Capítulo 16 - Caminhos que se Cruzam, Destinos que se Partem

44 6 0
                                        

Jason entrou na delegacia com passos firmes, o olhar sério e determinado. Ele ignorou os olhares dos policiais que o encaravam com desconfiança e foi direto ao balcão de atendimento.
— Estou aqui para ver John Carter.

O atendente, um policial de meia-idade com expressão entediada, levantou o olhar lentamente.
— Quem é você?

— Jason Blanchard. Amigo pessoal dele.

Depois de alguma resistência burocrática, Jason foi finalmente levado até a cela onde John estava detido. O lugar era pequeno, com paredes frias de concreto e um cheiro de mofo que parecia impregnar o ambiente.

John estava sentado em um banco de metal, os cotovelos apoiados nos joelhos e a cabeça baixa. Ao ouvir o som dos passos, ele levantou o olhar, e ao ver Jason, levantou-se rapidamente.

— Graças a Deus, você veio. — John disse, sua voz carregada de frustração. — Jason, preciso que você chame meu advogado. Agora.

Jason cruzou os braços, tentando manter a calma em meio à tempestade de pensamentos que lhe invadia.
— Já liguei pra ele assim que soube da sua prisão. Está a caminho. Mas preciso que você me diga exatamente como isso aconteceu.

John passou as mãos pelos cabelos, claramente irritado.
— Estava em casa, tranquilo, tentando organizar minhas ideias. E aí a campainha toca. Quando abri, eram dois policiais. Eles perguntaram se eu era o John Carter e, quando confirmei, deram voz de prisão.

Jason franziu a testa.
— E qual foi a acusação?

— Disseram que eu estava envolvido no tiroteio no restaurante. — John bufou, indignado. — Você sabe que eu não tinha nada a ver com aquilo. E ainda falaram sobre outras acusações, como se eu fosse o maior criminoso da cidade.

Jason olhou para ele por alguns segundos, avaliando as informações.
— Isso é uma armadilha. Alguém orquestrou isso pra te tirar do caminho.

John assentiu.
— Claro que é. E você sabe quem.

Jason estreitou os olhos, a mente já conectando os pontos.
— O Sr. Armand. E provavelmente o Gus está envolvido nisso também.

John assentiu, mas sua frustração ainda era evidente.
— Jason, eles estão tentando me derrubar pra chegar até você. Se eu ficar aqui por muito tempo, vão cavar até encontrarem algo pra me manter preso.

Jason respirou fundo.
— O advogado vai cuidar disso. Mas eu preciso que você mantenha a calma e não fale nada enquanto ele não chegar.

John deu um meio sorriso cínico.
— Como se eu fosse burro o suficiente pra falar algo.

Jason fez um leve aceno com a cabeça, mas sua mente já estava trabalhando em um plano. Ele sabia que tirar John da prisão era só a primeira parte do problema. O verdadeiro desafio seria enfrentar os responsáveis por isso, sem deixar que Emily e Nath fossem envolvidas ainda mais nesse caos.

Quando Jason se virou para sair, ele deu uma última olhada para John.
— Eu não vou deixar você aqui por muito tempo. Aguente firme.

John assentiu, o olhar confiante apesar da situação.
— Eu confio em você, Jason. Por favor, não conta nada ainda pra Nath.

— Tem certeza ? Não acha que ela deveria saber ?

— Não hoje, por favor. — Pediu John com um olhar triste.

— Tudo bem então. — Suspirou Jason dando as costas e saindo em seguida.

Jason saiu da delegacia com o peso da responsabilidade ainda maior em seus ombros. A guerra havia começado, e ele sabia que não poderia recuar.

Forbidden Love Histórias para pegar e não largar. Descubra agora