Capítulo 83 - Ala do Rei (parte 2)

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"Será que foi mesmo uma alucinação?"

Os lençóis bagunçados e ainda molhados pareciam uma boa evidência de que o seu coelhinho estivera de fato na Ala do Rei. Esse fato também podia ser justificado com o uísque derramado sobre a cama e o corpo suado de Dante após um sonho erótico.

Como poderia ser um sonho quando ele lembrava das exatas palavras que Ian dissera após invadir o seu quarto?

— Você só está fazendo isso para que eu tire a gaiola, não é? — questionou Dante. Era difícil entender as intenções de Ian. Pra ele ter mudado de ideia, só poderia ser com segundas intenções.

— Eu posso ter mentido, enganado e manipulado, mas sempre fui sincero quanto aos meus desejos e eu quero você, Dante. Então não precisa tirar se não quiser. — Os olhos de Ian brilharam e Dante podia sentir a sua sinceridade. Ian o desejava.

— Vai doer. — Advertiu.

— Vai me machucar?

— Não, só vai doer e você não vai conseguir gozar.

— Eu aguento a dor.

Sua mente não seria capaz de criar tal diálogo. Dante desejava que Ian implorasse por ele e não que permitisse fodê-lo com o pau enjaulado. Ele precisava admitir que foi impressionante a forma como sua expressão de dor se mesclava com a de prazer. Só não sabia dizer se realmente aconteceu...

Ele não podia ignorar o fato de que suas roupas estavam dobradas de forma perfeita na mesa de cabeceira, como ele sempre deixava todas as noites. Em suas memórias, suas vestes foram arrancadas e espalhadas pelo chão.

— Você dobrou as minhas roupas, Dolores?

— Não, senhor. Cheguei no quarto agora e já estavam no lugar.

Dante suspirou, sentindo uma pontada de uma dor de cabeça que estava para começar. Era sinal da ressaca, lhe lembrando da quantidade absurda de álcool que consumira na noite anterior. O uísque japonês era o responsável por suas alucinações. Exceto que sentia suas costas arderem, no exato lugar onde Ian tinha cravado as suas unhas.

Talvez tivesse uma forma simples de confirmar. Era só olhar as gravações do quarto de Ian. Dispensou Dolores, com um aceno e ela retirou-se após deixar a bandeja com a refeição sobre a cama. Assim que ela fechou a porta atrás de si, Dante levantou-se com pressa, pegou o celular que estava esquecido no banco de janela e se conectou com o seu programa favorito. Ian dormia tranquilamente em sua cama usando o roupão vermelho da noite anterior.

— Sabia que não foi um sonho! — exclamou dando murros leves no banco.

Sua comemoração não durou muito, pois logo Ian mudou de posição revelando um brilho dourado entre suas pernas. A jaula continuava intacta. Pelo que Dante se lembrava, após preencher Ian com sua porra – três vezes – ele tinha libertado o pau aprisionado e o chupou até que explodisse em sua boca.

— Por que ele teria colocado de volta? — murmurou Dante enquanto voltava a filmagem.

As horas anteriores mostrava Ian em seu quarto, sozinho, sem sair por nenhum minuto.

— Mas... Como...?

Dante não conseguia entender. Estava sentindo tanta falta de Ian que teve um sonho tão realista com ele? Não era possível que seu subconsciente desejasse aquilo. O sexo ele entendia. Mas o beijo... O Romance... A conversa que tiveram depois de tudo... Nada daquilo parecia ser algo que Dante realmente desejava. Com Ivy? Com certeza! Com Ian? Jamais!

— Eu quero ir a um encontro apropriado — pediu Ian ainda ofegante após finalmente gozar e se aninar no peitoral de Dante — Tivemos poucos encontros e a maioria foi comigo vestido de Ivy. Teve aquele dia no cassino, eu até ganhei um presente incrível, mas eu flertei com todos à mesa, então não acho que posso considerar um encontro, não é?

Jogo Perverso: Submissão [Volume 1]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora