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Capítulo 8 (REFORMULADO)

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Após um tempo escondida, decido ir até a cidade fazer algumas compras, para toda a tensão que se formou em minha mente se dissipar. Precisava levar desenhos de minha nova coleção ao costureiro, de qualquer forma.
Vou até a garagem esperando que estivesse vazia para que eu pudesse sair sem ninguém notar, mas alguém já estava me seguindo. Maravilha. Me viro bruscamente para trás e vejo Thomas parado na porta, um sorriso estranhamente familiar no rosto perfeito. Ele era um homem lindo, com o corpo perfeitamente musculoso e os passos devidamente cautelosos. Nunca imaginei que meu segurança particular fosse ser alguém tão bonito como ele, mas a beleza infelizmente não era tudo. Thomas era arrogante, chato e incrivelmente ágil em detectar meus passos. Não gosto da forma como ele me faz sentir, como se algo o prendesse a mim. Uma voz me tirou dos muitos pensamentos que se formavam, mas não consegui distinguir o que a pessoa falava. Entrei no carro quase completamente em transe, e esperei que Thomas tomasse seu lugar no banco do motorista.
— Para onde quer ir, senhorita Elize? – Ele pergunta, a voz suave e educada.
— Ahn? O que disse?
— Para onde a senhorita gostaria que eu a levasse?
— Ah, sim.. Me leve para a loja de Amélia, preciso entregar algumas de minhas criações recentes a ela. Depois irei fazer compras pela vila, então você pode ficar por algum lugar enquanto eu... – Começo a falar, mas sou interrompida por Thomas, que aparentemente não gostou da ideia de se separar de mim.
— Não posso deixá-la sozinha, senhorita Elize. É meu trabalho cuidar de você.
Fiquei um pouco chateada com a resposta, confesso, mas não tanto quanto deveria. Thomas não parecia querer atrapalhar, então tentei me acalmar e prestei atenção ao caminho perfeitamente cuidado que levava até a vila, um lugar perfeitamente organizado e lindo, como se tivesse saído de um livro de conto de fadas.
Vamos até a casa de Amélia, pelo fato de a pequena loja estar fechada, e me surpreendo com o que vejo ao entrar na casa meticulosamente arrumada. Tem uma pilha com meus vestidos mais bonitos, dos que nunca mostrei a ninguém, e no fundo o melhor de todos. O vestido que planejei para meu casamento com Will, logo que soube da história toda. Eu nunca o havia mostrado a ninguém, e me assustei com a repentina aparição do vestido na casa de minha costureira mais fiel. Mal entro na casa e ouço passos.
— Olá, querida. Vejo que achou o vestido de seu casamento. O que achou? Seu pai me mandou fazer tudo o mais rápido possível, para que a cerimônia possa acontecer logo. Fabuloso, não?

A PrometidaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora