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CAPÍTULO BÔNUS

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25 de dezembro de 1979

Fazia frio e ela não sabia o que fazer. Era natal, mas quem abrigaria uma mulher grávida na noite de natal? Todos estavam comemorando com suas famílias, mas Isabelle tinha mais o que fazer além disso. Precisava de um abrigo urgentemente. E de bons médicos. Sua filha nasceria em alguns dias e ela temia morrer se alguém não a ajudasse. E então ela vê o palácio real, com todas aquelas luzes e decorações natalinas, e sente que é pra lá que deve ir. Ela então levanta as saias já esfarrapadas e corre até lá aos tropeços, mas para ao chegar ao portão. Era enorme e vigiado por dois guardas, como ela entraria ali? Se ao menos o pai da criança tivesse lhe dado seu endereço...
Um dos guardas agarra seu braço, irritado com a intrusa bem na noite de natal, a qual ele esperava que fosse tranquila.

— O que faz aqui, senhora? – Pergunta o outro guarda, em um tom nada agradável.

— Eu... Preciso de ajuda, senhor. Estou grávida, minha filha está para nascer e não tenho para onde ir.

— Não tem nada para você aqui. Pode dar meia volta e... – Ele nem acabou a frase e o príncipe Nathaniel apareceu, após ouvir a discussão enquanto caminhava pelo jardim. Ele olha para Isabelle como se já a conhecesse e a toma pela mão, indo em direção ao palácio sem dizer nada.

Por dentro, o palácio era a coisa mais linda que Isabelle já tinha visto. Era todo dourado, como se fosse ouro puro, e todos se vestiam tão bem que pareciam ter saido dos contos de fadas que sua mãe lia para ela quando era mais nova. O príncipe Nathaniel a leva para um quarto da casa e a olha atentamente. Ele abre um sorriso e coloca as mãos em sua barriga.

— Você pode ficar, mas com uma única condição. Terá que se casar comigo.

— Mas, senhor, eu mal o conheço! Sei que é o príncipe, mas quero me casar por amor, e não por status ou riqueza.

— Você tem uma semana para decidir. Enquanto isso, cuidarei de você pessoalmente para nos conhecermos melhor. Sua filha será bem tratada e será minha herdeira no trono.

E foi exatamente isso que ele fez. Passaram-se dias e Isabelle ainda não havia pensado em nada. Ela realmente gostava da companhia de Nathaniel, agora mais que nunca. Mas como se casaria tão de repente? Ele havia explicado seus motivos. Disse que precisava de uma esposa em alguns meses ou não poderia ser rei e sua coroa se passaria para seu irmão mais novo, Carlos, que ele sabia fazer parte dos aliados, grupo que desejava acabar de vez com a monarquia do país. Confuso, não?

Mas Isabelle aceitou, e um dia após conversar com o príncipe sobre sua decisão, sua filha nasceu. Eles tiveram um casamento rápido, bonito e muito especial, mas não era o bastante. Nathaniel queria uma filha que fosse dele, não uma qualquer para governar em seu lugar quando ele se fosse. Sua ganância e sede de poder assustava Isabella, que, após um surto do marido, mandou a filha para morar com a avó em Amsterdam. O que ela não imaginava, era que esse seria seu pior erro.

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