{Concluída} Emily Guedes é uma renomada médica esportiva, conhecida por sua habilidade, dedicação e paixão pelo futebol. Ela se consolidou como uma das melhores profissionais do Brasil e tem o privilégio de trabalhar no clube do seu coração: o Corin...
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Três semanas se passaram desde o jantar e, para Emily, essas semanas pareceram uma eternidade. Tudo o que ela conseguiu fazer para evitar Memphis, ela fez.
Era como se ela tivesse construído um muro entre eles, e, para o bem de ambos, estava determinada a não deixá-lo cair. Ela sabia que, se cedesse, poderia prejudicar o próprio trabalho e, pior ainda, afetar a carreira de Memphis.
Então, manteve-se firme, mesmo que isso significasse ignorar todos os sinais e impulsos que seu coração insistia em enviar.
Emily o transferiu para outra ala médica, para que ele fosse examinado por outro profissional. Ela não queria que a proximidade trouxesse complicações, e, quando havia qualquer tipo de interação, ela mantinha a postura mais profissional possível.
Cada palavra era medida, cada sorriso controlado, e os toques eram evitados a todo custo. Estava determinada a lidar com isso de forma séria.
"Eu não posso ser o motivo de um problema para ele, e muito menos para o time," ela se repetia como um mantra.
Mas a verdade era que doía. E doía tanto.
Sozinha no apartamento, odiando ter que ignorar Memphis daquela forma, quando tudo o que mais queria era estar ao seu lado, como naquela noite do jantar.
O Corinthians atravessava um momento complicado. Nos últimos três jogos, o time perdeu duas vezes e empatou o último. A torcida estava insatisfeita, a pressão crescia, e o ambiente dentro do clube se tornava mais pesado a cada dia.
Emily via o esforço dos jogadores, a frustração nos rostos, e sentia a tensão pairando no ar. A preparação para o próximo jogo, contra o Atlético Paranaense, era intensa. Eles precisavam vencer para fugir da zona de rebaixamento.
Mesmo com seu coração em pedaços, ela continuava trabalhando, tratando dos jogadores, fazendo exames e preparando-os para o próximo confronto.
Emily era, acima de tudo, uma profissional, e tentava ao máximo manter a cabeça no lugar, ainda que fosse impossível não pensar em Memphis.
Ela sabia que ele sentia o mesmo. A forma como ele a olhava, mesmo à distância, entregava tudo. Aquela conexão que ambos sentiam não havia sumido, apenas estava sendo forçada a se esconder. E isso machucava. Era uma angústia silenciosa, uma agonia que se arrastava dia após dia.
Naquela noite, Emily decidiu cozinhar algo para tentar distrair a mente.
Colocou uma Heineken gelada ao lado da pia e ligou o som, deixando a música preencher o silêncio do apartamento. Por mais que apreciasse um bom vinho, sua essência era mais simples.
Como uma verdadeira paulista que veio da periferia, preferia a clássica cerveja. Estava preparando um risoto quando o interfone tocou.
Era o porteiro do meu apartamento,dizendo que havia um amigo me esperando.