ALERTA: esse capítulo aborda assuntos sensíveis, como transtornos psicológicos e violência (também sexual)
Seokjin
Até que não tinha sido uma má decisão hospedar Jennie aqui em casa, eu gostava da sua companhia, estávamos no meio da semana e eu já tinha me acostumado com sua rotina. De manhã saíamos cedo, nós para nossas vidas e ela para empresa, mas antes levava Taehyung até Hoseok. A tarde Mark me ajudava a buscar as crianças na escola, já que Namjoon estava cada vez mais atarefado no departamento. Quando a noite chegava, nossos amigos traziam Taehyung de volta e logo depois ela chegava também.
Caótico, eu sei, mas não de uma maneira ruim. A agitação trazia assuntos para o dia a dia, fazia ser menos monótono
Era bom não estar sozinho, nesse pouco tempo nós trocamos receitas, falamos de trabalho, do Yoonie, do Hobi, da vida... Eu estava adorando ter uma companhia até às duas da madrugada, horário que agora Namjoonie chegava.
Jennie parecia ser uma boa pessoa, ela era sempre gentil e suas opiniões eram sempre coesas. Estávamos nos dando bem.
Agora já era tarde, estávamos na cozinha tentando fazer um petisco de tiras de frango, era madrugada, para ser mais exato. E também era uma receita que ela trouxe de Washington, para nos acompanhar junto a cerveja. Cerveja importada! Era uma delícia!
Ela nunca tinha feito, aprendeu com sua nova vizinha de lá, por isso me deixava tomar as rédeas do fogão. Seria uma surpresa para nós dois.
— Oppa, você é realmente bom nisso. — Ela se aproximou para bisbilhotar a panela. — Já pensou em se especializar?
— Não, eu ficaria maluco. — Sorri e ela também. — Cozinhar é minha terapia, faço porque gosto.
— Sabe, uma vez o Hyo disse que você era bom. — Roubou uma tira de frango já pronta no prato sobre a bancada, então desliguei o fogo. — Agora é a minha vez de avaliá-lo.
Com uma expressão esnobe, ela pegou uma das tiras fresquinhas e mergulhou no molho que preparamos mais cedo. Também peguei uma e giz o mesmo, contamos até três juntos e saboreamos o petisco crocante.
Estava bom, mas faltava algo, talvez um pouco mais de sal para firmar o gosto. Então fiquei preocupado quando ela franziu o cenho e tapou o nariz, logo fui para seu lado na esperança de ouvir algo construtivo.
— Oppa, isso tá... — Faz uma pausa, seu rosto se suavizou. — uma delícia!
Soltei a respiração e ela riu do meu gesto. Não, eu não era nenhum chefe, mas a opinião das pessoas que comiam a minha comida era importante.
— Pensei que não tinha gostado! — E ela continuou rindo de mim. — Fique preocupado.
— Não tinha como não gostar, oppa, tudo que você faz é simplesmente maravilhoso. — Deu de ombros, convicta da bobeira que acabou de dizer. — É sério! Tem uma família linda, uma carreira de respeito, sabe cozinhar e ainda cria um ambiente confortável para a mulher que tirou a criança de seus amigos.
Por um instante me vi sóbrio, coloquei minha cerveja sobre o balcão e encarei sua face tensa. Ela encolheu os ombros frágeis, desviou o olhar embaçado.
— Não pense desse jeito, Jennie, isso soa rude e não faz bem a ninguém. — Ela abaixou a cabeça, me vi na obrigação de ergue-la de volta. — Mas eu agradeço de qualquer forma.
Ela finalmente me encarou, nariz vermelho e lábios secos, estava nitidamente abalado. Ou quem sabe só estava bêbada demais, hoje foi um dia cheio e as cervejas importadas eram fortes.
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HAPINESS - NAMJIN
Fanfiction"Cheguei a pensar que as saias justas tinham ficado na faculdade, junto com a minha habilidade de me perder nas palavras, mas não. Aqui estou eu, no estacionamento do judô, em um fim de tarde de sábado, tentando me recuperar da pergunta que me foi f...
