Capítulo 13: Desespero e Desabafo

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Jennie saiu do café com o coração disparado, as palavras de Marco ecoando em sua mente como um pesadelo interminável. “Se você não ficar comigo, não vai ficar com mais ninguém.” Ela mal conseguia respirar, o pânico a consumia. Olhou para Lucas, que a seguiu com o olhar preocupado, e gritou, tentando afastá-lo.

"Lucas, por favor, não me segue! Vai embora, eu... eu não posso!" E, antes que ele pudesse reagir, ela saiu correndo, os passos rápidos e desordenados a guiando pelas ruas até que conseguiu chamar um táxi.

No caminho para casa, as lágrimas corriam livremente por seu rosto. Jennie sabia que não tinha mais tempo; ela precisava proteger Lucas, mesmo que isso significasse afastá-lo de sua vida para sempre. Assim que chegou em seu apartamento, com as mãos trêmulas, discou o número de Lucas.

Ele atendeu no primeiro toque, sua voz carregada de preocupação. "Jennie? Onde você está? O que aconteceu?"

"Lucas, por favor, me escuta," começou, com a voz embargada. "Você tem que se afastar de mim. Marco... ele não está brincando. Ele vai te machucar, ele vai te matar se continuar perto de mim."

"Eu não vou a lugar nenhum, Jennie," ele retrucou com firmeza. "Eu não vou deixar você lidar com isso sozinha. Não percebe que você também está em perigo? Ele não vai parar até te destruir!"

"Isso não é sobre mim!" Jennie gritou, a dor cortando sua garganta como lâminas afiadas. "Eu não me importo com o que acontece comigo, mas eu não vou deixar que ele te machuque. Você tem que sair da minha vida! Por favor, Lucas, me escuta!"

"Não, Jennie," ele insistiu, sua voz carregada de emoção. "Eu te amo. Não vou te abandonar assim. Vamos encontrar um jeito de sair disso juntos. Você não precisa passar por isso sozinha."

"Eu não posso arriscar," ela soluçou, tentando lutar contra o desespero que a consumia. "Você não entende, Lucas, ele é perigoso, ele vai acabar com a sua vida! Por favor, apenas... se afasta de mim. Por favor."

"Jennie..." Lucas começou, mas ela não aguentou mais.

"Não, Lucas! Não me procura mais!" ela gritou, a voz quebrando ao fim. "Eu não vou te deixar morrer por minha causa. Adeus."

Sem dar a ele a chance de responder, ela desligou o telefone e o jogou no sofá, o corpo tremendo incontrolavelmente. Caminhou até a cozinha, abriu uma garrafa de uísque e começou a beber direto do gargalo, tentando sufocar o medo e a angústia que a dominavam. Cada gole queimava, mas ela precisava daquela sensação, de qualquer coisa que a fizesse esquecer.

Horas depois, com a visão embaçada pelo álcool e as lágrimas, Jennie pegou o celular novamente e, sem pensar muito, ligou para o irmão.

“Jennie?” A voz dele soou do outro lado da linha, animada no início, mas rapidamente mudando de tom ao perceber o estado da irmã. “Jennie, o que aconteceu? Por que você tá chorando?”

"Eu... eu não sei mais o que fazer," ela soluçou, a dor transbordando em cada palavra. "Marco... ele disse que... disse que se eu não ficar com ele, ele vai me matar e matar o Lucas. Ele... ele não vai deixar a gente em paz!"

“Que? Como assim?! Marco? O que você está falando?” A voz do irmão ficou tensa, carregada de preocupação e medo. "Jennie, você está segura? Onde você está agora?"

“Em casa,” ela murmurou, os soluços escapando entre as palavras. "Eu tentei afastar o Lucas, mas ele não entende... Ele não entende que isso é perigoso demais, que Marco é perigoso demais!"

"Escuta, você precisa sair daí agora! Você precisa ir para um lugar seguro," o irmão insistiu. "Eu vou falar com o papai, vamos resolver isso."

“Não... eu não quero que vocês se envolvam,” Jennie choramingou. “Eu só... eu não sei o que fazer.”

"Jennie, você não está sozinha, tá ouvindo?" ele respondeu, tentando manter a calma apesar do pânico evidente em sua voz. "Eu vou cuidar disso, tá? Eu prometo."

Ao desligar, o irmão de Jennie imediatamente ligou para o pai, que estava no trabalho. “Pai, precisamos de ajuda... É a Jennie. Ela está em perigo. Aquele Marco... ele é perigoso. Precisamos fazer alguma coisa, agora.”

Jennie, por sua vez, afundou no sofá, sentindo-se mais perdida do que nunca. As ameaças de Marco pareciam sombras que a cercavam, sufocando qualquer esperança de encontrar uma saída. Ela estava presa em um pesadelo.

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