Cap: 11 - Capítulo Bônus

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      "Apenas é digno da vida aquele que todos os dias parte para ela em combate."

                            —  Johann Goethe

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Horas antes...

Nan-do está correndo pelo corredor quando se encontra com Jae-hyun no meio do caminho:

      — Olá, Sr.Nan... - ele é ignorado quando o moreno alto de tatuagem passa por ele correndo sem o cumprimentá-lo — Caramba. - ele fica confuso, ainda com a mão um pouco levantada. Ele suspira e volta a fazer o seu caminho quando percebe Nan-do dando a volta.
      — Oh...espera um pouco... - o rapaz se dobra recuperando o fôlego perdido durante essa sua pequena corrida, Jae-hyun está tão confuso que só o observa em silêncio — Pronto, ufa! Sinto muito, eu não queria te ignorar.

      — Ah, não é problema algum, tá tudo bem. Mas, aconteceu alguma coisa? Você parece, eh... - o rapaz procura a palavra exata.
      — Apressado, desesperado, cansado...?
      — Sim, mas por que você estaria deses...
      — Desesperado? - ele sempre termina as sentenças e palavras do rapaz.
      — Bem, é, isso mesmo. - sorrir meio sem graça coçando a nuca.
      — É que eu preciso encontrar uma loja que conserte celulares, urgentemente! - parecia realmente algo bastante urgente pela sua expressão.
      — Jura? Por que, seu celular 'tá com algum problema tão ruim?
      — Sim. Na verdade o celular não é meu.
      — E de quem é então?
      — Da Isabella, ela...
      — Da Srta.Kang? - rapidamente os seus olhos aumentam de tamanho pela informação.
      — É que eu tava na minha, né, andando pelo corredor, bastante animado até... Aí eu disse "Bom dia!"... - sua fala é rápida mas não difícil de entender.
      — Para a Srta.Kang?
      — Não, para a camareira que tava passando por mim, a gente parou para conversar, ela até disse que a filha dela de onze anos é uma grande fã minha e...
      — Sr.Nan, está se desviando da minha pergunta, volta um pouco mas para a parte que você fala sobre o porquê do celular da Srta.Kang precisar de conserto.
      — Ah verdade, sinto muito. Bem, é que depois de eu conversar com a camareira, com o faxineiro que também...
      — Sr.Nan?!
      — Eu tava andando e percebi que a Isabella parecia meio distraída vindo na minha direção, eu levantei a mão para cumprimentá-la mas ela não percebeu, ela andava muito rápido e eu também, eu tentei avisá-la "Cuidado, Isa!" mas era tarde demais aí a gente fez... PÁ BAM BAH! - Jae-hyun se assusta com o volume da voz de Nan-do — Aí a gente caiu e o celular dela voou e bateu na parede, agora ele desligou e não quer ligar de jeito nenhum e ela precisa ligar para o pai dela ou algo muito ruim pode acontecer, e eu não me perdoaria nunca se ela não puder falar com ele. Aí eu me ofereci para levar para algum lugar que conserte celulares com defeito... Mas algo surpreendente aconteceu, me encontrei com você, e por falar nisso, Sr.Seo, está muito bonito esta manhã! - ele falou tão rápido que Jae-hyun sentiu tudo girar e ficar com tontura.

      — Meu Deus... Ugh, ok. Muito obrigado pelo elogio, você também está muito bonito. Mas pode falar mais devagar da próxima vez, eu não consigo acompanhar quando você fala assim tão afobado.
      — Ok, desculpa! - sorrir. É difícil ficar bravo quando ele sorrir assim tão inocente.
      — Ah, mas você está pensando em ir agora? Por que não vai depois da nossa sessão?
      — Sim, eu sei... Mas é que é para a Isabella, eu não queria que ela esperasse muito! - faz carinha de filhote triste.

Como Se Fosse A Primeira Vez... [Paris]Onde histórias criam vida. Descubra agora