Kara caminhou até onde estavam Lauren e Emma e deixou um beijo na testa de cada uma.
— Então, Ariel, pode me explicar o que está acontecendo aqui? — perguntou à pequena em seu colo, que ficou visivelmente tensa.
— Está tudo bem, pode me contar — Kara incentivou, com a voz calma.
Ariel a encarou, hesitante, antes de dizer:
— Eu... eu estava ajudando as crianças e... — A lembrança das palavras cruéis dos garotos a fez recuar, com medo.
— Tudo bem — Kara murmurou, depositando um beijo na cabeça da filha. Logo em seguida, virou-se para o garoto que havia chamado suas filhas de bastardas.
— Você. Qual é o seu nome? — perguntou com a voz grave, carregada da presença de seu lobo interior.
— F-Felipe — respondeu o garoto, com dificuldade. — Felipe Thompson.
Kara estreitou os olhos.
— Felipe Thompson, com que direito você chama minhas filhas de bastardas? — indagou, aproximando-se mais, o olhar predador fixo no pequeno alfa.
O garoto respirou fundo e respondeu com raiva:
— Com o direito de que elas *são* bastardas. Você prendeu meu tio! Não espere que eu ou qualquer outro da minha família respeite vocês algum dia!
Kara riu com frieza.
— Ora, ora... Então você é sobrinho de Christopher? — questionou, arqueando uma sobrancelha. Felipe confirmou com a cabeça, e Kara continuou:
— Certo, Felipe. Diga-me: o que você fez com minha filha?
— Eu não fiz nada! Só falei a verdade — respondeu o garoto, com um sorriso insolente. — Ela é fraca e fica chorando. Não é minha culpa.
Antes que Kara pudesse retrucar, um cheiro diferente pairou no ar, fazendo-a olhar para Ariel. Sua pequena estava desmaiada, suando e tremendo.
— *Ariel!* — Kara exclamou, alarmada, enquanto rapidamente retirava sua capa e a enrolava em torno da menina.
— Vamos retornar para a tenda — anunciou, virando-se para sair. No entanto, parou por um instante e voltou-se para os garotos.
— Antes que eu me esqueça... Sei que vocês são crianças, mas isso não dá o direito de machucarem as minhas. Portanto, cada um de vocês perderá uma mão hoje — declarou com firmeza.
Um dos guardas ao lado acenou em sinal de compreensão, e Kara transmitiu telepaticamente:
*"Dê um susto nesses garotos e mande-os de volta para os pais com um recado feito com o sangue deles."*
— Peraí! O quê?! Vocês não vão cortar a mão de ninguém! — Emma exclamou, horrorizada com as palavras da "mãe".
— São ordens da princesa — respondeu o guarda calmamente.
Emma, indignada, marchou até ele.
— Pois bem, agora a *filha* dela está dizendo que você não vai cortar a mão de ninguém na minha presença! — protestou.
O guarda sorriu de leve.
— É bom ouvir vocês começarem a aceitá-las como mães — comentou. — Mas você ainda não tem tanta autoridade.
Ao estalar os dedos, duas figuras surgiram atrás de Emma e Lauren, que ajudavam Ariel.
— Durmam um pouco — ordenou o guarda, enquanto as figuras injetavam um líquido verde nas jovens. Emma e Lauren perderam a consciência e caíram nos braços dos guardas.
— Levem-nas de volta para suas mães — ordenou o chefe dos guardas. Depois, sacou uma pequena adaga e caminhou até Felipe e os outros garotos, que estavam paralisados de medo.
— N-não! NÃO! — gritou Felipe, desesperado.
— Silêncio, criança — disse o guarda, impassível.
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### Na tenda
— *Kara, como você não percebeu que ela estava prestes a desmaiar?!* — Lena questionava, nervosa, enquanto observava os curandeiros cuidarem de Ariel.
Kara abaixou a cabeça, claramente arrependida.
— Amor, eu não percebi. Me desculpe... sou uma péssima mãe — lamentou, a voz cheia de tristeza.
Lena respirou fundo e a abraçou com força.
— Você não é uma péssima mãe, Kara. Só precisa prestar mais atenção, meu amor. Você estava tentando descobrir o que aconteceu, é compreensível. Mas lembre-se: nossas filhas vêm em primeiro lugar — disse, beijando a bochecha da alfa, que se agarrou a sua cintura, aliviada.
— Princesas — dois guardas entraram na tenda, carregando Lauren e Emma inconscientes.
— Tivemos que sedá-las — explicou um deles.
Kara rapidamente pegou Emma no colo e a deitou na cama, voltando para buscar Lauren, que acomodou ao lado da irmã. Cobriu ambas com o edredom e virou-se para os guardas.
— Está bem. Saíam. — ordenou, voltando a abraçar Lena.
Lena fungou levemente, sentindo algo estranho.
— Você está sentindo esse cheiro? — perguntou, franzindo a testa.
Kara concentrou-se, inalando o ar ao redor. Seus olhos se arregalaram em surpresa.
— Esse... é cheiro de dragão?! — perguntou, incrédula, enquanto olhava para Ariel.
— Nossa filha tem sangue de dragão?! — Lena murmurou, boquiaberta.
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eu sou sua rainha
Romancenunca quis ter o sangue que eu tenho, mas agora até que vale a pena , vale a pena por ela g!p karlena Abo_&
