2 UM ENCONTRO ESTRANHO

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— Ei, senhor — fala Katte olhando para baixo — poderia, por favor, me soltar?

O homem ri desenfreadamente — De jeito nenhum, sua criminosa nojenta! E não caia do cavalo ou eu passo por cima de você! — Puxa a redes do lobo —.

— Katte balança quase caindo — Mas eu já falei que não sou criminosa, senhor...

— Ha! Dá para ver o olhar de culpa na sua carinha! — olha com deboche —

— Katte olha para traz — Olhar de culpa? Mas eu sou inocente de quaisquer que sejam os crimes... — fala Katte enquanto sacoleja de barriga para baixo.

O homem acelera — Então por que você não olha na minha cara para falar isso?! —diz olhando para Katte.

Katte desvia o olhar rapidamente e olha para baixo — Eu... Eu não posso... Apenas não consigo olhar ninguém nos olhos, mas estou treinando para fazer isso... — entristece.

— Não importa quantas desculpas descaradas você invente! Não vai conseguir me enganar, sua fedelha inútil! Só o fato de você não conseguir me olhar nos olhos já prova que está mentindo descaradamente!— Fala olhando para baixo.

Céus, como pode ser tão ignorante alguém tão vivido?

Você deve estar pensando em como acabei nessa situação... Pois bem pequeno gafanhoto, eu irei lhe contar. Eu estava muito bem acariciando e cheirando as belas flores do campo quando uma enorme orda de cavalheiros veio me capturar como a um peixe numa rede de pesca.

Eu não sabia o que estava me esperando, más tentei permanecer calma por mais difícil que fosse. Então respirei fundo, bem fundo... E sorri. O Bob sempre me fala que sorrir é o melhor remédio.

Quando eles chegaram, percebi que eram homens altos e robustos, alguns com barbas, outros sem, mas nenhum deles parecia muito bem cuidado, como se estivessem em guerra há muito tempo... Tentei conversar com eles e explicar minha situação, mas, por algum motivo, não quiseram me ouvir.

Um deles apenas mandou que me amarrassem e me levassem a algum lugar estranho. Não tentei fugir porque sabia que não daria certo .não tenho muita resistência e sou bem fraca para me debater.

Seria uma batalha perdida antes mesmo de tentar. Ao chegar em um lugar bem longe de onde eu estava inicialmente, me colocaram em uma cabana aparentemente antiga e com um estilo, digamos... rude.

O homem que parecia ser o líder me fez várias perguntas, mas eu não saberia as respostas, por mais que insistissem muito. Bom, não adianta falar com uma toupeira sobre a luz do sol, não é? Parece que ele chegou à conclusão de que eu era uma criminosa procurada, então não adianta tentar mudar isso agora. Só me resta esperar que algo inesperado aconteça.

— o Homem segura firme as rédeas —Argh... Garota, olha só, você não entende que eu preciso saber a verdade? Você insiste que não é a criminosa que estamos procurando, más nós rei vai mostrar a verdade sobre você! — grita ele enquanto avança.

— Senhor... Não adianta continuar insistindo que não sou a tal criminosa. Se vocês estão certos de que eu sou essa pessoa, é uma causa perdida... Não posso mudar sua cabeça apenas com palavras, más sim com ações. Más esse momento ainda não parece ter chegado, pois estou de mãos atadas, senhor... Então só me resta esperar.

—Sua fedelha! — fala o homem ao fazer o lobo acelerar.

— Suas perguntas não me dizem respeito, então não consigo respondê-las — Diz Katte sacolejando.

— Mas que inferno! Fale de uma vez! —Grita com raiva.

— De onde eu vim? Já disse que sou de um lugar muito longe daqui. Por que estou neste lugar? Sinceramente, eu não sei, más estou aqui para descobrir isso. Qual é o meu objetivo ao adentrar seu país? Ainda não consigo decidir.

— Se você não vai falar, não terei outra opção senão levá-la ao palácio real! Sua Majestade saberá o que fazer com você, sua fedelha teimosa!

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Eles me levaram em cima de um lobo enorme, que devia ter pelo menos três metros de altura. Eu estava com as mãos amarradas nas costas, deitada de bruços lateralmente nas costas do lobo, enquanto um deles conduzia a montaria. Depois de um bom tempo, chegamos a um lugar que parecia a entrada da cidade.

Havia um muro gigante e um portão com dois guardas fazendo a segurança do local. O cavaleiro-chefe eu suponho, desceu da montaria e entregou um cartão a um dos guardas.

Não dava para ver o que era ou o que estava escrito, más parecia uma carta de identificação. Acho que provavelmente não é permitido sair livremente da cidade. Logo em seguida, entramos e seguimos galopando nos lobos em direção ao palácio.

Todos na rua estavam encarando a cena, e eu aparentemente era a mais observada, e estava bem desconfortável com isso. Não gosto de chamar atenção, nem de quando ficam me encarando por muito tempo, mas sempre tento manter a calma. As pessoas pareciam perplexas. Seus rostos expressavam dúvida "Por que uma garota tão magra e frágil está sendo levada por tantos guardas?"

Bom, não importa muito para mim. Eu só quero voltar para o belo campo de flores onde estava antes e poder relaxar deitada na grama, mas parece que todos estão mais preocupados comigo do que eu mesma.

A cidade era bem grande, e demoramos muito tempo até chegarmos ao tal palácio real, e ele era realmente deslumbrante. As montarias precisaram ficar para trás com o resto dos cavaleiros, enquanto eu seguia lentamente, caminhando atrás do chefe.

O ar do palácio era tão puro que parecia que anjos respiravam por ali, Suas belas paredes brancas, com desenhos em dourado, eram tão lindas que chegava a doer. Era muita estimulação visual. Tive que fechar os olhos por um curto período de tempo. O chão era feito de mármore tão liso e brilhante que eu podia ver o reflexo da minha alma...

Chegamos à frente de uma enorme porta de madeira branca, com relevos bem aparentes de flores com um "X" em cada uma. O que eles tinham contra as belas flores? O que elas fizeram para serem tratadas com tanto desgosto? Garanto que nada de tão ruim assim.

A porta foi aberta por dentro. Parecia que já sabiam que estávamos chegando. Deu a impressão de uma porta automática, por mais que a temática do palácio fosse bem "rústica".

Depois da porta, o que se encontrava era um salão bem grande, igual aos que se vê em livros de romance de época. Eu amava tanto esses tipos de livros... Eles podiam me levar a um mundo diferente daquele em que eu me encontrava.

Amo todos os tipos de livros, mas acho que meus favoritos eram os de história antiga e filosofia. Por mais que não tivesse muitas pessoas com quem conversar sobre isso, eu ainda me encantava com a beleza e profundidade dessas obras.

O salão tinha uma escada de cinco degraus estendida por toda a largura da sala, e, no topo dela, havia quatro tronos: três de tamanho mediano e um grande no meio - provavelmente o do rei.

Havia algo muito estranho no ar. De repente, o rei e mais três pessoas entraram na sala. Pareciam ser seus filhos e a rainha. Então, todos pararam e olharam diretamente para mim...

— Mas... Como você está viva, "princesa"?!

       
                                                          CONTINUA...

Katte and WolffHistórias para pegar e não largar. Descubra agora