capítulo 40

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Lena estava no seu último prato quando escutou uma explosão.

— O que foi isso?! — Lena disse, se levantando. Porém, Eliz fez um sinal com as mãos e os oito guardas formaram um círculo em volta de Lena, apontando as espadas para a porta da cozinha.

— Princesa, não se preocupe, continue comendo — Eliz disse, ficando na frente de Lena.

— Como você espera que eu continue comendo?! — Lena exclamou, olhando para Eliz.

— Princesa, eu preciso que a senhora termine de comer — Eliz disse, e Lena a encarou, mas suspirou e voltou a comer rapidamente.

— Você, vai lá e verifique se está tudo limpo — um guarda disse, olhando para o outro, que confirmou com a cabeça e deu dois passos à frente. Porém, um uivo estrondoso foi ouvido por todo o local. Os guardas, na mesma hora, tampavam os ouvidos, pois o uivo fez com que sentissem dores intensas.

— Princesa, vamos sair daqui — Eliz disse, e Lena viu os ouvidos de Eliz sangrarem.

— Eliz!! Seus ouvidos! Chega, vou ver o que está acontecendo, fique aqui — Lena disse, mas Eliz tentou segurá-la, porém caiu no chão, tampando os ouvidos. Quando Lena abriu a porta, viu três homens que ela nunca tinha visto antes.

— Quem são vocês? — Lena perguntou, séria. Os três homens a encararam. Lena ficou surpresa quando, do nada, os três homens se ajoelharam.

— Nos perdoe, Luna, estamos atrasados — o homem do meio disse, e Lena ainda surpresa, os encarou.

— Quem são vocês e como assim desculpas pelo atraso? — Lena perguntou, encarando os três homens de joelhos. Eles se entra olharam, sem saber como responder, afinal, não podiam ser desrespeitosos com sua Luna.

— Luna, somos da alcateia da Lua Crescente, estamos aqui sob ordem de nossa Alfa, Kara Danvers — o homem do meio disse, de cabeça baixa. Lena ficou encarando ele, sem entender o que aquilo significava.

— Como assim, Kara tem uma alcateia? Acho que vocês estão enganados — Lena disse. Novamente, os homens se entra olharam, sem saber o que dizer, afinal, não podiam desrespeitar sua Luna.

— Bem, a Alfa nos chamou aqui para proteger a senhora — o homem do meio disse.

— Onde está Kara? — Lena perguntou, fechando os olhos e respirando fundo.

— Ah, bem, a Alfa está lá fora, se preparando para o discurso — o homem do meio respondeu.

— Certo, qual seu nome? — Lena perguntou, e o homem do meio levantou o rosto.

— Me chamo Roberto Luna, este à minha direita é Lucas, e à minha esquerda, Raphael. Estamos aqui para servi-la, Luna — Roberto disse. Lena abriu os olhos, e Roberto se assustou, pois os olhos de sua Luna estavam azul-escuro.

— Certo — Lena disse, e caminhou em direção à saída. Ao abrir a porta, viu quase todo o povo do Reino Unido ali; se duvidasse, estavam todos presentes. Um enorme palco estava armado em frente ao castelo, com guardas e, novamente, homens que Lena não reconheceu. Lena caminhou em direção à tenda, que estava armada atrás do palco, sendo seguida pelos três homens: Roberto, Lucas e Raphael. Os guardas presentes se afastaram e abriram o caminho para a princesa passar.

Ao chegar perto da tenda, Lena escutou vozes que pareciam alteradas, mas não estavam gritando. As vozes lá dentro estavam tensas, e dava para perceber que, a qualquer momento, uma briga poderia acontecer.

— Kara, você tem que entender, isso é para o seu bem, para o bem da sua ômega e dos seus filhotes — uma voz que Lena não reconheceu disse.

— Como assim morder Elena e ligá-la a mim eternamente? O meu alvo interior seria o mais apropriado para nós. Não sei se você se esqueceu, mas não dá para aguentar minha mordida — Lena reconheceu a voz de Kara.

— Você está sendo teimosa. Já deram o primeiro passo na mordida. Ela aguentará bem, ela é sua ômega destinada! — a voz que Lena não reconheceu disse novamente, agora um pouco mais alta.

— Chega! Não falaremos disso novamente. Quando for para acontecer, acontecerá. Não irei forçar minha ômega ou meus filhotes a passarem por isso sem estarem preparados — Kara disse. Lena resolveu entrar antes que a outra pessoa falasse algo.

— Que ótimo encontrar você, meu amor! Estava atrás de você, e olha só que melhor ainda: estamos falando de um assunto que envolve nós e os filhos. Então, por favor, me atualize sobre o assunto — Lena disse, entrando e se sentando em uma cadeira perto da entrada da tenda. Ela viu sua Alfa de frente para uma mulher que parecia muito com Kara.

— Você seria? — Lena perguntou à mulher.

— Me desculpe, parece que cheguei muito atrasada. Sou Felícia, prima de segundo grau da Kara. Como a sucessão de liderança dos Zor'El está para acontecer, todos os Zor'El têm que estar presentes. Afinal, precisamos saber quem está nos liderando. Estou aqui com todas as três casas — a mulher loira disse.

Lena se levantou, caminhou até ela e estendeu a mão.

— Prazer, Felícia. Seja bem-vinda ao meu futuro reino — Lena disse, sorrindo. Felícia apertou a mão de Lena, sorrindo também.

— Então, pode me dizer sobre o que estamos falando? — Lena perguntou, olhando para Kara.

— Claro, baby — Kara respondeu, e Felícia a encarou surpresa.

— Ela é minha ômega, não posso negar nada a ela — Kara explicou, antes que Felícia falasse alguma coisa.

— Bom, estamos falando sobre como nos ligamos de corpo e alma, e eu já havia lhe falado que tem um modo de transformar nossos filhotes em nosso sangue. É quase como o ato da mordida — Kara disse.

Lena colocou a mão no queixo e olhou para Kara.

— Entendo, porém não vejo problema, a não ser que você não queira ser ligada a mim e aos seus filhotes — Lena disse.

Kara arregalou os olhos.

— Não diga isso nem de brincadeira! — Kara exclamou.

Lena riu.

— Vamos falar disso outra hora. Agora eu quero saber outra coisa, senhorita Kara Danvers — Lena disse, e Felícia sentiu um arrepio subir pela sua coluna, percebendo que a jovem ômega estava irritada com a Alfa. "Lascou", pensou Felícia.

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eu sou sua rainha Histórias para pegar e não largar. Descubra agora