-Porquê oh?

-Humm, parece mais novo.

Eu gargalho. Solto o Grey do estábulo e coloco a sela. Ele confia em mim agora. Coloco as tiras de couro a que lhe chamam "cabeçadas", aonde eu me vou segurar. Isso lembra me de lhe perguntar o que significa as letra "U.O."

-Que é isso no teu casaco?

-O quê? O letreiro?

Ele pucha as letras do casaco até ao seu campo de visão.

-Quer dizer Universidade de Oxford é a escola aonde eu ando. A melhor da Europa, se não for do mundo.

Ele ri.

-Porque te ris?

-É que eu digo sempre o mesmo, e toda a gente sabe que a U.C. é a melhor.

-U.C.?

-Universidade de Cambridge.

-Oh... então vais ajudar me ou nem por isso?

Ele ri uns segundos e coloca me em cima do cavalo e pucha as rédeas. Estamos num silêncio agradável, com o som do chilrear dos pássaros, os cachos do andar do Grey a esmagar a relva e de alguns carros a passarem um pouco longe do grande jardim das traseiras. Eu fecho os olhos e sinto a brisa bater me no cabelo e no rosto, levanto a cabeça para o céu e sinto o sol quente queimando me as bochechas.

-Uma agradável tarde, não é mesmo Ana.

-Sim.

Abro os olhos e reparo que o sol já está no limite do horizonte, lançando as suas melhores cores. Para sul já está o azul escuro estrelado e à medida que volto para o norte clareia o azul e mistura se o azul bebé com os tons laranjas qur vão ficando vermelhos. E assim acaba mais um dia maravilhoso.

Autora

Fui de férias e eu esqueci do carregador e não havia internet no hotel. Devia ter avisado quando eu ia, mas eu pensei wue ia ter Internet mas estou de volta ♡.

50 toneladas do AmorOnde histórias criam vida. Descubra agora