10. Um gato

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Seokjin

Hoje era para ser um dia calmo, era domingo, não havia aula para os meninos, eu ia descansar já que eu largava mais cedo do trabalho, Joonie não iria ao departamento e também não tinha judô naquele dia. Deus! Como eu amo os domingos! Seria muito relaxante poder aproveitar o aconchego da minha casa e da minha família em uma coberta quentinha, mas hoje o pequeno Bamie está completando o seu primeiro ano de vida.

O bebê é filho de Youngjae e Jaebum que, apesar de terem se casado primeiro no nosso ciclo de amizade, foram os últimos a recorrer a adoção, pois eram muito metódicos e sabiam se planejar como ninguém. Eles eram os cabeças da nossa família, a gente costumava chamá-los assim e eles adoravam se gabar sobre isso. Tudo bem, era um título merecido.

Soube por Jaebum que eles ponderaram muito até terem a certeza de que a família iria precisar aumentar, o processo com eles foi ainda mais complicado por algum motivo que eles nunca tiveram coragem de nos dizer, por isso tiveram que apelar por agências de quase todos os países. Demorou dois anos até Kunpimook ter um lar, achei bacana a ideia de manter o nome de origem do bebê, ele era tailandês.

Não adiantou muita coisa, como ele adorava chocalho e bater em coisas, o apelidamos de Bambam, como o bebê dos Flintstones. Nosso bebê forte.

Eu sentia muita falta daquela família festeira e animada no meu dia a dia, aquele casal simplesmente foram meus melhores amigos na faculdade, eu andava com muitos trios na época. Eram Jaebum, Yongjae e Hyosang, o cara engraçado que dividia quarto com eles; Mark, Jackson e Chanyeol; Suga, Hobi e Baekhyun.

Bom, eu me enturmava muito bem com os trios daquela época, menos quando o assunto era Namjoon. É, aí não... Nesse caso, era só eu e ele. Vivíamos em uma bolha silenciosa e confortável quando estávamos juntos e isso é motivo de piada até hoje.

Nos dias de hoje eu evitava falar sobre, Hyosang, ou Kidoh, como era seu apelido na república, nossa amizade deu uma esfriada porque namoramos na época do colégio e meio que estendemos nosso romance até o primeiro período da faculdade. Quando nosso relacionamento já estava abalado, percebi o interesse de Namjoon e ele se tornou o pivô do nosso término.

As coisas não acabaram muito bem, naquele tempo não havia filhos, maturidado ou visão de futuro, foi um pouco antes de tudo finalmente se estabilizar. Mesmo depois de tantos anos, meu marido ainda não gosta de ouvir sobre essa história, de lembrar desse passado, ele ainda guarda ressentimentos e ainda morre de ciúmes quando Kidoh é citado em algum assunto. É complicado, não dá nem pra recordar sobre a última vez que eles se encontraram, foi horrível.

Esse era o meu único receio da noite, mas eu não podia me deixar levar por águas passadas, ainda mais porque meus filhotinhos não dispensavam uma farra. Estava sendo uma verdadeira luta vestir aqueles dois, era nisso que precisava concentrar minha energia.

Eles estavam muito eufóricos com essa festa de aniversário, meus bebês amavam bolo. Não só bolo, mas tudo que é comestível em uma festa infantil. Às vezes taé o que não é.

— Ei, vocês precisam se acalmar! — Pedi com as roupas de Jungkook na mão, quase perdendo a paciência. — Precisamos ficar prontos para a festa do bebê!

Meu quarto estava um puro caos, escolhi arrumá-los ali por ser maior e me poupar tempo, mas acho que não deu muito resultado. Jimin vestia uma calça jeans que Hoseok havia lhe dado de aniversário, cinto e um coturno infantil — presente de Yoongi — só faltava colocar a camisa que ele rodava no ar, enquanto pulava em cima da cama. Já meu caçula fugia de mim, ele corria pelado pelo quarto com os cabelos ensopados, achando muito divertido me fazer perder tempo.

HAPINESS - NAMJINOnde histórias criam vida. Descubra agora