Capítulo 30 - O Inicio do Fim

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Henry estacionou o carro na frente da casa de Nath, seu rosto carregando a tensão dos últimos dias. Assim que entrou, viu Emília sentada no sofá, os olhos fixos no chão, claramente perturbada.

— Henry! — ela exclamou ao vê-lo, levantando-se rapidamente. — O que está acontecendo com o Jason? Eu ouvi coisas, mas não entendi direito.

Henry respirou fundo, sabendo que precisaria ser honesto, mas cuidadoso.

— Jason foi sequestrado. Ele está em cativeiro há uma semana, Emília… e está sofrendo muito — disse ele, sua voz pesada.

Os olhos de Emília se arregalaram, e seu corpo tremeu.

— Uma semana? Por que ninguém me disse nada? Como ele está? — perguntou ela, as lágrimas já escorrendo pelo rosto.

Henry aproximou-se e segurou os ombros dela.

— Emily, John e o pai dela foram atrás dele. Estão resgatando Jason agora. Vai ficar tudo bem — tentou tranquilizá-la, abraçando-a enquanto ela chorava descontroladamente.

Depois de alguns minutos, ele pegou o celular e ligou para Emily. Assim que ela atendeu, Henry colocou no viva-voz.

— Conseguimos resgatá-lo, mas ele está muito machucado. Estamos no hospital com ele — informou Emily, sua voz carregada de preocupação.

Sem pensar duas vezes, Emília insistiu para que fossem ao hospital. Henry concordou, e os dois saíram rapidamente.

No hospital

Quando chegaram, a atmosfera no hospital era sombria. Encontraram John e Nath na sala de espera. Emily estava sentada em um canto, com o rosto escondido entre as mãos.

Emília aproximou-se dela, nervosa.

— Emily, o que aconteceu? Como ele está? — perguntou, aflita.

Emily levantou o rosto, os olhos inchados de tanto chorar.

— Jason foi resgatado com vida, mas… ele está numa situação muito crítica. Ele não está reagindo, não está falando, e está muito, muito machucado. Está na cirurgia agora. Meu pai também está sendo operado — explicou, as palavras saindo entrecortadas.

Emília sentiu o chão fugir debaixo de seus pés. Sentou-se ao lado de Emily, tentando absorver tudo.

Horas se passaram em silêncio, até que um médico apareceu na sala, sua expressão grave.

— Família de Jason?

Todos se levantaram ao mesmo tempo.

— Jason passou pela cirurgia, mas… ele está em coma. As lesões internas e externas foram graves, e fizemos tudo o que podíamos. Contudo, a chance de ele sobreviver sem sequelas é muito pequena — disse o médico, sincero.

Emily começou a chorar desesperadamente, enquanto Emília tentava consolá-la.

— E meu pai? — perguntou Emily entre soluços.

— Ele também passou por uma cirurgia complicada, mas está consciente. Apesar de estar em estado crítico, ele pediu para vê-la. Ele está na UTI, mas vocês podem visitá-lo — respondeu o médico.

Emily enxugou o rosto e se preparou para ver o pai. Vestiu o equipamento necessário e seguiu até o quarto. Quando entrou, encontrou Armand pálido, mas acordado.

— Pai… — começou ela, sua voz carregada de emoção.

— Filha… me perdoe… por tudo isso… — disse ele, com dificuldade, estendendo a mão para ela.

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