Na manhã seguinte o casal despertou ao som de leves batidas na porta. Dolores entrou com uma bandeja contento o café da manhã depois de receber uma resposta curta de Dante. Se retirando logo após deixar a refeição sobre o banco de janela.
Mais dormindo do que acordado, Ian se espreguiçou e tentou se levantar, mas Dante o manteve perto, o abraçando com força.
— Você está bem? Sente alguma tontura? Dor de cabeça? — perguntou Dante preocupado.
— Me sinto ótimo — respondeu Ian se esparramando no peitoral de Dante — Não dormia tão bem assim há tempos.
— Vamos comer e nos arrumar, tem um lugar que quero te levar — Dante observou Ian, que parecia confuso, sem perguntar nada, o jovem apenas assentiu e levantou-se para sentar-se no banco de janela.
Comeram uvas e morangos em silêncio, e como em uma dança sincronizada beberam o café preto e comeram o sanduiche de queijo. Todas as manhãs aquele era o café da manhã de Dante, um hábito antigo o qual nunca abandonou. Atualmente ele podia se dar ao luxo de ter comidas sofisticadas nas outras refeições, mas no café da manhã mantinha aquele pequeno rito para começar bem o dia.
— Acho que nunca vou me acostumar com isso — Ian quebrou o silêncio.
— Posso pedir para prepararem outra coisa pra você no café da manhã se quiser — disse Dante compreensivo.
— O café está ótimo, estou falando disso — Ian apontou para si mesmo e então para Dante — Nós dois pelados no quarto tomando café da manhã juntos depois de dormir e acordar na mesma cama. É estranho.
— Essa é a nossa vida agora, mio coniglietto — Dante deu um meio sorriso — Não era isso que você queria quando casou comigo?
— Mais ou menos... — disse Ian incerto dando mais uma mordida em seu sanduiche.
— O que você esperava alcançar com esse plano maluco de me enganar e casar comigo? — Dante queria entender melhor Ian, as suas motivações e vontades. Só assim poderia fazê-lo sorrir e esquecer do passado.
— Eu queria um lar, um lugar aconchegante onde eu poderia me sentir em casa onde minha família estaria. Eu nunca tive nada disso e eu achei que alguém tão poderoso quanto você seria capaz de prover qualquer coisa. — disse Ian sinceramente, talvez aquela fosse a coisa mais verdadeira que ele tenha dito até então.
— E eu posso. — afirmou Dante orgulhoso.
— Então eu posso sair? — perguntou Ian desafiador arqueando as sobrancelhas e se inclinando para frente — Eu posso ser livre?
— Menos isso. — Dante pousou a mão cheirando a manteiga no rosto de Ian — Mas todo o resto, será seu. A mansão e todos os objetos dentro dela, te pertencem, mio coniglietto. Ela é meio antiquada, eu tenho um gosto imperialista e a minha casa parece mais um castelo, mas se for do seu agrado podemos redecorá-la juntos.
— Eu não posso chamar uma prisão de lar. — resmungou Ian afastando-se.
— E eu não posso te deixar ir embora. — Apesar das palavras duras, o tom de Dante era doce, como se estivesse explicando uma coisa simples a uma criança birrenta, que não queria aceitar a realidade, e não imperando um cárcere privado.
— Nem se eu prometer voltar depois? — insistiu Ian, ele gostaria de ficar na mansão se Dante fosse tratá-lo bem, e gostaria também de saber que poderia ir embora caso assim decidisse.
— Depois de que? — ironizou Dante — Depois de perceber que todos os caras com quem transou não fodem tão bem quanto eu? Ou depois que você enjoar de ficar com qualquer um? Se eu deixar você sair, você não vai querer voltar, mio coniglietto.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Jogo Perverso: Submissão [Volume 1]
RomanceDante é o chefe da Máfia local, um homem tão poderoso que tem toda a cidade sob seus pés, conhecido como o Rei do Inferno, ele é promíscuo e cruel, sempre teve a mulher que queria como queria até que cansasse dela. Um dia tudo mudou quando ele se in...
![Jogo Perverso: Submissão [Volume 1]](https://img.wattpad.com/cover/335281252-64-k160195.jpg)