── .✦ 𝐎𝐍𝐃𝐄 𝓛acy Fraser achava que sabia o que era amor. Ou, pelo menos, pensava que não precisaria se preocupar com isso. Não quando suas maiores aventuras aconteciam ao redor de uma mesa de Dungeons & Dragons com seus melhores amigos de infânc...
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CLOSE THE GATE
Observávamos atentamente o que poderia ser atrás daquela porta. Ouvimos barulhos sombrios vindo de lá. O delegado deu uma de suas armas para Nancy, que a direcionou para a entrada.
O barulho aumentou, como se agora os bichos estivessem sendo feridos. Os arbustos se mexiam, e eu estendia o primeiro objeto ponte agudo que achei. Max se posicionou atrás de mim, e eu podia sentir sua energia apavorada, por mais que eu estivesse também. Pensava em colocar nosso pequeno plano em ação agora, de correr até achar uma lanchonete.
O barulho se aproximou e, logo em seguida, um dos Demo-cães adentraram a sala, mas logo percebemos que ele estava sem vida.
— Puta merda! — Resmunguei depois de um longo e pesado suspiro.
— Ele tá morto? — A ruiva indagou, esticando sua cabeça para enxergar melhor.
O barulho da porta se abrindo lentamente, chama a atenção de todos para ela novamente. E então, quando ela finalmente se abriu completamente, nossos olhares se encontraram por alguns segundos.
Era ela, era onze.
Senti meu coração preencher. Senti meus olhos ficarem embaçados por causa da água que se formava. Lágrimas de felicidade.
Mike se aproximou da garota. Conversavam coisas que não entendia perfeitamente pela distância.
— Ela é a On? — Max se aproximou de minha orelha, indagando quase em um sussurro. Apenas confirmo com a cabeça, ainda encantada pelo momento.
Estava quase aceitando seu fim e, de repente, ela aparece novamente, quando mais precisamos dela. Fico feliz com a possibilidade de tudo isso passar e podermos construir uma amizade que não envolva monstros e um mundo invertido. Que não envolva a pessoa dela se arriscando. Somos amigas, mas, ainda podemos ser mais, como irmãs.
Após lindos segundos junto da menina, onde Mike ainda obtinha uma expressão feliz e boba, como se não estivesse acreditando no que estava vendo bem em sua frente, o garoto se afasta quando Hopper se comunica com a menina.
— Você escondeu ela esse tempo todo?! — Ele perguntou, mas era quase uma confirmação.
O menino alterou a voz, logo partindo para cima do delegado, que o impede no mesmo instante, o levando para um dos quartos onde provavelmente conversariam melhor.
Pelo o que entendi, Onze passou todo esse tempo na casa de Hopper, mas as tentativas de entender voam de minha mente quando percebo a menina se aproximar. Lucas, Dustin e eu não esperamos ela chegar até nós. Nos encontramos, os quatro, de repente em um abraço coletivo.
— Sentimos sua falta, On! — Exclamei entre um sorriso, apertando mais a garota.
— Eu também senti. — Onze respondeu parecendo aliviada, correspondendo o abraço.