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POV Mia

Eu estava a vestir-me para ir para a festa que a Maria me falou. Ela estava em casa dela, o que não faz muito sentido porque com o tempo que ela passa aqui, esta devia ser a casa dela. Eu estava a escolher a roupa mas não sabia o que vestir.

- Posso entrar?- reconheço a voz por trás da porta.

- Podes, Neves.- digo enquanto ele entra.

- Onde vais?- ele pergunta quando vê que estou com 2 vestidos elegantes na mão.

- Vou para uma festa com a Maria.- respondo.

POV Neves

Uma festa com a minha irmã? Isso não vai acabar bem, ela vai beber e depois... prefiro não pensar.

- Isso é bom.- eu digo com uma ligeira raiva.

- Isso é ciúmes, deus grego?- ela pergunta a sorrir.

- Não, claro que não.- respondo.- Até porque eu e o António também vamos.

- Não vão não.- ele diz irritada.- esta noite é só de raparigas vocês não vêm connosco.

- A vossa festa pode ser só de raparigas, mas o bar não.- fala e pisco-lhe o olho.

- Não vão e ponto final.- ela diz e logo olha para os 2 vestidos na sua mão.

- Depois veremos, peach.- eu digo enquanto saio do quarto dela.- Já agora leva o azulejo, vai ser mais bonito ver-te com ele, quando EU estiver na festa.- ela fica ainda mais irritada.

[...]

Mais tarde quando o António voltou de não sei onde, fui ter com ele à cozinha com um sorriso na cara.

- O que queres?- o António diz.

- Se queres ir a uma festa, hoje?- pergunto.

- Porquê.- ele responde.

- Porque vai ser divertido e a Mia e a Maria vão e como sei que gostas de irritar a Maria tenho um plano.- digo.

- Conta então.- ele fala.

- Então... elas dizem que é uma noite de raparigas mas claro que vai ter rapazes á volta delas e nós não queremos mais convidados inesperados nesta casa então dizemos a todos que elas já têm alguém e assim ninguém se aproxima delas.- O Antonio começa a gostar da minha ideia.- Elas ficam irritadas e nós não temos de ter mais convidados em casa.

- Gostei da tua ideia.- ele diz.- Vamos para uma festa então.

POV Mia

Nós já estávamos na festa à meia hora e ainda ninguém se tinha chegado a nós. Nós só queríamos passar tempo com um desconhecido e dançar até a noite passar. Eu sei que parece mau mas é assim que as pessoas se conhecem.

- Como é que ainda ninguém se chegou a nós?- a Maria pergunta enquanto dança com o seu vestido preto.

- Eu não sei, será que não estamos no?- digo.

- Claro que estamos.- ela responde.

- Ah desculpa.- um homem toca no meu ombro e eu viro-me para ele.- Eu não queria parecer mal mas o teu namorado está a beijar outra pessoa.- ele aponta para o Neves.- E o teu estava a beijar uma à pouco tempo atrás.- ele diz para a Maria.

Eu já sabia o que se estava a passar e a Maria também. Nós olhámos uma para a outra é logo fomos ter com eles. Quando lá chegámos a Maria puxou o António para a rua. Algo não ia acabar bem. Eu logo interrompi o Neves e a rapariga.

- Desculpa mas eu gostava de falar com o meu namorado.- digo e ela logo vai embora envergonhada.

- Namorado? Gostei.- ele fala com um sorriso de canto.

- Não me venhas com essa merda. Eu só queria dançar com alguém e tu estás a afastar todos os que olham para mim.- reclamo irritada.

- A culpa não é minha.- ele diz.

- Não é? Tens andado aí a dizer que eu sou tua namorada e a estragar-me os planos.- falo.

- É apenas para te proteger tudo o que eles querem é sexo, nada mais. Tu não mereces isso.- Ele explica.

- O que é que eu mereço, então?- pergunto.

- Alguém que te ame, tu sabes disso, tu não queres algo passageiro tu queres algo para sempre.- ele responde.

- Tu não sabes.- digo.

- Então prova o contrário.- ele desafia-me.

Eu logo vou ter com um rapaz loiro de olhos azuis e que usa óculos, meu Deus, ele é lindo e vou conseguir algo. Nós conversámos um pouco mas logo ele agarrou na minha nuca com uma mão e a outra na minha cintura e beijou-me. Eu retribui o beijo até alguém agarrar o meu pulso.

- Então mano, não vês que estás a interromper o nosso momento?- o Bernardo, o loiro, diz.

- Desculpa se a minha NAMORADA anda a beijar outros.- ele responde com raiva.- Anda vamos embora.- ele leva-me até casa.

Eu não tive tempo de pensar ou falar, quando dei por mim ele já estava a pôr-me no lugar do passageiro.

Love in the game

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