Jackson
A noite já havia caído, e não havia nenhuma notícia sobre aquele covarde naquele hospital, eu estava enlouquecendo. O reforço retornou para delegacia assim que dei o aval, restando apenas eu e Monster na sala de espera, pois o caso havia se tornado pessoal, o que exigia um pouco mais de sigilo.
O desgraçado do Choi não merecia o nosso tempo, mas era pelo menino que eu tomava aquele chá de cadeira. Namjoon tinha ido comprar um café na padaria em frente, o da recepção era horrível, e eu decidi ficar para não perder nenhuma informação. Assim que ele saiu, senti meu celular vibrar. Ainda bem, Mark era o único que me acalmaria nesse momento.
— Oi, amor. — Sua voz veio grave como sempre, mas ele parecia um pouco retraído. — E aí, ele já falou alguma coisa útil?
Sim eu havia contado tudo sobre o caso, afinal quem me daria palavras positivas? Eu e meu marido mantínhamos um bom acordo sobre o nosso casamento e o trabalho. Eu era mesmo muito sortudo por tê-lo, de fato um homem que eu não merecia.
— Não, o cara teve uma overdose, ainda estamos no hospital. — Meio áspero, eu sei, mas sinto-me irritado e nauseado. — Talvez tenha sido proposital.
— Não... — Um suspiro. — Se ele morrer e não confessar, Tae fica sem um lar? Ele é só um bebê! — Sua voz saiu meio ríspida pela raiva. — Jackson Wang! Faça alguma coisa!
— Estou tentando. — Cansado, apoio meus cotovelos em meus joelhos. — E o Taehyung já tem um lar, você sabe.
— Como assim?
— Já temos todas as provas, Jennie já possui a guarda definitiva, ela é a tia biológica de Kim Taehyung e o aceitou. Não conseguimos localizar a família paterna, então ela venceu. — Silêncio, foram quase trinta segundos, não era preciso palavras para que eu pudesse entende-lo. — Mark?
— Hobi e Yoongi não terão nem uma chance... — Ele diz um pouco abalado. — Então é assim que acaba?
— É, pelo visto é assim que acaba. — Silêncio outra vez, eu não gosto disso. — Mark, você está bem? Você está aí?
— Não...
— Ei. — Sorrio um pouco, talvez tentando ser forte por nós dois. — Acho que chego em casa daqui umas três horas. Eu vou fazer você ficar bem, tá bom?
— Eu amo você. — Disse em um tom tristonho, sua voz estava anasalada.
— Eu também amo você, amor. — Um suspiro. — Temos que ser forte por eles agora, não acha?
— É. — Escuto uma fungada. — Você vai contar a eles ou...
— Eu vou, eu faço isso. — Ouço fungar mais algumas vezes do outro lado da linha. Ele realmente está mal. — Vamos, Mark, me ajuda. Fighting, hm?
— Fighting.
Sua voz trêmula mexeu comigo. Eu sabia que ia acabar assim, devia ter evitado quando tive a chance, talvez mandado o caso para outro distrito, mas agora não adiantava mais pensar nas hipóteses. Estávamos envolvidos, todos nós.
— Fighting.
Desliguei com um pouco de pesar e um pouco de medo, eu acho. A reação emocional do meu marido me preparava de certa forma para o que estava por vir, para reação nada agradável de Hoseok, ou do sofrimento de Yoongi.
Encostei-me outra vez naquela cadeira dura para esperar alguma notícia. Eu precisava de respostas, qualquer coisa!
Cadê o Namjoon com o maldito café?!
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HAPINESS - NAMJIN
Fanfiction"Cheguei a pensar que as saias justas tinham ficado na faculdade, junto com a minha habilidade de me perder nas palavras, mas não. Aqui estou eu, no estacionamento do judô, em um fim de tarde de sábado, tentando me recuperar da pergunta que me foi f...
