CAPÍTULO 15

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CAPÍTULO 15

Tudo nela doía muito, principalmente o seu coração, ela fugiu para o celeiro vazio, sentindo a dor em seu peito crescer, ela queria gritar, socar, ou atirar em algo. Mas não fez isso, aquilo havia acabado...ela enfim se confessou e a reação dele era como esperava assustado e atônito.

Ela riu, nos seus sonhos pelo menos era diferente, ela se confessava e ele a beijava com paixão dizendo que a amava e os dois faziam amor desesperadamente. Mas a realidade era dura e um choque.

Liliam tinha quase certeza que seu amor por ele nunca passaria, por isso não podia mais vê-lo depois dessa missão, ela tinha que tentar seguir em frente e se Hael fizesse parte de sua vida nunca iria conseguir, iria ficar presa nesse sentimento e sonhando cada vez mais com ele.

E pelo amor de Deus, ela queria filhos e um relacionamento real, seus pensamentos ainda estavam nele quando se imaginava casada, feliz e com filhos.

— Arranque isso de mim, meu Deus! Eu não aguento mais esperar por algo que nunca vai acontecer! — ela exclamou desesperada.

Minho, não, Hael, estava apaixonado por outra mulher e ela também não queria interromper isso. Ele merecia ser feliz mesmo que ela não fizesse parte de sua vida.

Ela estava tão pronta para contar tudo para ele o que viveu, se sentiu tão amada por ele uns momentos atrás que quase... Deus, ainda bem que ela não fez, pois não iria aguentar também o olhar de pena dele quando soubesse de tudo.

— Achei aquilo muito dramático — a voz conhecida disse no fundo do celeiro.

Rapidamente ela sacou sua arma e apontou para a figura parada no escuro.

— Calma priminha, eu vim em paz... por enquanto. — O homem foi para a luz do luar iluminando o celeiro com as mãos erguidas.

Sullivan Bennet seu primo, filho de Richard. Ela sabia que tinha algo errado quando observou aqueles homens mais cedo. Ela continuou com a arma apontada.

Ele deu uma voltinha e levantou o sobretudo para mostrar que não havia nenhuma arma ali.

— O que você quer?

— Eu disse que só vim para conversar. — Sullivan sorriu. — Ainda é apaixonada por Hael, você não muda, quer dizer — ele olhou para o vestido dela —, mudou um pouco.

— O que você quer? Não estou brincando, se não me disser eu vou...

— Lily se eu quisesse dar cabo em vocês teria feito assim que chegaram. — Sully suspirou. — Eu vim conversar, pode me ouvir?

Ela semicerrou os olhos um pouco desconfiada, mas abaixou a arma.

— Certo, o que você quer?

— Meu pai disse para não machucá-la se estivesse com Hael.

— Ele sabe que estamos aqui?

— Sabe que estão atrás do xerife, as notícias correm soltas. — Sully tirou um maço de cigarro do bolso e o acendeu.

— O xerife está vivo?

— Sim, porque meu pai sabe que estão a procura dele, ele deu a ordem para Jason não matá-lo. — Sully andou para o outro lado, sendo observado por ela —, você sabe da richa entre Jason e Billy, ele quer um duelo entre eles.

Lily suspirou.

— E...?

— Mas tem uma coisa, é um aviso, venha comigo, meu pai quer vê-la.

A expressão de Lily vacilou por um momento, as mãos dela tremeram, Sullivan deu um sorriso meio louco.

— Se você acha que vou com você está muito enganado.

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