12. Unlucky day

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Capítulo 12
"Dia de azar"

 ◍⃪֙߭𑂳͜͡𖦹𑂴۫〬͜⤹Any Gabrielly Pov•ֹི༷ꤩꤩٝ〬໑

O que eles aprontaram dessa vez? -Ele me pergunta.

Veja com seus próprios olhos. -Entrego meu celular.

Pensei que eles queriam deixar essa parte mas pra frente mas pelo visto me enganei. Estão doidos para explanar para todos o nosso "relacionamento".

Já viu os comentários? –Josh pergunta rindo.

Não. O que estão falando?

São coisas do tipo "Casal do ano", "Imagina o casamento", "Se for confirmado, preparem os corações". Quem é esse tal de mikejin?

Eu diria que é um dos meus maiores fãs, ele não perde sequer uma publicação minha, sempre tá comentando e curtindo minhas coisas. Porque? O que ele comentou?

Nada demais, só fiquei curioso. –Responde me entregando o celular.– Eu espero que eles não vazem a data da nossa volta. Senão pode se preparar para os paparazzis.

Credo, nem fale isso.

Até mesmo a curtida do Krystian no poste virou notícia com o título "Krystian Wang, melhor amigo de Any Gabrielly curtiu nossa publicação feita sobre o casal. Será que é um sinal👀?"

Enquanto caminhávamos de lado a lado, vimos as crianças correndo e rindo, como sempre alegres. A gente riu bastando quando Sofya deu um cascudo na cabeça de Lian. Isso nos lembra muito a infância, digamos que Josh já sofreu muito na minha mão.

Sem mais nem menos acabamos nos sentando na grama aproveitando pra observar as crianças de longe. Só para garantir que elas não se matem.

Lembra de quando tínhamos sete anos e eu resolvi que ia voar, igual um super-herói? -Ele começa segurando a risada.

Voar? –Pergunto, já sentindo que vem algo bom. Ao mesmo tempo eu tentava me lembrar do que ele estava falando .

É, não se lembra? Eu amarrei uma toalha de banho no pescoço, subi na árvore do quintal...E me joguei! Claro que não voei. –Ele responde, e não pude deixar gargalhar.

– Você se jogou de uma árvore achando que ia voar? O que você pensou, que a toalha ia te salvar? –Pergunto, quase chorando de rir.

Sim, na minha cabeça a toalha era a minha capa! Mas aí o que me salvou foi cair em cima de uma pilha de folhas secas. Ainda assim, fiquei todo arranhado e morrendo de medo de contar pra minha mãe. Fiquei com mais medo de contar pros meus pais do que de ter caído lá de cima. –Ele ria tanto que seu rosto já estava vermelho que nem pimenta.

Eu não aguentava mais, minhas bochechas doerem de tanto rir. E antes que perceba, me jogo na grama. Ele me acompanha, rindo junto, e nos deitamos, olhando para o céu.

Eu estou rindo de você mas essa história me lembra de muitas coisas que aconteceram na minha infância. –Digo, tentando controlar a respiração. Ele vira o rosto para mim, com aquele olhar de curiosidade.

Eu e minha prima...A sabina, você lembra dela né? –Pergunto e ele logo afirma que sim. É impossível esquecer dela.– A gente tinha uns oito, nove anos e eu, meu irmão e meus pais fomos passar um tempo no México com a minha tia e ela. Nós duas decidimos que íamos construir um castelo de areia no quintal. Só que, claro, não tinha areia! Então a gente cavou a terra mesmo. Estávamos tão sujas de lama e barro que minha tia quase nos proibiu de entrar em casa. Só que o pior de tudo foi que, no meio do 'castelo', encontramos uma minhoca gigante, e a minha prima começou a correr gritando como se fosse o fim do mundo. Ela chorava e gritava ao mesmo tempo enquanto eu observava ela correr em círculos.

The Contract-'BeauanyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora