Confusão

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30 de julho, de 2023


Se já não bastasse a confusão na minha própria cabeça, meu time também está uma confusão só. Após o jogo de ontem a noite deu até delegacia.

Tentei tirar alguma coisa do Allan mas ele não estava perto e não viu nada.

E eu nem podia mandar mensagem para outra pessoa que poderia me passar a fofoca, já que o estou ignorando desde que nos vimos em Porto Alegre. 

Fiquei a madrugada toda assistindo o Flazoeiro que fez plantão na delegacia e atualizando o Instagram atrás de pronunciamentos, fui dormir lá pelas 4h e acordei já no início da tarde de domingo. A única atualização que o Allan me deu era que estavam estudando a demissão do Sampaoli... E se minha opinião valesse de alguma coisa, ele já estava na rua. 

Nunca senti que daria certo com ele como treinador, não estávamos tendo os piores resultados, mas estava sentindo que ia acontecer alguma merda. E se a diretoria o manter no comando, tudo só vai piorar, olha o que o cara deixou acontecer, pelo amor de Deus! Um cara da confiança dele socar um jogador? 

Tem momentos em que eu simplesmente odeio torcer para um time tão problemático! Chegou um momento do dia em que eu simplesmente me desliguei de qualquer notícia sobre o Flamengo. Como pode, flamenguista não tem um dia de paz?

Minha mente me levou para outro problema... Um problemão, gostoso e todo tatuado. 

Onde eu estava com a cabeça quando concordei em ir até ele?

Eu só podia estar louca!

Todos os dias ele me manda alguma mensagem e eu não sei mais como ignorar, eu não quero ignorar, mas preciso. 

Só de pensar nele meu coração já acelera e me esqueço como se respira, e para piorar tudo, está difícil não pensar nele. 

 Eis a questão

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 Eis a questão.


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- Tô igual um cachorrinho querendo atenção mano, qual meu problema? - Bufei bloqueando o celular de novo. Só que dessa vez, já eram quatro horas da tarde, ela já tinha visualizado e de novo, não respondeu.

Fabinho riu no outro sofá, e respondeu sem tirar os olhos do telefone.

- Seu problema começa com a letra A e termina com Gata - Riu de novo, dessa vez cheio de deboche - Não é assim que você chama ela?

- O que será que eu fiz? É só isso que eu quero saber... Tô até sossegado

- Agora né?

- Eu gosto dela

- Isso já deu para perceber, já tem um mês né, que vocês tão ficando? 

- Acho que sim 

- Pois é, tá gostando mesmo! 

- Vai se fuder! - Joguei a primeira almofada que vi na cara dele, que só ria

- O chá deve ter sido de outro mundo - Debochou de novo - Gostosa ela é 

- Olha como fala! - Apontei o dedo já sentindo a raiva subir - Já basta os moleques do time falando dela na minha orelha

- Eles falam o quê? Que ela tem um corpão? - Desviou de mais uma almofada, posicionou as mãos em frente ao peito e antes que pudesse falar acertei outra almofada na cara dele 

- Cala a boca Fábio! Você não quer me ver puto! - Avisei 

- Tá bom, maridão, já parei! Desse jeito vai acabar na coleira ein 

- Nem me respondendo ela tá cara - Bufei de novo e joguei a cabeça para trás, meio segundo depois a campainha tocou, levantei na hora e encarei meu primo - A gente tá esperando alguém?

- Além da tua mulher que você implorou para vir te ver? - Ironizou - Acho que não

- Some daqui - O empurrei pelo ombro, indo abrir a porta. - Oi sumida


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Gata - Gabriel BarbosaOnde histórias criam vida. Descubra agora