12 LABIRINTO DE LOBOS

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Depois de longas duas horas dentro de um lugar fechado, eu estava me sentindo abafada e quase sem ar. Precisei colocar minha cabeça para fora da janela algumas vezes para aliviar a tensão. Eu nunca fiz isso porque sei que é perigoso, mas aqui não há carros, então minha cabeça não seria arrancada por uma carroça ou carruagem.

Alguns minutos se passaram, e nós chegamos ao nosso destino. O homem que dirigia não quis passar da entrada da floresta, e ele tinha seus motivos, pois o lugar aparentava ser assustador e perigoso, fazendo jus ao seu nome.

— Senhor Rane, você não pode deixar mais nada lhe abalar a partir daqui, tudo bem? — disse com um olhar gentil.

Rane concorda — Não se preocupe! Eu sou o cavaleiro mais corajoso do reino! Não vou me abalar com mais nada. — respondeu com um olhar confiante.

— Bem, então seguiremos em frente.

Nós dois colocamos nossos pés direitos à frente e pisamos na floresta. Era um lugar magnífico. Enquanto alguns teriam medo, eu me sentia admirada, compartilhando todo o esplendor da floresta. As árvores eram gigantescas, com folhas grandes. Sua temática era escura e majestosa.

Em comparação, a vegetação era densa e ampla, com várias plantas diferentes, mas sem nenhuma flor. Havia cogumelos estranhos que eu nunca tinha visto antes em toda a minha vida. Imaginei que fosse pelo fato de estar em um mundo diferente do meu, mas eu já tinha visto flores e plantas parecidas com as do meu lá por aqui.

Não consigo imaginar quantas plantas mais poderiam existir neste vasto mundo... Me vi tão distraída que esbarrei em uma árvore no meio do caminho."**

— Ah, desculpe bela árvore. Eu não vi você aí — acaricio o tronco gentilmente.

— Você... — Rane limpa a garganta — Senhorita Katte, você fala com as plantas? Várias vezes eu a vi conversando com as flores no palácio.

— O que foi? Acha estranho? — falo brincando.

— Nã-não! Longe disso... Eu só acho er… diferente!

— Bem, digamos que eu amo conversar com elas. Afinal, quem seria um ouvinte melhor que uma flor ou um cogumelo?

— Eu... Acho que entendi.

— Sabe, neste mundo existem muitas pessoas diferentes, e algumas delas ultrapassam essa diferença. Essas pessoas costumam ter um apego muito grande a algo que pode ser considerado estranho para os outros.

— E... Você seria essa pessoa diferente?

Concordo com a cabeça — Isso mesmo. E por isso estou sempre treinando, mas é um tipo de treinamento diferente do seu. Vamos dizer que é um treino para poder falar com as pessoas sem ter problemas.

— Eu... Acho que entendi. Quer dizer, não sei exatamente o que você tem, mas entendi o que quis dizer.

— Certo, agora... Estamos andando há quase meia hora. Senhor Rane, estamos perto de chegar?

— Be-bem... Isso é estranho. Já deveríamos ter chegado. Não entendo o que está acontecendo.

— Oh, céus! Eu acho que estamos perdidos... Bem, não devemos nos desesperar. Precisamos ficar calmos e buscar uma solução.

— Você está certa. Não adianta entrar em desespero.

Andamos por mais quinze minutos e não encontramos nada. A natureza que eu tanto amo passou a parecer incômoda e sufocante. Sentia as belas árvores me prendendo, como um pássaro em uma gaiola. Tentei manter a calma, respirando fundo. Eu nunca gostei dessa sensação de aperto; quase sentia vontade de morrer. Mas, nesse momento, isso não adiantaria de nada.

Katte and WolffHistórias para pegar e não largar. Descubra agora