14. Sem chance

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Jackson

A noite já havia caído, e não havia nenhuma notícia sobre aquele covarde naquele hospital, eu estava enlouquecendo. O reforço retornou para delegacia assim que dei o aval, restando apenas eu e Monster na sala de espera, pois o caso havia se tornado pessoal, o que exigia um pouco mais de sigilo.

O desgraçado do Choi não merecia o nosso tempo, mas era pelo menino que eu tomava aquele chá de cadeira. Namjoon tinha ido comprar um café na padaria em frente, o da recepção era horrível, e eu decidi ficar para não perder nenhuma informação. Assim que ele saiu, senti meu celular vibrar. Ainda bem, Mark era o único que me acalmaria nesse momento.

Oi, amor. — Sua voz veio grave como sempre, mas ele parecia um pouco retraído. — E aí, ele já falou alguma coisa útil?

Sim eu havia contado tudo sobre o caso, afinal quem me daria palavras positivas? Eu e meu marido mantínhamos um bom acordo sobre o nosso casamento e o trabalho. Eu era mesmo muito sortudo por tê-lo, de fato um homem que eu não merecia.

— Não, o cara teve uma overdose, ainda estamos no hospital. — Meio áspero, eu sei, mas sinto-me irritado e nauseado. — Talvez tenha sido proposital.

Não... — Um suspiro. — Se ele morrer e não confessar, Tae fica sem um lar? Ele é só um bebê! — Sua voz saiu meio ríspida pela raiva. — Jackson Wang! Faça alguma coisa!

— Estou tentando. — Cansado, apoio meus cotovelos em meus joelhos. — E o Taehyung já tem um lar, você sabe.

Como assim?

— Já temos todas as provas, Jennie já possui a guarda definitiva, ela é a tia biológica de Kim Taehyung e o aceitou. Não conseguimos localizar a família paterna, então ela venceu. — Silêncio, foram quase trinta segundos, não era preciso palavras para que eu pudesse entende-lo. — Mark?

Hobi e Yoongi não terão nem uma chance... — Ele diz um pouco abalado. — Então é assim que acaba?

— É, pelo visto é assim que acaba. — Silêncio outra vez, eu não gosto disso. — Mark, você está bem? Você está aí?

Não...

— Ei. — Sorrio um pouco, talvez tentando ser forte por nós dois. — Acho que chego em casa daqui umas três horas. Eu vou fazer você ficar bem, tá bom?

Eu amo você. — Disse em um tom tristonho, sua voz estava anasalada.

— Eu também amo você, amor. — Um suspiro. — Temos que ser forte por eles agora, não acha?

É. — Escuto uma fungada. — Você vai contar a eles ou...

— Eu vou, eu faço isso. — Ouço fungar mais algumas vezes do outro lado da linha. Ele realmente está mal. — Vamos, Mark, me ajuda. Fighting, hm?

Fighting.

Sua voz trêmula mexeu comigo. Eu sabia que ia acabar assim, devia ter evitado quando tive a chance, talvez mandado o caso para outro distrito, mas agora não adiantava mais pensar nas hipóteses. Estávamos envolvidos, todos nós.

— Fighting.

Desliguei com um pouco de pesar e um pouco de medo, eu acho. A reação emocional do meu marido me preparava de certa forma para o que estava por vir, para reação nada agradável de Hoseok, ou do sofrimento de Yoongi.

Encostei-me outra vez naquela cadeira dura para esperar alguma notícia. Eu precisava de respostas, qualquer coisa!

Cadê o Namjoon com o maldito café?!

HAPINESS - NAMJINHistórias para pegar e não largar. Descubra agora