Cap: 11 - Um Dia Agitado

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       "Não é o quanto fazemos, mas quanto amor colocamos naquilo que fazemos. Não é o quanto damos, mas quanto amor colocamos em dar."
           
         — Madre Teresa de Calcutá —

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    Quando Isabella acorda na manhã seguinte, ela sente o seu corpo em peso, como se tivesse forças a puxando para baixo. Abrindo os seus olhos lentamente é possível ter a visão do teto do seu quarto em que está hospedada, não é tão atraente como a aparência do quarto em si.
      — Ai! - exclama pondo a mão no ouvido, um zumbido...mas parecido com um bip do que com um zumbindo de um som estridente — Ugh... - suspira e se levanta da cama com relutância, parecia que ela queria se levantar mas o seu corpo estava sendo puxado.

Hoje terá mais uma sessão de fotos durante a manhã até à tarde, será bastante puxado para Jae-hyun e para Nan-do, já que ambos serão os modelos que estarão posando para as fotos de colaboração entre a empresa de Jae-hyun e de Nan-do. Mas Lucy se anima, pois não terá que lidar com Jae-hyun durante bastante tempo com as aulas de francês que ele ainda é péssimo.

      — EITA! - bate a palma da mão na testa — Esqueci de ligar pro pai... - ela lembrasse que seu pai havia pedido para que ela ligasse para ele — Depois do banho eu falo com ele, não deve ser nada grave...

    "Precisamos conversar." - lembrasse da seriedade da mensagem que seu pai havia lhe enviado ontem.

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Depois de um banho, Isabella continua se perguntando o quão urgente era a mensagem do seu pai.
      — Ele usou um "ponto final" no final da frase... - comenta enquanto escova os dentes — Ele não costuma usar ponto final...ele usa emojis, exclamação, reticências...mas "ponto final"? Não, não mesmo. - suspira nervosa, se senta na beira de sua cama colocando seus tênis.

...a última vez que ele usou "ponto final" no fim de uma mensagem foi quando a mamãe precisou ir ao hospital por conta de uma infecção...será que... - milhões de pergunta vêm a mente de Isabella - ...como uma única mensagem pode fazer a mente de uma pessoa pode tornar a nossa mente em um turbilhão de perguntas?

Ela sai do quarto fechando a porta atrás dela enquanto encara o seu celular com a mensagem do seu pai vindo a mente.

      — Belos sapatos, coreana... - um rapaz, talvez adulto, francês passa falando e zombando de Isabella. Ela estreita as sobrancelhas sem entender o que ele quis dizer e então leva seus olhos aos seus pés.
      — Puts... - ao levar os seus olhos aos seus pés ela percebe que está com tênis diferentes, um tênis da VANS vermelho e branco no pé esquerdo e no direito um CONVERSE All Star preto. Ela suspira e ainda se ouve a risada do rapaz francês — E eu sou brasileira, cabeça de vento loira! - diz em resposta mas o rapaz já está longe demais para ouví-la protestar. Mas não é como se estivesse óbvio na cara dela que ela é brasileira.

...minutos depois...

Isabella está andando pelo corredor – já com os tênis trocados e apenas um par –, ela não está prestando atenção ao que vêm a sua frente, seus olhos estão grudados no seu celular, na tela tem o contato de seu pai salvo como "Appa", há três opções nos ícones expostos: chamada de vídeo, chamada de voz e mensagem.
      — ...argh, o que eu faço? - murmura coçando a parte de trás de sua cabeça.
      — Isa, cuidado... - quando avisou já era tarde de mais. Isabella deu de encontro com Nan-do, uma colisão, imagine dois corredores de carros em uma pista de corrida dando a curva e du nada "BAH", colisão, explosão... — Isa...me desculpa! - ambos estão caídos no chão no meio do corredor, enquanto o rapaz se mostra preocupado, Isabella está encarando o seu celular rachado e desligado, ele havia batido na parede com força e a sua tela acabou rachando.
      — Liga...LIGA...LIGA PORCARIA! - choraminga em desespero clicando repetitivamente o botão de ligar o celular.
      — Isabella.. a senhorita está bem? - tem uma voz baixa e preocupada, se aproxima lentamente dela pondo uma mão sobre o ombro dela — Aconteceu alguma...
      — LIGA!
      — AISH! - o rapaz só não caiu porque já estava no chão. Ele toma um grande susto com o grito da garota, ele leva a sua mão ao coração e checando o seu pulso no pescoço com a outra mão.

Como Se Fosse A Primeira Vez... [Paris]Onde histórias criam vida. Descubra agora