Capítulo 41
"Silêncio Doloroso"
۪〬𖦹𑂴۫〬ᜓ̸̷۫.࠭⤿Josh Beauchamp Pov⁕࠭ᜓ◌⃘໋۪۫•
A mulher que eu amo agora está na minha frente em uma cama de hospital, desacordada após horas de uma cirurgia. Quando recebi a ligação de Vicent, totalmente atordoado, foi como se eu tivesse tomado aquele tiro. Eu corri o mais rápido que pude, sem me importar com as multas que irei receber. Assim que cheguei encontrei Bryan e Vicent, os dois estavam sujos de sangue e completamente abalados, em choque.
– O que aconteceu? Cadê ela? Como isso foi acontecer? –Perguntei. Os dois se entreolharam, e de início mantiveram silêncio.– Me falem, porra. –Acabei me exaltando. Aquele silêncio era a última coisa que eu precisava agora.
– Débora… –Bryan começou.– Ela apareceu do nada. Foi tudo muito rápido, não prevemos uma segunda arma. –Explicou de forma rápida.
Débora…
O ódio que percorreu meu corpo veio como um incêndio fora de controle. Meu peito ardia, minha respiração ficou pesada, e por um segundo eu realmente achei que não conseguiria me manter de pé. Era como se tudo dentro de mim estivesse implodindo ao mesmo tempo. Medo, culpa, desespero… e uma necessidade irracional de fazer alguém pagar por aquilo.
Meu punho socou a parede antes mesmo que eu percebesse o movimento. A dor veio depois, mas não era nada comparado ao que estava aqui dentro. Eu bati de novo. E de novo.
“O coração tem razões que a
própria razão desconhece.”
– Machado de Assis
– Josh –Vicent me chamou, me segurando pelo braço.
– Para. –Bryan travou meus ombros.
Pela primeira vez, eu senti medo de verdade. Não medo de perder algo. Medo de perder meu tudo que é ela. Passei a mão pelo rosto, sentindo o gosto salgado das lágrimas.
“Ninguém suporta por muito tempo
a própria dor em estado bruto.”
– Clarice Lispector
Logo estavam todos no hospital. Foram longas horas de espera, e nesse meio tempo Allyson passou mal após discutir com Enricco, dizendo que seria tudo culpa dele. Noah precisou levá-la para se acalmar, mesmo contra a vontade dela. Minha mãe permaneceu ao meu lado, me impedindo até mesmo de levantar depois de ver minha mão ferida.
“O tempo é uma invenção da
morte: não o conhece a vida.”
– Mário Quintana
Além de mim e Allyson, Vicent e Bryan eram os que mais pareciam atormentados. Enricco, como de costume, não demonstrou muito em palavras, mas os olhares dele diziam o suficiente.
Mesmo com a morte de Débora, eu não me sentia nem um pouco aliviado ou vingado. Nada daquilo trazia paz. Mas quando a médica passou pela porta, eu me levantei, esquecendo qualquer coisa que não fosse Any.
“Vingança nunca enche
o vazio de ninguém.”
– Rubem Alves
– A cirurgia foi um sucesso. Ela vai para o quarto e em algumas horas estarão liberados para visitá-la. –Explicou.
Enquanto Allyson e Noah agradeciam, eu soltei um ar que nem percebi que estava preso. Senti a mão da minha mãe no meu ombro, e foi o suficiente para eu desabar, eu a abracei enquanto as lágrimas de alívio finalmente escapavam.
Passei as horas seguintes ao lado dela, sem soltar sua mão por um segundo. Observando cada detalhe, o som do monitor, a subida e descida lenta do peito dela, a cor ainda pálida da pele. Eu precisava ter certeza de que ela estava ali. De verdade. Nem percebi quando o cansaço venceu, e acabei dormindo sentado na cadeira ao lado da cama, ainda segurando sua mão.
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The Contract-'Beauany
Fanfiction─ Onde Any e Josh são obrigados a entrarem em um relacionamento por seus pais. O problema é que os dois possuem um passado intrigante. O que vai acontecer diante disso, você irá descobrir lendo. Início: 15/09/2024
