Capítulo 58 - Movimento Ilegal

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Aviso esse capítulo contém cenas fortes, caso seja sensível a tortura física e psicológica e não quiser ler, deixarei um resumo breve no final.

— Está lembrado do que eu te disse quando você rastejou até os meus pés, cunhadinho? Que eu poderia fazer da sua vida um Inferno e se você não disser agora onde sua irmã está tenha certeza de que cumprirei essa promessa.

Dante olhava para o ser tremulante a sua frente, imaginando o rosto vermelho, molhado e salgado por baixo do pano branco. Era assim que ele gostava de ver aquela coisinha, vulnerável, amedrontada, envolta em pesadelos inimagináveis. Ian era dele para fazer o que quisesse e por isso iria se divertir até ter respostas.

Encolhendo-se Ian enterrou o rosto entre os joelhos, em uma tentativa vã de se esconder, de ocultar a sua dor e o seu choro, coisa que o Rei do Inferno admirava encantado.

— Eu te fiz uma pergunta, garoto! — O pano que cobria Ian foi arremessado para longe, a perturbação malévola tomava conta não só dos olhos de Dante, mas também de sua expressão. Ele estava louco e pela primeira vez deixou transparecer isso.

— E-eu e-u — Ian tentou falar entre soluços, mas sua voz fraca não queria obedecer.

— Pare de gaguejar e me diga logo onde a Ivy está! Onde está a minha Rainha? — Dante bateu na mesa como se cravasse suas garras perto da sua presa e seu timbre era como um rugido forte, um aviso do seu ataque iminente.

— Eu contei tudo que sei — sussurrou Ian — me deixe em paz, por favor.

— Te deixar em paz? — riu Dante — Isso foi tudo que eu fiz até agora, te deixei em paz, cuidei de você, te dei uma casa, roupas, comida e como você me retribui? Com mentiras!

— Ela não vai voltar! — gritou Ian levantando a cabeça e encarando o homem ameaçador a sua frente. — Ela te odeia!

— Se vai me tratar assim você não será mais meu cunhado, a partir agora você é meu inimigo e será tratado como tal, — ameaçou Dante com um tom arrogante e olhos ferozes ele fitou a coisinha frágil e chorona a sua frente, passou os dedos pelos cabelos de Ian e o puxou para que ficassem na mesma altura encarando os olhos molhados e contendo a vontade de lambê-las como já tinha feito uma vez — agora me responda, onde está a minha esposa?

— Bem longe de você. — disse Ian entre dentes.

Dante pressionou os dedos firmemente ao redor do pescoço de Ian, o jovem rapaz buscou por ar, se debateu um pouco, seu rosto começou a ficar vermelho, os olhos intensos encheram-se de água novamente, era uma visão tão deliciosa que o Rei do Inferno apreciou cada pedaço e ao vislumbrar o volume crescente no baixo ventre do Coelho que deveria estar assustado, o mafioso hesitou.

— Não estou aqui para lhe dar prazer, eu quero respostas, se não vai falar por bem, vai falar por mal! — Ian foi arremessado no chão com força tomando a sala com um baque oco — Mike, prepare a sala de tortura, ela terá um novo hóspede.

Mike entrou na sala sério e calado como sempre, recolheu o corpo desacordado de Ian e olhou para o filete de sangue que escorria da testa do garoto, o mesmo lugar que ele tinha machucado na outra noite, ele tinha batido no chão e estava sangrando, aguardou uma resposta antes de jogá-lo nos ombros como um saco de batatas. O silêncio foi o suficiente para que o seu soldado mais fiel soubesse que deveria ignorar o ferimento.

A visão de Dante era vermelha, tudo que ele podia ver era ódio, Ian tinha mentido demais para ele e precisava saber o motivo. Ele precisava saber a extensão da mentira e ver a situação como um todo e acima de tudo ele precisava de sua Rainha.

E não seria um coelhinho assustado que o impediria de tê-la.

Furioso ele foi até a sala de tortura, que ficava no porão da Mansão. Era um cômodo úmido e mal iluminado, cheio dos mais diversos aparelhos medievais de tortura como Berço de Judas, Balcão da Tortura e Pêra da Angústia. O Rei do Inferno preferia o fogo, mas nem sempre podia recorrer apenas a ele, às vezes os traidores mereciam algo mais lento e doloroso.

Jogo Perverso: Submissão [Volume 1]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora