┊ FINALIZADA ┊ - Em uma realidade aonde todos são mágicos e são divididos em suas classes sociais baseados em seus poderes, Beomgyu se destaca como um rebelde que pretende seguir o legado de seus pais para alcançar a liberdade.
Yeonjun, por outro l...
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— Kai - seu tom de voz é grave e urgente quando bate na porta do quarto sem parar. Aproveitou que Yeonjun ia andar um pouco com Taehyun pelo campus e resolveu ir até o quarto do seu mais novo amigo conversar. Ou melhor amigo? Não. Só amigo.
Quem abre a porta é um homem baixinho, mas musculoso, com o cabelo longo bem preso em uma trança e rosto molhado. Provavelmente acabou de acordar e estava lavando o rosto antes de ser interrompido. O rosto de Beomgyu esquenta com vergonha ao ver o guardião dele o encarando como se o culpasse por estragar a paz de sábado de manhã dos dois.
— Oi! Desculpa, te acordei?
— Não - soa como uma mentira.
— Legal. Eu vim falar com o Kai. É meio urgente.
Ele revira os olhos e volta para dentro, chamando o T3, que corre até Yu animado.
— E aí? Beijou?
— Beijei. E ele me beijou de volta. Quer dizer que a gente se gosta?
— Sim! Vocês se gostam! Que amor, vocês são tão fofinhos...
Yu solta uma risada constrangida. Não imaginava aquilo acontecendo consigo: um amigo comemorando porque está apaixonado e seu amor é recíproco. Não consegue visualizar aquela cena com si mesmo, muito menos com seu guardião. Esse aperto no seu peito, é amor, não é?
Essa risada rapidamente se transforma em um suspiro. Um suspiro tão frustrado que assusta Kai com a mudança de humor tão rápida.
— Vou tomar café.
— Vamos juntos!
— Não - sua negação é ríspida. — Quero ir sozinho. Foi mal.
— Ah, ok. A gente tinha que terminar de hidratar o cabelo mesmo assim - ele faz uma pose e pisca para Beomgyu. — Hoje mais tarde, seremos a dupla de guardião e T3 mais bonitos do campus oeste.
Yu apenas revira os olhos, permitindo seu sorriso voltar. Depois de se despedirem, Beomgyu não vai até o refeitório como disse. Yeonjun provavelmente estaria lá com Taehyun e realmente queria ficar sozinho. Ao invés disso, foi para o campo exterior e comprou um café gelado na máquina de vendas.
O silêncio e a falta de pessoas deram espaço para sua mente funcionar. Pensando em planos para sair desse lugar, pensando sobre Yeonjun, pensando sobre tudo o que Kai disse.
Só Beomgyu e seus pensamentos. Pensamentos e Beomgyu.
E Soobin. Pensamentos, Beomgyu e Soobin.
Espera, Soobin?
— Ah, cara. Você achou meu lugar secreto pra ficar de boas - Soobin reclama se aproximando de Beomgyu, que franze as sobrancelhas visivelmente irritado em ser atrapalhado no seu bendito descanso. Estava simplesmente no campo, aquele lugar era extremamente frequentado, só não nesse horário. Por que seria secreto?
— Foi mal - foi o que respondeu. O retriuca apenas nos seus pensamentos.
— Tudo bem, eu posso ficar com a sua companhia. Não me importo. Você se importa?
Se pudesse, diria que não e mandaria ele vazar, mas isso pegaria mal já que o campus é aberto para todos os estudantes, então só aceita e disfarça a frustração que seu rosto transmite. Foi como se, quando Soobin chegou, uma aura pesada se instaurou ao redor de Beomgyu que só queria um pouco de paz. Principalmente quando ele começa a falar.
— Você chegou aqui esse ano, né?
— É.
— Sabia. Eu conhecia todos os T3 do ano passado, então foi fácil perceber - todos os T3? Deveriam ter no mínimo cem dentre os milhares de alunos. Conhecer todos provavelmente é uma boa demonstração de comprometimento com a vontade de ser guardião.
Como Yu não prossegue com a conversa, Soobin tenta puxar de novo:
— Se eu te fizer uma pergunta, você responde com sinceridade?
— Não.
— Ok. Mas você já foi sincero respondendo não.
Isso arranca uma risadinha do T3, que finalmente levanta o rosto para encarar o garoto ao seu lado. Soobin, satisfeito em finalmente ter a atenção que queria, abre um sorriso e continua a falar.
— Como é ser um T3? Imagino que seja incrível, né?
— Ah - pausa um pouco, sem saber como responder a isso. Realmente devia ser honesto e dar uma palestra sobre como odeia ser um Tier 3?
— O quê?
— Nada. Bem, não é incrível. Nunca foi incrível, antes de eu chegar aqui, eu vivia fugindo e não tinha paz. Agora, estou preso nesse lugar horrível.
— Nossa. Não imaginava isso. Sério - suas palavras dizem isso, mas seu rosto expressava desgosto, como se sentisse raiva do garoto reclamando de boca cheia. — Pensei que fosse ser incrível.
— Se você acha incrível ter sua vida controlada vinte quatro horas por dia.
Sem resposta. Antes que precisasse falar sobre de novo, se levantou rapidamente e se despediu sem dar oportunidade para Soobin dizer nem mais uma palavra.
É claro que ele não entende. Ninguém nunca entenderia.