(em andamento e correção)
SINOPSE
Jeon sempre soube que o mundo não era justo. Órfão desde a infância, cresceu sob o domínio de um tio cruel e implacável, que fez de sua dor um combustível para o ódio. Criado entre segredos, vingança e ambição, se...
HELLOU!! Não esqueça da estrelinha, e comentem bastante.
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"Te vejo e tudo ao redor se apaga, como um sussurro que grita na alma, um fogo que queima, mas nunca se acaba, uma dança sutil entre caos e calma.
A tua voz é música em minha mente, melodia que vibra, um doce feitiço. É querer-te agora, no instante presente, sem limites, sem freios, sem aviso."
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A caminho de casa penso seriamente sobre todos os acontecimentos recentes, falhando miseravelmente em decifrar algo. A notícia boa é que ela não quis se mudar, facilitando minha locomoção. Meu condomínio não fica longe da cerimônia, mas as ruas de Seul estão um caos, me impedindo de chegar ao meu destino o quanto antes.
Enquanto espero o trânsito avançar, sinto o peso das últimas horas se acumulando sobre meus ombros. A cidade, normalmente vibrante, parece mais sufocante esta noite. As buzinas incessantes e as vozes apressadas das pessoas se misturam em uma sintonia que ecoa minha confusão interna. Respiro fundo, tentando acalmar os pensamentos que insistem em voltar ao mesmo ponto: o que realmente está acontecendo?
Taehyung, por sua vez, decidiu sair com o tal Hoseok. Para alguém que estava tão nervoso, me deixar para trás não foi uma escolha difícil. Ele realmente precisava de um momento longe da pressão e da rotina costumeira, algo que, no fundo, eu entendo. Hoseok tem aquele tipo de energia que cativa e distrai, algo que ele realmente parecia precisar desesperadamente.
O carro finalmente avança alguns metros, então a vista familiar das ruas próximas ao meu condomínio começa a surgir. Apesar da proximidade, a sensação de alívio não vem. Há algo no ar esta noite, algo que eu não consigo nomear, mas que se arrasta como uma sombra em meus pensamentos.
Chegar em casa deveria ser um consolo, mas tudo parece temporário, como um intervalo antes de uma tempestade.
— Será que eu realmente devo entrar?
Observo atentamente a casa onde cresci, aliviado por ver que, pelo menos por fora, está do mesmo jeito que a deixei antes de me mudar. Uma sensação familiar me envolve, e meu único desejo agora é me jogar nos lençóis de algodão do meu quarto e hibernar por horas.
Alongo os passos em direção à entrada principal, supondo que os pombinhos já estejam dormindo. Foram os primeiros a deixar a festa, e isso sequer me surpreendeu. O mesmo não se aplica a mim, é claro. Por teimosia — ou talvez para provar um ponto estúpido — fui o último a sair, acompanhado apenas pelos funcionários que desmontavam tudo.