📍Cidade de Deus-CDD
13:20
Cheguei em casa, joguei a mochila de qualquer jeito e fui direto pra geladeira. Peguei uma garrafa de água e bebi rápido, tentando evitar que minha mãe me visse. Sabia que se ela visse, ia me dar uma bronca daquelas.
Enquanto passava pelo corredor em direção ao banheiro, avistei minha mãe e minha tia Loise conversando. Minha mãe estava chorando muito, e minha tia tentava consolar ela. Fiquei ali parado, escutando a conversa, mas, sinceramente, teria sido melhor se não tivesse ouvido nada. Se eu pudesse voltar no tempo...
Loise: Não fica assim, irmã. Você sabe que estou aqui pra te apoiar! - tentava acalmar.
Liz: Você promete que vai cuidar dos meninos se algo acontecer comigo? - perguntou minha mãe, e meu coração disparou na hora.
Eu:Mãe? O que você quer dizer com "morrer"? Por quê? - entrei no quarto de repente e perguntei, apavorado.
Luise:Lucas, meu querido, deixa sua mãe em paz um pouco. Vai brincar lá fora, jogar bola ou soltar pipa - sugeriu ela, tentando me afastar.
Eu:Não! Eu quero ficar aqui com a minha mãe! - gritei e corri para o colo dela.
Naquela tarde, passei o dia inteiro grudado nela, chorando e pedindo pra tudo aquilo não ser verdade. Era muita coisa pra uma adolescente de 16 anos lidar.
Mais tarde,Gustavo também ficou sabendo. Minha mãe nos chamou pra explicar o que estava acontecendo de verdade. Ela contou que tinha um tumor inoperável e que os médicos disseram que não tinha muito tempo pela frente - no máximo dois anos. Mas se fizesse tratamento, talvez pudesse viver mais um pouco.
O problema era o custo do tratamento; os remédios eram caros e minha mãe não sabia como conseguir dinheiro para tudo isso. Naquele mesmo ano, decidimos parar de estudar pra ficar em casa cuidando dela.
Claro, Kethelyn! Vamos criar uma nova narrativa com base nas ideias que você trouxe, mas com um toque diferente. Aqui vai:
Dois anos e meio depois
Eu:ÁGUA, REFRI GELADO, VEM COMIGO!- eu gritava no sinal de copa cabana,tentando chamar a atenção dos motoristas apressados.
Uma senhora se aproximou-se de mim
Senhora:Quanto tá a água, meu filho? - perguntou com um sorriso cansado.
Eu:A água com gás tá 2,50, a normal sai por dois!- respondi, tentando ser cordial.
Senhora:*Me vê duas com gás por favor!- ela disse, entregando o dinheiro.
Enquanto eu entregava as garrafas e o troco, sentia o sol queimando minha pele. A vida não tem sido fácil desde que minha mãe ficou doente e não conseguia trabalhar. Eu e o Gabriel nos viramos como podemos;ele vende balas no trem e eu água e refrigerante nos sinais de copa cabana.
Com o que conseguimos vender, às vezes conseguimos pagar o aluguel e comprar comida. Minha tia sempre dá uma força com os remédios da minha mãe.
Graças a Deus consegui vender todas as águas! Só restaram algumas latas de guaraná e uns biscoitos. Depois vou passar na loja do seu jão para reabastecer. Subi de volta para casa cansado e exausto do calor.
Assim que entrei, percebi que algo estava errado. O Gustavo estava sentado no chão, com o rosto enterrado nas mãos.
Eu:O que aconteceu, Gusta?- perguntei preocupado.
Gustavo:A mamãe foi pro hospital... não tem nem quarto pra ela ficar. Minha tia tá lá com ela e...- ele começou a chorar e se tremer.
Meu coração começou a ter um apertou forte.
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Desejos Proibidos
Storie d'Amore18+| Ele levava uma vida agitada, repleta de sexo, .drogas, jóias e dinheiro, mas por trás de tudo isso, havia um Muleke perdido. Ela foi a única que enxergou sua verdadeira essência, além das aparências. O brilho das joias não conseguia esconder a...
