8 A DEUSA DA ARVORE

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Em uma bela manhã, eu estava passeando pelo jardim quando vi o rei de longe com suas vestes reais que o engrandeciam ainda mais. Ele estava encarando uma pequena flor branca, seu olhar era de confusão e aflição, não entendi o motivo de ele estar tão vidrado naquela flor.

— Majestade... É um prazer vê-lo nesta bela manhã.

— Hã? Ah... Sim — coça a garganta — Eu gostaria de lhe dizer o mesmo, mas não estamos em bons termos.

— Não estamos?

— Não, Ainda estou muito interessado em entender qual o seu objetivo por aqui, ainda mais o porquê age com tanta indiferença. Se você não quer o meu trono, por que voltou?

— Eu... Bem... Eu ainda não sei, acho que irei descobrir logo, más uma coisa eu garanto, não quero usufruir de seus bens.

— Como não!? — Grita eufórico — Não se sente furiosa? Não tem vontade de me derrubar? Eu tirei tudo o que era seu por direito! Eu lhe tirei o seu reino! Por que não me odeia? — O rei recua oscilante.

— Eu... Apenas acho que não preciso odiar você, afinal o que mudaria? Eu não vi tudo aquilo, más posso sentir o quanto meus pais de sangue me amavam... Eu vi em um sonho.

— O quê? Em um sonho? Você pode ver o passado através de seus sonhos?
pergunta confuso.

— Não... É apenas um sentimento, eu sinto que sonhei com algo lindo sobre eles, más infelizmente não me lembro do ocorrido.

— Sei... Olha, se me der licença eu irei me reti-

— Espere! — interrompegrita Katte tentando ficar o olhar no rei.

— O quê!?

— ah! Digo... Vossa Majestade! eu gostaria de conversar sobre o príncipe Wolff, Ele... Eu acho que talvez ele não queira ser um-

— Quieta! — o rei interrompe — O que faz você pensar que tem o direito de me aconselhar!? Por causa de uma mísera conversa já acha que eu lhe dei tamanha liberdade!?

— Na-não! Não foi o que quis insinuar Majestade, Sinto muito por ter soado grosseira. — Katte abaixa as orelhas cabisbaixa.

— Certo, Já que você entendeu não me importune mais no meu momento de descanso.

Ele se virou e partiu em direção à entrada, Eu não queria ter causado tanto alvoroço assim,  más pelo menos parece que é possível conversar com ele. Acho que vou ter que insistir nisso de uma forma mais delicada... Esta família está à beira do colapso.

Um pai que não liga para a felicidade de seus filhos e um filho que não quer se aproximar do pai, Talvez isso tenha a ver com o meu dever neste mundo novo.

— Senhorita Katte! — Lucinda fala ofegante enquanto se aproxima — Você está bem? Acabei de ver o rei saindo daqui, Ele não fez nada ou  fez?

— Olá Lucinda, Não ele não me fez nada então não se preocupe.

— Tudo bem, Agora precisamos nos apressar pois O príncipe quer ver você. Parece que ele achou um livro interessante que pode ajudá-la a voltar para casa.

— sério? Então o que estamos esperando? Vamos logo!

Lucinda me levou até o escritório do Wolff Passamos por um extenso corredor e paramos em frente a uma porta marrom com detalhes dourados. Havia um guarda na entrada que nos permitiu entrar, deveria haver mais um na parte de dentro más acho que faz sentido não ter, o Wolff gosta de ficar sozinho então duvido que quisesse alguém com ele 24 horas por dia.

Katte and WolffHistórias para pegar e não largar. Descubra agora