capítulo 41 🦇

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Como a primavera a S/N chegou em minha vida e floriu meus dias. A minha fraqueza e a minha fortaleza, juntos em uma pessoa. O seu perfume me atingiu em cheio quando o vento soprou em meu rosto. As folhas secas voaram e eu senti que devia tentar falar com ela, só mais uma vez. Quem sabe hoje eu tenho sorte. Tomei coragem e enchi meu peito com segurança, mesmo eu me sentindo um farrapo.

A S/N usa um vestido de seda, com uma fenda na perna, mostrando sua pele, os cabelos ondulados estão soltos e eu poderia sentir o perfume deles daqui, eu fiquei admirando sua beleza de longe. Os lábios vermelhos da cor de um morango, igualmente a cor do vestido que está me deixando louco de vontade de correr e pegar ela no colo e levar ela pro nosso quarto. Eu queria poder desfrutar mais uma única vez de seu amor, quando estou dentro dela eu sinto que somos um só. Meu peito está soluçando de tanta saudades de sentir ela se entregando por inteira pra mim, gemendo o meu nome enquanto eu beijava todo o seu corpo sem pudor. Saudades de ter ela sobre meu peito sonhando e falando suas declarações de amor.

Voltei a admirar a minha S/N, agora já mostrando sua barriguinha de grávida no vestido que a pura perdição. Ela está sorrindo e dança rodopiando toda sorridente enquanto algumas borboletas voavam em volta dela no pequeno jardim. Um lugar bonito mas não tanto quanto a pequena fadinha que brilha radiante com seu riso gostoso. Eu tento me aproximar sentindo a saudade já me afogando e ela para de dançar e seu sorriso se quebra e ela me olha com desgosto.

Aquele olhar só queria dizer uma coisa, ela não me quer mais, não tem jeito.
Isso me fez perder o chão, mais eu preciso tentar...

- amor? Vamos se acertar, já faz meses que você não dá uma palavra comigo, eu juro que daria tudo em troca de um abraço seu, e não me olha assim, isso acaba comigo. Estou ficando doente longe de você, olha nos meus olhos, veja que eu não estou bem, diga o que ver, eu nunca vou ser feliz se você colocar um fim na nossa história.

Falei e fui chegando perto de seu corpo e ela não diz nada só continua me olhando com a mesma intensidade de ódio. E isso me deixa tão morto que eu desejei ser um mortal e me atirar na primeira linha de trem e acabar logo com isso. Isso me faz ter inveja dos humanos, eles podem dá um fim em suas vidas quando se sentem mortos de espírito, quando seus corpos já não aguentam mais viver e decidem se entregar ao profundo absmo da morte. Mas nem isso eu posso fazer, sou imortal e terei que suportar sem a ajuda de ninguém a rejeição do meu amor.

Assim que cheguei perto dela eu não hesitei e deslizei minhas mãos no tecido fino delicado, alisando pela primeira vez a sua barriguinha, e continuei abraçando ela com todo o meu amor, afundei meu nariz em seu pescoço e fiquei anestesiado, e feliz porque até seu cheiro me cura.

Eu estava conseguindo me aproximar dela e isso foi um avanço tão grande, mas quando eu busquei seu rosto pra olhar dentro de seus olhos, eu vi uma tristeza sem fim.

- porque você não desiste? Eu já fui tão clara dizendo que não te amo mais! Eu não aguento mais você vindo atrás de mim, será que pode me deixar seguir com a minha vida longe de você!

- como assim? Não me ama mais? Isso você não havia me dito antes. Por favor não fala isso, tá me machucando. - pedir com a voz falhando e as lágrimas em meu rosto, e uma dor que me abraçava e não largava de jeito nenhum.

- eu não quero mais você, seu monstro! Não me toque, nem chegue perto do meu filho, eu não vou permitir que você também cause algum mal pra ele.

Isso não pode ser real, ela não poderia ser tão fria e me dizer tal coisa.
Eu olhei incrédulo enquanto ela se afastou de mim e quando eu tentei me aproximar fui jogado longe, eu sofri, mas não com o impacto da batida do meu corpo ao chão, mas sim com a dor da rejeição daquela que deveria ser a minha alma gêmea. Ela estava usando seus poderes para me manter longe dela. Isso era demais para mim.

Doce ilusão: Jungkook Onde histórias criam vida. Descubra agora