Capítulo três

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Treze anos depois...

Treze anos se passaram e, aos vinte e nove, sinto que hoje começa o resto da minha vida.
Lembram do mal mal? A pior escolha que fiz foi me envolver com uma das filhas dele, e agora estou preso nessa realidade. Fui obrigado a casar com Mariane, uma mulher que não amo e que só trouxe complicações. Olha, não tinha amor nem nada; era só uma questão de sobrevivência.

Mariane entrou na minha vida há três anos, e desde então, não consigo escapar.

Ela sabe que isso é só um acordo, Mariane sabe que nunca existiu amor aqui.

A verdade é que estou amarrado a ela até que eu quite a dívida com aquele homem. E quem pensa que eu vou ficar quieto? Porra nenhuma! Nunca tive medo da minha mãe falecida,o que realmente me assusta é desagradar a Deus.

Eu sei que vou pro inferno, pelo menos vou me divertir antes!

Continuo vivendo a vida do meu jeito, pegando várias enquanto mantenho essa fachada de marido fiel. Cada encontro furtivo é um lembrete de que ainda sou livre em espírito, mesmo com essa corrente no meu pulso.

Mariane,ela não entende? Isso aqui é só um jogo pra mim. E eu sou o jogador mais esperto.

A vida é curta demais pra ficar preso em um relacionamento sem paixão. Enquanto a dívida não acaba, vou aproveitar cada momento como se fosse o último. Afinal de contas, quem disse que não posso ter um pouco de liberdade nesse caos? A cada dia que passa, me pergunto: até quando vou suportar essa prisão disfarçada de casamento?
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Formiga:Qual foi, sombra? O Dante rodou legal pros cu azul! - ele entrou na minha sala tragando o cigarro, a fumaça subindo enquanto ele falava.

Eu:Caralho, pprt? Como que esse filho da puta deu um mole assim, mano?- eu neguei com a cabeça, incrédulo.

Formiga: Agora nós temos que ajudar o mano a sair de lá. - Ele falou pensativo, olhando pro chão.

Eu:Menor, nós temos que ficar pianinho. Esperar um tempo, pô, pra poder ajudar o cara. Se não, nós roda juntin.

Ele assentiu, e o clima pesado ficou mais denso. Fiquei na boca um tempão pensando no que fazer antes de ir pra casa. Decidi passar na casa da minha tia pra pegar a visão de como as coisas estavam por lá. Fui de moto rapidão, desci e saí abrindo o portão; os macetes a gente aprende com o tempo.

Eu:E aí, tia! Cadê o rango?-perguntei entrando na cozinha.

Luise:Porra, garoto! - Ela me deu alguns tapas. - Chega assim não, caralho! Me deu um susto da porra!

Eu:An, tá devendo é coroa? - Eu ri da situação.

Luise:Devendo eu não tô não, mas meu sobrinho é dono da cdd. Tu quer que eu não tenha medo? - Ela continuou cortando os legumes com calma.

Eu:Nem precisa, dona Luise! Sabe que eu sou respeitado pra caramba. Ninguém nunca vai mexer com os vocês! - bati no peito com orgulho.

Ela parou por um segundo e me olhou nos olhos. Era uma mistura de preocupação e carinho. A vida na quebrada nunca foi fácil e mesmo com toda a bravura que eu mostrava, sabia que os riscos eram altos.

Luise:Só toma cuidado, filho. O respeito vale muito mais do que qualquer bravata. E se precisar de ajuda, você sabe que pode contar comigo.

Fui até a geladeira e peguei uma latinha de império para beber. Sentei na sala e na minha cabeça só vinha como ia tirar o Dante daquela situação sem colocar todo mundo em risco.

Desejos ProibidosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora