O cartório estava silencioso, uma tensão palpável no ar. Emily e Henry chegaram sem dizer uma palavra, seus corações pesando mais do que nunca. Não havia risos, não havia felicidade, só a formalidade de um casamento que nenhum dos dois queria, mas que ambos sentiam que não havia outra escolha. O pai de Henry já tinha preparado tudo, tornando o processo rápido e sem complicações.
Quando os papéis foram assinados, Emily sentiu um vazio. O peso de sua decisão não lhe trouxe alívio, apenas um silêncio profundo e uma raiva que ela não conseguia mais esconder. Não chamou o pai, não queria que ele estivesse ali. Ele já havia destruído tudo, não havia mais espaço para celebração. E ela também não queria ver aquele homem naquele momento.
Henry, ao seu lado, não dizia nada. Ele também estava indignado. O casamento, mais que uma união, parecia uma prisão. E juntos, eles saíram do cartório, sem nenhuma emoção de alegria, sem nada além da obrigação cumprida.
De volta à casa, Emily foi direto para o quarto pegar suas coisas. O que ela mais queria agora era sumir, ir embora, viver longe daquele pesadelo. Quando entrou, seu pai estava na sala, como se esperasse por ela.
– Onde você foi? – Ele perguntou, uma expressão de surpresa no rosto.
– Eu fui casar – respondeu ela com frieza, sem nenhum pingo de emoção.
Ele ficou em choque, tentando compreender a situação.
– Mas... por que não me avisou? Não ia ter festa, nem comemoração?
Emily o encarou, sua raiva fervendo dentro dela.
– Festa? – Ela repetiu, incrédula. – Você realmente está pensando em festa agora, pai? Depois de tudo o que você fez, você ainda quer fazer uma festa?
Ela levantou o papel da certidão de casamento diante dele, como uma última prova do que ele havia conseguido fazer com a vida dela.
– Eu não casei por amor, pai. Eu casei por obrigação. E eu fiz isso porque você destruiu minha vida – ela disse, sua voz se quebrando pela dor que ele lhe causou. – Agora você deve estar feliz, porque você venceu.
Ele tentou se aproximar, mas ela já estava indo para o quarto pegar suas malas.
– Emily, não precisa ir embora... – Ele disse, a voz baixa, como se tentasse recuperar o pouco de dignidade que ainda lhe restava. – Você passou tanto tempo longe... Não me deixa agora.
Emily parou na porta do quarto, sem virar o rosto. Seu corpo estava tenso, mas sua alma estava congelada.
– Você não tem mais nada para me oferecer, pai – ela falou, sua voz sem emoção. – Eu fiz o que você queria. Agora vou embora. Enquanto ela se dirigia para a porta. Cada passo era um peso, cada segundo, uma escolha difícil que a afastava cada vez mais do homem que ela um dia chamara de pai. Mas, antes que ela pudesse abrir a porta, sentiu uma mão em seu braço. Era ele. O Sr. Armand, com um olhar de desespero, a segurou com força, como se quisesse impedir que ela fosse embora para sempre.
– Emily... por favor, não vá – ele implorou, a voz mais baixa, trêmula. – Eu sei que fiz tudo errado. Eu sei que você está machucada, mas você não pode me deixar. Eu vou sentir sua falta... Não posso ficar sozinho, por favor...
Ela o olhou, seus olhos frios como gelo, e então, com uma calma cortante, respondeu:
– Você se acha superior a todo mundo, não é? Porque tem dinheiro, porque tem poder. Você se acha o maioral, mas você não é. – Ela pausou, respirando fundo, para conter a raiva que crescia dentro de si. – Você maltratou o Jason só porque achou que ele era inferior a você. Porque ele é pobre, porque ele tem uma vida diferente da sua. Você o julgou sem nem mesmo saber quem ele realmente é.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Forbidden Love
RomansaSinopse: Emily e Jason se conheceram quando eram crianças, criando uma conexão inocente e única, marcada por momentos de carinho e brincadeiras. No entanto, a vida os separou, e por anos, ambos seguiram caminhos completamente diferentes. Emily cresc...
