13, Perdas

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O PLANO PROPOSTO POR CHEONG San era ousado: sair pela porta do auditório até as quadras de tênis, atravessar o centro de inglês e alcançar as montanhas. Ele mencionou que poderiam passar despercebidos devido aos barulhos dos trovões, que atraíam a atenção dos zumbis.

— Se conseguirmos chegar às montanhas, chegaremos a Yangdong. Fiz trilha lá com meu pai algumas vezes — comentou On Jo, tentando ser otimista.

— Não acha muita loucura tentar? — Questionou Wu Jin, demonstrando insegurança.

— Eu não vou. Estou com medo — decidiu Hyo Ryeong. — e se os zumbis nos pegarem?

— Querem ficar aqui e esperar morrer de fome, hipotermia, ensolação ou outra coisa? — retrucou Hye Ji, sua determinação transbordando. — Ótimo, então fiquem, porque mais ninguém vai vir nos salvar.

— Eu não quero arriscar — disse Wu Jin, ainda incerto.

Hye Ji acertou um chute na panturrilha dele, fazendo-o reclamar imediatamente.

— Você não tem opção, seu idiota. Para onde quer que formos, você vai junto — falou ela com autoridade.

— Só nós podemos nos salvar, — argumentou Cheong San. — vamos. Se algo acontecer, eu grito e atraio os zumbis. No máximo morrerei sozinho. Então vamos.

— Lá vem você de novo com essa sua tendência suicida. Deveria marcar uma consulta com um psicólogo — retrucou a Lee, seu sarcasmo cortante.

— Todos devemos viver — interveio Su Hyeok, sua voz firme.

— Se alguém tiver que morrer, vou morrer por eles — insistiu Cheong San.

— Por causa da chuva, todos os cheiros estão misturados. A chuva faz muito barulho. Os sentidos dos zumbis estão entorpecidos — constatou Nam Ra.

— A zumana deve estar falando a verdade — concordou Dae Su, reconhecendo a lógica.

— O que é "zumana"? — perguntou Su Hyeok, confuso.

— Uma pessoa meio... desumana as vezes. E a presidente é forte. Vamos confiar nela — explicou Dae Su, seu olhar buscando encorajar o grupo.

— Eu não me sinto forte agora — admitiu Nam Ra, sua expressão refletindo sua vulnerabilidade enquanto encarava suas próprias mãos.

— Por quê? — questionou Ji Min, receosa.

— Eu não sei — respondeu Nam Ra, incerta.

Eles se dividiriam em duplas, para que ninguém corresse o risco de ficar para trás. Com determinação, deixaram o terraço, descendo as escadas em silêncio, guiados apenas pela fraca luz da lua que se filtrava pelas janelas, iluminando timidamente os degraus. Ao alcançarem o lado de fora, abaixaram-se rapidamente, buscando abrigo atrás de um canteiro de plantas.

Carnage // All of us are dead Histórias para pegar e não largar. Descubra agora