25. Our son

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Capítulo 25
"Nosso Filho"


   ۪〬𖦹𑂴۫〬ᜓ̸̷۫.࠭⤿Josh Beauchamp Pov⁕࠭ᜓ◌⃘໋۪۫•

Essa rixa entre meu pai e os Markells vem de muito tempo atrás, desde que uma carga de diamante foi roubada por eles. Na época meu pai ficou possesso, afinal, não se sabia muito sobre os Markells, só sabiam que era um grupo que tinham chegar a pouco tempo no território. Segundo meu pai, ele ficou se perguntando como o grupo tão pequeno teria coragem de fazer tamanha travessia. Ficou tão intrigado que resolveu por investigar mais sobre.

Foram meses de buscas fracassadas, tudo o que tinham de informação era que eles faziam parte da máfia francesa e agora estariam tentando se expandir por outros países. Como vingança pela carga roubada, meu pai resolveu enfrentá-los e aqui Enricco entra na história.

Máfia italiana é a melhor -ou a pior- escolha quando se quer justiça fora da lei. Para eles essa atitude e traição são ofensas imperdoáveis, e a vingança não é uma opção, é um princípio.

Com seu jeito silencioso e implacável, Enricco ajudou meu pai a raestrear um dos homens de confiança dos Markells.  Quando finalmente o encontraram junto de outros homens em um galpão, o que seguiu foi inevitável e brutal. O pior aconteceu, todos -dos Markells- foram mortos pelos homens do meu pai e de Enricco. Além de deixar todos mortos, meu pai e Enricoco deixaram um recado claro para seu "chefe" - Um aviso escrito em sangue e pólvora:

"Isso é só o começo."

O corpo do homem de confiança foi pendurado na entrada do armazém onde agiam e foram encontrados, com um maço de cartas marcadas enfiado no bolso ‐ um símbolo que só os homens do submundo entenderiam. Uma provocação direta. Um desafio.

A mensagem foi recebida.
E não com silêncio.

A partir dalí, meu pai e Enricco deixaram de ser obstáculos. Se tornaram os inimigos declarados. Rivais como nunca antes. Não era mais uma disputa de poder, era pessoal. Era guerra. E em guerras assim ninguém sai ileso.

Nunca pensei que ia me envolver nisto. Durante anos o meu pai tentou manter essa guerra longe de nós. Mas quando o "sangue" escorre pela porta da frente da sua casa, você entende que não tem mais como fingir que não sabe de nada e está fora. Agora estou dentro, no meio disso tudo. E sinceramente? Não sei se isso me assusta....ou me atrai.

Comecei devagar, observando. Fingindo ser só alguém curioso, mas na verdade é que eu queria entender um máximo de coisa possível. Saber quem são os Markells, o que os move, como pensam, onde erram. As semanas me aprofundando apenas neles.

Foi assim que encontrei coisas que mais ninguém viu ou deu atenção. Eles não utilizam o celular, nem e-mails. Nada digital. Tudo feito por cartas, transações pequenas em contas quase vazias, números que dizem mais de palavras. E cada nome é um código, específico peças de xadrez. Peças de xadrez em um jogo muito maior que eu imaginava.

"Rei branco", "Cavalo de Marfim", "Bispo Negro". Não são pessoas, são posições. Funções. Máscaras. Aos poucos consigo ver um padrão. Por enquanto, ninguém suspeita de mim e isso me dá uma certa vantagem. A cada descoberta vejo que são organizados, mas também vejos buracos. Eles estão fortes, mas não perfeitos.

No momento, estávamos eu, Any, Taylor e Heyoon reunidos. Heyoon tinha acabado de voltar de uma viagem de um mês para a Coreia do Sul -seu país natal- onde foi visitar e passar um tempo com a família. Eu e Any a conhecemos no colegial, embora ela tenha saído antes do fim do ano letivo, nunca perdemos o contato. Ela voltou para os Estados Unidos há cerca de três anos, e desde então nos reaproximamos bastante.

The Contract-'BeauanyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora