6 LAÇOS

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⚠️AVISO DE GATILHO, ESSE CAPITULO CONTEM CENAS COM BULLYING E DISCRIMINAÇÃO ⚠️

— E então? Posso abrir os olhos? — Pergunta Katte curiosa.

— Muita calma, nós já estamos chegando. Logo, logo você vai ver — fala Wolff animado.

— Ok, pequeno príncipe, estou ansiosa para ver esse lugar tão lindo — Katte sorri.

— Sabe... Você pode me chamar só de Wolff quando estivermos sozinhos.

— Bom, nesse caso, você pode me chamar só de Katte, em vez de "senhorita Kate".

— Por mim, tudo bem "Katte" — Wolff fala com sonoridade.

Ela é, com certeza, a jovem mais bela que já vi, tanto interna quanto externamente... Simplesmente deslumbrante. Não posso deixá-la nesse lugar podre por muito tempo. Ela precisa voltar para casa o quanto antes. Seus gestos... Tudo nela me encanta. E, a partir de agora, está decidido! Vou protegê-la, não importa o que tenha que fazer.

— Chegamos.

— Oh! Nossa, é realmente lindo! — Katte fala animada.

— Que bom que gostou.

Seu sorriso deslumbrante em meio às flores, deitando sobre a grama verde, seus cabelos cor de rosa balançando com o vento, seus olhos brilhantes que cintilam como estrelas... Ela estava usando um belo vestido florido. Ela fica bem em tudo. Eu realmente am...

Wolff coça a garganta. Está se divertindo?

— Ah, mas é claro! Eu amo flores! Acho que realmente sou a "princesa" do reino caído, afinal. - risos. Olha, essa joaninha não é linda?

— ... Sim, é linda. É maravilhosa.

Não sei exatamente se foi o destino que me trouxe para cá, mas, com certeza, foi algo bom. O Wolff é tão gentil e inteligente... Ele sabe como demonstrar exatamente o que está pensando, e eu acho isso magnífico. Ele conversa comigo sem mostrar diferença em suas palavras, mas eu ainda preciso achar uma forma de voltar. Vim por impulso, mas meus pais com certeza estão loucos à minha procura. Eu preciso ir ao encontro da minha árvore.

— Wolff, eu preciso voltar até onde a árvore está. Pode me levar até lá?

— Infelizmente, ainda não será possível. Os guardas e meu pai estão de olho em você. Eles não vão me deixar sair, ainda mais se for com você.

— Entendo. Então, devemos entrar por enquanto. Vamos pensar em alguma coisa.

— Antes disso... Você poderia me falar como meu irmão está? Quando ele estava aqui, tentei não demonstrar muito interesse, porque era bem provável que ele acabasse seguindo os passos do nosso pai. Mas isso não significa que eu não me importo com ele... Eu admito que sinto saudades.

— Eu entendi muito bem. Não precisa se explicar.

Ficamos um bom tempo conversando até cansarmos e, então, voltamos para dentro do palácio. Estava tudo bem quieto, mesmo sendo cheio de empregados. Foi então que nós dois vimos Lucinda... Ela estava rodeada por outros empregados, tanto mulheres quanto homens, e percebemos que estava sofrendo bullying. Eles a chutavam e batiam nela. Não sei o motivo, mas isso não é certo em nenhuma situação.

— Ei! Vocês aí!

— A-Alteza!?

— Parem o que estão fazendo neste momento e venham até aqui!

Todos se reuniram, alinhados um ao lado do outro, enquanto eu fui ao encontro de Lucinda. Ela estava assustada e machucada. Pobre menina... Não importa o mundo em que vivemos, qualquer um pode ser vítima dessa atrocidade. Apenas os infelizes e os asnos se sentem bem ao ver outros se darem mal.

— O que vocês pensam que estão fazendo!? Não sentem vergonha de abusar assim dessa garota!? Ela não fez nada para vocês!

* Silêncio*

— Vossa Alteza, ela é só uma escrava. Não é ninguém com quem deva se importar, apenas gado irrelevante.

— Ser uma escrava é todo o motivo de que precisam para implicar com ela!?

*Silêncio*

Wolff Olha com desprezo — Seus seres vis e incompetentes!

— Príncipe, eu gostaria de recitar algumas palavras.

— ... Vá em frente.

— A todos vocês... Ela fez algo de errado? Ela trata crianças e animais de uma forma tão amável. Cuida dos mais velhos e necessitados. A Lucinda é uma garota linda e gentil... Como podem tratá-la assim só por suas origens? Como conseguem dormir à noite?

— O que você pode falar!? Acha que tem o direito, sua criminosa!? Cale a boca! Vocês duas estão no mesmo nível! São duas-

— Quietos! Os ignorantes devem apenas calar a boca e escutar. — Wolff olha com raiva.

— Guardas! Levem esse gado irrelevante até nossos calabouços. Garantam que sejam punidos devidamente.

— Sim, senhor! — os guardas falam em decoro.

Não!
— Alteza!
— Não pode fazer isso!
— Nos perdoe!
— Alteza!!!!

É isso... Não queria que ela visse esse meu lado. Eu me irrito facilmente quando vejo cenas como essas. Todos que se julgam superiores acham que podem desdenhar daqueles que estão abaixo. Isso eu não consigo aceitar. Espero que ela não fique decepcionada comigo.

— Lucinda, você está bem?

— ... Ah... Sim... Sim, eu estou bem. Agora eu me sinto bem... Melhor... — Lucinda soluça.

— Oh, meu bem, pode chorar. Nós não ligamos. Você deve deixar tudo fluir. Se você constrói uma barragem para impedir a água de passar e, um dia, ela se rompe, tudo jorra de uma vez... Apenas deixe suas lágrimas caírem. Eu estou aqui com você.

— Tu-Tudo bem!! - chora. Mas você disse que eu não posso confiar em você porque ainda não nos conhecemos. — Lucinda soluça.

— Está tudo bem. Você já me cativou. Nós somos amigas, eu e você. Pode chorar à vontade.

Suas lágrimas escorriam pelo rosto enquanto estava agarrada a mim. Ela parecia uma criança... A coitadinha passou por tanta coisa, imagino o que já não fizeram com ela antes de eu chegar.

Eu a levei até o meu quarto e ficamos deitadas na cama abraçadas, acho q era a primeira vez em anos que ela se sentiu acolhida, será que eu poderia levar ela comigo? Minha mãe não se importaria em adotar mais alguém eu acho... Só, não quero deixar a Lucinda aqui sozinha depois que eu me for.

Ela me disse que realmente me considerava a melhor amiga dela, e eu... Estou vendo ela como uma irmãzinha mais nova mesmo ela sendo mais velha qua eu.

— Eu gostaria muito que esse mundo fosse diferente do que eu vivo... Mas pelo visto eles são muito mais parecidos do que parece.

Eu finalmente adormeço depois de um longo tempo, eu deveria estar na minha quinta fase do sono quando acontece algo estranho. tudo estava branco, mas ao mesmo tempo era quente e aconchegante, eu escuto duas vozes me chamando ao longe, um homem e uma mulher rindo enquanto cantavam uma canção de ninar, por que aquilo me soava tão familiar? Eu me perguntei isso menso já sabendo da resposta... Aqueles eram meus pais.

Ou melhor, eram os meus pais antes de rejuvenescer, eles pararam na minha frente e foram se aproximando devagar até me darem um abraço longo os dois só mesmo tempo.

— Você está tão linda quanto no dia em que lhe coroamos rainha — Fala o homem.

— Eu fico tão feliz em poder ver você de novo minha filha — diz a mulher de forma calorosa.

— Vocês... Muito obrigada por tudo — fala Katte olhando diretamente nos olhos deles.

— Nós é que agradecemos, por você ter feito a nossa vida tão feliz — Declara o homem.

— Obrigada por ser a nossa filha — falam os dois em decoro.

                                                          CONTINUA...

Katte and WolffHistórias para pegar e não largar. Descubra agora