Capítulo 28 - Sob Pressão

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Uma semana havia se passado desde os últimos acontecimentos, e a vida de Emily na Inglaterra parecia finalmente ter encontrado alguma estabilidade. Ela agora dividia sua rotina com Henry, seu marido e porto seguro. Depois de tanto tempo vivendo em meio ao caos, o conforto que ele lhe oferecia era um alívio, embora, vez ou outra, o passado insistisse em bater à porta de seus pensamentos.

Naquela manhã, Emily estava na cozinha. Preparava o almoço enquanto os raios de sol tímidos da Inglaterra entravam pela janela, iluminando o ambiente. Ela cortava cebolas para a salada, mas, distraída, seus pensamentos voltaram a Jason. Era inevitável. Mesmo tendo dado um fim àquele capítulo, ainda havia resquícios de memórias, lembranças de uma paixão intensa, porém turbulenta.

De repente, a faca escorregou.

— Droga! — exclamou, largando tudo e segurando o dedo que começava a sangrar.

Henry, que estava no andar de cima arrumando algumas coisas, ouviu o grito e desceu rapidamente.

— Emily? O que aconteceu? — perguntou ele, entrando na cozinha com preocupação no olhar.

— Nada demais. Só um corte bobo — respondeu ela, tentando esconder a mão.

Henry se aproximou e segurou sua mão com cuidado, examinando o ferimento.

— Bobo nada. Você precisa prestar mais atenção, amor. — Ele abriu a torneira e colocou o dedo dela sob a água corrente, enquanto ela fazia uma careta.

— É só um corte, Henry. Não precisa exagerar — disse ela, com um sorriso de canto.

— Claro, você diz isso agora. Mas daqui a pouco vou ter que te levar para o hospital porque você ignorou meu cuidado.

Emily riu, sentindo-se grata por aquele momento leve. Depois de limpar e cobrir o ferimento com um curativo, Henry pegou a faca que ela usava e a afastou.

— Agora chega de facas pra você. Deixa que eu cuido do resto.

— Eu consigo terminar — protestou ela.

— Nem pensar. Você já fez sua parte, agora me deixa ser o herói do almoço.

Ela cruzou os braços, fingindo irritação, mas acabou rindo. Observou Henry enquanto ele continuava a preparar a salada, e sentiu um calor no peito. Ele era a personificação da calmaria que ela tanto precisou.

— Henry, obrigada por tudo — disse ela, repentinamente séria.

Ele parou por um instante e olhou para ela.

— Tudo o quê?

— Por estar aqui. Por me ajudar a recomeçar. Eu não sei o que seria de mim sem você.

Henry sorriu, colocando a faca de lado e se aproximando.

— Emily, você sabe que eu faria qualquer coisa por você, não sabe?

Ela assentiu, tocada pela sinceridade dele.

— Eu sei.

Ele a puxou para mais perto, segurando seu rosto com cuidado.

— Eu me apaixono por você um pouco mais a cada dia — disse ele, a voz baixa, mas cheia de emoção.

Emily sorriu, sentindo o coração aquecido. Então, inclinou-se e o beijou. Foi um beijo cheio de gratidão e carinho, diferente de tudo que experimentara antes. Ali, nos braços de Henry, o passado parecia mais distante, e o futuro começava a ganhar forma.

Jason já estava preso há uma semana. O homem que antes era temido e respeitado agora mal se parecia com a sua antiga versão. Ele estava deitado sobre um colchão sujo, em um quarto escuro e úmido, com as mãos, os pés e os olhos amarrados. O silêncio constante era perturbado apenas pelo som de passos ocasionais, o que só aumentava a tensão.

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