32. Vicent...Sartori???

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Capítulo 32
"Vicent...Sartori???"

۪〬𖦹𑂴۫〬ᜓ̸̷۫.࠭⤿Autora Pov⁕࠭ᜓ◌⃘໋۪۫•

Vamos Adam, você sabe como funciona, ou você fala a verdade, ou sofrerá até falar a verdade. –Enricco afirmou andando em volta dele que estava amarrado na cadeira.

Adam permaneceu em silêncio olhando para o chão. Esse silêncio tirou toda a paciência do italiano que atingiu o rosto de Adam com um belo soco, foi tão forte que fez ele cuspir sangue. Mas isso não tirou o sorriso de seu rosto. E então ele pegou um balde com água gelada e gelo. O ódio era tão grande que Enricco quase jogou o balde na cabeça dele, mas por sorte só jogou a água.

Peguem o aparelho de choque. –Sartori esbravejou.

Tá bom...eu confesso. –E pela primeira vez Adam falou. Ele sabia que Enricco estava sério em relação a tortura.

Porque?

Anos... anos treinando, me sacrificando, esperando ser reconhecido. Mas em vez de me colocar na linha de frente, você deu o posto para aquele merda que mal chegou e já tem todos os privilégios. –Ele diz olhando em direção ao Vicent.

Mio Dio. Como assim? Seu filho da puta, eu te dei moradia, treinamento, prioridades e privilégios que nunca dei a outros e você sabe bem disso. Se Vicent está na comissão da frenge agora é porque ele fez por merecer e se esforçou muito. –Enricco esbravejou andando de um lado a outro, enquanto Adam soltou uma risada alta.

Esforço? Ele se esforçou mesmo... ou é porque ele é o seu filho? –Adam riu.– Você acha que eu não sei, Enricco? Eu sei da verdade. O seu filho querido... o protegido. Aliás, o nome dele até soa melhor com o seu sobrenome... Vicent Sartori. Uau... um belo nome, não acha?

Na mesma hora os olhares foram todos para Vicent e para a pessoa ao lado dele...Any. Quando eu parei para digerir a informação meus olhos quase saltaram do meu rosto. Como assim Vicent é meu cunhado? Em que mundo distorcido eu estou vivendo?

Any por sua vez não teve reação alguma continuou com o rosto sério com uma expressão fria. Sem dizer sequer uma palavra, se virou e saiu do galpão. Meu instituto foi segui-la porém Vicent foi mais rápido. Achei melhor deixar os dois conversar e não interferir, afinal não se é todo dia que você descobre que tem um irmão.

Voltei meu olhar para o centro do galpão. O silêncio ali era quase, sufocante. Enricco não tirava os olhos de Adam, que continuava rindo, debochado, como se a revelação tivesse sido sua última vingança. Foram cinco longos minutos, em que o ar parecia mais sombrio e pesado a cada segundo.

É isso o que acontece com quem trai um Sartori. Que isso sirva de exemplo para qualquer um que cogite me passar a perna.

Num movimento seco, Enricco sacou a arma. O disparo ecoou dentro do galpão, e o corpo de Adam tombou para trás com um buraco preciso no centro da testa. O riso morreu junto com ele.

  ۪〬𖦹𑂴۫〬ᜓ̸̷۫.࠭⤿Any Gabrielly Pov⁕࠭ᜓ◌⃘໋۪۫•

O ar lá fora parecia mais pesado do que dentro do galpão. Cada passo que eu dava soava alto demais nos meus ouvidos. Minha mente girava em círculos. Filho… do Enricco? Vicent? Meu irmão? Que tipo de pesadelo era esse?

Any… – a voz dele me alcançou, baixa, hesitante.

Congelei por um instante, mas não consegui me virar de imediato. Se eu olhasse para ele naquele momento, eu surtaria. Então, respirei fundo medindo todas as palavras que eu iria falar.

The Contract-'BeauanyHistórias para pegar e não largar. Descubra agora