Estavam todos reunidos no quarto de Lena Luthor, exceto por uma pessoa: Kara Zor-El. Trancada no escritório de Lena, Kara permanecia absorta em pensamentos, remoendo a sensação de fracasso por não ter protegido sua família.
— Meu rei, a vida da princesa Lena está fora de perigo — informou o médico após realizar uma série de exames.
— Então, por que minha filha não acorda? — questionou Lionel, a voz carregada de angústia enquanto observava Lena inconsciente.
— Seu corpo está se recuperando. Tenho certeza de que ela despertará em breve, Vossa Majestade — respondeu o médico com confiança. Lionel apenas assentiu, permitindo que o médico saísse do quarto, deixando-o a sós com suas netas.
No dia do ataque, Lionel havia sido informado de que a carruagem de Lena fora atacada. Ele partiu imediatamente para o local e, ao chegar, encontrou Lena desmaiada dentro da carruagem. Três meninas o observavam com lágrimas nos olhos.
Lionel não demorou a perceber que aquelas crianças eram suas netas. Ao abraçá-las, foi correspondido assim que as meninas reconheceram quem ele era. Enquanto isso, Kara, com o olhar perdido, segurava a mão de sua ômega, mas parecia distante. Desde então, já haviam se passado dois dias, e Kara continuava enclausurada no escritório.
— Alguém precisa ir falar com Kara — disse Lionel, encarando as netas.
— Mas ela não quer receber ninguém — respondeu Ariel, triste.
— Bom, ainda bem que vocês não são visitas. São filhas dela e de Lena — retrucou Lionel. Antes que alguém pudesse reagir, um guarda entrou apressadamente no quarto.
— Vossa Majestade, um grande exército está diante dos portões — anunciou o guarda, ajoelhando-se.
— O quê? E vocês permitiram que se aproximassem tanto? — perguntou Lionel, voltando-se para o guarda com uma expressão de incredulidade.
— Bem... não temos autoridade para impedi-los, meu rei — explicou o guarda, hesitante.
— Como assim, não têm autoridade? — Lionel perguntou, a irritação crescendo.
— É que é a fami... — começou o guarda, mas foi interrompido por uma voz feminina.
— Lionel, eu estava mesmo atrás de você — disse a voz, fria e autoritária, ecoando pelo quarto. Lionel virou-se e, para sua surpresa, viu alguém que menos esperava.
— Sol do Império... É uma honra ver Vossa Majestade aqui — disse Lionel, curvando-se perante a figura imponente que exalava uma aura assassina.
— Lionel, quero entender por que não fui avisada sobre este ataque e sobre a guerra que se aproxima — a mulher disse com um olhar mortal, fechando a porta atrás de si.
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**Nas proximidades da Floresta do Fim:**
— VOCÊS FALHARAM EM SUA MISSÃO! — bradou um homem, furioso, enquanto encarava seus capangas.
— Desculpe, senhor, mas... — começou um dos capangas, mas foi interrompido por um tapa violento no rosto.
— NÃO QUERO SUAS DESCULPAS! QUERO RESULTADOS! — gritou o homem, com os olhos verdes brilhando de raiva.
— Meu senhor, nossa missão não foi um fracasso completo — arriscou o capanga, limpando o sangue do canto da boca.
— Explique-se — exigiu o homem, aproximando-se perigosamente.
— Temos alguém infiltrado no castelo. Ele trará a criança para nós — respondeu o capanga, tentando sorrir.
O homem de olhos verdes parou por um momento e depois riu, segurando o queixo do subordinado e forçando-o a encará-lo.
— Ótimo. Mas ou ele aparece com a criança, ou eu farei de você um exemplo do que acontece com quem me desobedece.
Soltando o capanga, o homem caminhou até a porta, onde outro subordinado o aguardava.
— O que é agora? — perguntou ele, impaciente.
— Pegaram o herdeiro do clã das sereias, senhor — informou o capanga, com um sorriso satisfeito.
— Perfeito. Levem-no para o nosso aquário. Eu irei até lá em breve — ordenou o homem, enquanto o capanga acenava com a cabeça e saía.
O capanga caído no chão limpou-se rapidamente e perguntou:
— Meu senhor, por que o senhor está tão interessado na alfa? Por que não pegar a ômega mais nova?
O homem de olhos verdes parou e o encarou com desprezo.
— Porque ela é a próxima rainha da Luthor-Corp e futura líder dos Zor-El. Além disso, correm boatos de que ela possui sangue dracônico... E ainda estou atrás de Christopher, meu filho.
Ele riu e saiu, deixando o subordinado no chão.
O capanga esperou até que o som dos passos desaparecesse e murmurou para si mesmo:
— O senhor não vai tocar em mais nenhuma criança, como fez com minha irmã. Eu juro, ou não me chamo Caleb Cabello.
Determinando-se, Caleb levantou-se e seguiu pela porta, com um brilho de desafio nos olhos.
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eu sou sua rainha
Romansanunca quis ter o sangue que eu tenho, mas agora até que vale a pena , vale a pena por ela g!p karlena Abo_&
