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- Marcos -gritou em frente ao computador.
Secou as mãos no pano de prato antes de ir até a sala, encontrar sua pequena irmã com um sorriso de orelha a orelha para o computador.

- Aconteceu alguma coisa, Lulu? - ele estranhou.

- Eu acho que a encontrei! - bateu palminhas.

Seu queixo pendeu alguns centimetros, sentou ao lado de sua irmã e pegou o computador de suas mãozinhas.

- Exposição de arte? - encarou ao site de uma universidade londrina. - O que isso tem a ver com ela?

Luana bufou e rolou os olhos, apontou com
seu pequeno dedo o paragrafo da materia.

- Aluna novata da Universidade de Artes de
Londres, Ludmilla Oliveira, surpreende à todos ao anunciar blá blá blá. - deslizou a tela para baixo. - Aqui diz que será sabado que vem, e que ela vai estar lá!

Marcos coçou o queixo, seus olhos brilhando, não havia nenhuma foto de Ludmilla ali. mas quantas Ludmilla Oliveira existem em Londres?!

- Eu preciso comprar as passagens. -
murmurou, ainda um pouco perplexo.

Estava ansioso, muito mais do que ansioso,
poderia se dizer eufórico. Havia se arrumado para a noite assim que chegara de viagem. O frio Londrinho o assustava, teve que vestir um grosso sobretudo para não congelar ao encarar a noite.

Não foi muito difícil de encontraro local, as
pessoas foram muito gentis em guiá-lo até o
endereço anotado em um pedaço de papel
meio amassado. Encarouo prédio moderno, e também as pessoas muito bem vestidas esperando que as portas se abrissem.

Remoía-se por dentro, na esperança de que
sua irmã realmente estivesse ali. Ao entrar ele foi saudado por doi rapazes muito bem vestidos, ele sorriu e apertou a mão do mais baixo. Ficou encantado com os quadros da sua possivel irmã. As cores eram um tanto
quanto bagunçadas, mas deixavam tudo em
harmonia. E ele não pode resistir em comprar pelo menos três deles. Notou uma pequena aglomeração após algum tempo, ele pode ver então.

Era sua irmã.

Em carne e osso.

Muito mais bela do que anos atrás. Muito bem vestida e com um corpo de mulher feita. Ele ouviu ao discurso, segurando-se para não ir até ela.

Marcos esperou, e pareceu uma tortura, mas ele esperou. Até o local estar vazio.
Ficou parado no corredor de saída, até que
ouviu som de saltos no chão de madeira.

- Com licença?

Virou-se e não pode sorrir ao ver sua irmã.
Não sabia o que dizer, não sabia como agir.
Balbuciou algumas coisas, mas logo notou que não revebia a menor atenção de sua irmã. - ... Eu estava te procurando a anos e...

- Desculpe, eu preciso ir. - ela falou, antes de
correr para fora do prédio.




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