⚠️AVISO! ESSE CAPÍTULO PODE CONTER GATILHOS DE CRISE DE AUTISMO E ATAQUE DE PÂNICO, LEIA COM SUA CONTA EM RISCO.⚠️
Eu acordo em mais um belo dia, levanto devagar ao me espreguiçar e caminho até a janela que dá direto para o quintal, o sol estava tão lindo que me sentia rejuvenescida, meu quarto fica no último andar da casa e tem uma vista muito boa, vários passarinhos e esquilos aparecem às vezes, já que a minha árvore com flores de cerejeiras é tão grande que seus galhos quase chegam dentro do quarto.
depois de apreciar a vista eu me arrumei colocando um dos meus vestidos favoritos, um branco com babados e desenhos de cogumelo, quando desci vi meus pais e irmãos conversando sobre alguma coisa enquanto arrumavam a casa, era carnaval época de festas e barulho, mas minha família sabe que eu não posso ficar em lugares barulhentos por causa da minha condição, afinal eu sou autista, então achei estranho toda aquela comoção, mas ao mesmo tempo fiquei feliz por eles finalmente conseguirem comemorar, eles sempre foram muito superprotetores, nunca quiseram me deixar em casa para irem festejar mesmo eu falando que ficaria bem sozinha.
— Bom dia pessoal, porque estão decorando a casa? Vai ter festa? — falo levantando a sombrancelha.
— Bom dia meu bem, nós estamos querendo fazer uma pequena festa entre a gente, mas não se preocupe meu bem, não vamos fazer barulho — fala a mãe enquanto desembrulha balões.
— Respira bem fundo — Sabe... eu acho que já tô pronta para ir pro carnaval com vocês no centro.
Minha mãe é sensata e racional, então tenho certeza de que ela entenderia, o maior problema seria o meu pai, ele é... digamos... emocionado de mais, ele é enorme mas também sempre foi mais super protetor que a minha mãe, mas espero que ele entenda.
— Não! Mas nem de pensar que eu vou deixar a minha bebê ir naquele amontoado de gente suada e barulhenta! — Grita o pai da cozinha.
— Diego, você por si só já está fazendo muito barulho, sabia?
— Sem brincadeiras Aba, nossa filha quer ir pro carnaval! Isso é muito perigoso pra ela, esqueceu do que aconteceu da última vez que ela ficou numa multidão?
— Seu pai tem razão Katte, você ficou muito atordoada e entrou em crise... não sei se é seguro.
— Mãe, eu só tinha dezesseis anos, eu treinei muito e vocês me ajudaram a conseguir suportar, é difícil mas eu aguento, eu tenho que pelo menos tentar, não posso viver sendo protegida por vocês para sempre.
— Mas... minha filhinha... — Diego choraminga
— Papai... um passarinho precisa aprender a voar antes de sair do ninho... ou então ele nunca vai sobreviver sozinho.
— Diego, talvez ela tenha razão, nós não podemos prendê-la de mais... uma hora ela teria que fazer isso.
— Eu sei... só tenho medo dela se machucar.
— Eu entendo papai, eu agradeço muito por vocês sempre me apoiarem e me ajudarem a superar isso, sei que é difícil confiar mas... precisamos fazer isso.
— Tudo bem — falam em coro.
— Você venceu meu bem, vamos todos fazer a bagagem, todo mundo vai comemorar o carnaval no centro!
Depois do aviso todos os meus irmãos começaram a arrumar as coisas, passariamos alguns dias fora para comemorar, e eu fui colocar tudo o que precisava na mala. Além das minhas roupas coloquei fones de ouvido anti-ruído, e algumas das minhas miniaturas de cogumelo, eles são meus favoritos, amo tudo que tem a ver com plantas, principalmente cogumelos de todos os tipos, e são também meu hiperfoco.
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Katte and Wolff
FantasyKatte sempre foi feliz em seu próprio mundo. Adotada por uma família rica e amorosa, ela nunca sentiu falta de nada e jamais se questionou sobre seu passado. Sua vida era simples do jeito que gostava: cercada por carinho, rotina e, acima de tudo, po...
