Capítulo 7 - Limites Testados

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Jason dirigia como se o mundo estivesse prestes a desmoronar. Cada quilômetro parecia mais longo, cada segundo, uma eternidade. Ele segurava o volante com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos, o coração batendo como um tambor acelerado. Ao estacionar na empresa, não perdeu tempo. Saiu do carro com a arma já em punho, os olhos atentos a qualquer movimento suspeito.

No saguão, o burburinho habitual cessou instantaneamente ao vê-lo. Funcionários pararam de conversar, e olhares assustados seguiram cada passo de Jason. Sua postura era tensa, os músculos do rosto contraídos em determinação. Ele analisava cada canto do local, procurando sinais de perigo.

Subiu ao andar de Emily, ignorando a sensação de ser observado. Quando abriu a porta da sala dela e a encontrou vazia, um frio percorreu sua espinha. Seu coração parecia querer escapar do peito.

— Emily? — Ele chamou, mas só o eco respondeu.

A tensão transformou-se em desespero. Jason saiu da sala e, no corredor, avistou Rick passando.

— Rick! — Sua voz cortou o ar.

Rick parou, mas não parecia inclinado a colaborar.

— O que foi agora, Jason? Estou ocupado.

A frieza irritou Jason. Ele avançou, segurando Rick pelo braço.

— Onde está a Emily?

— Não sou babá dela. Se vira. — Rick tentou se desvencilhar, mas Jason o empurrou com força contra a parede.

Com a arma apontada para o rosto de Rick, a voz de Jason ganhou um tom baixo e ameaçador.

— Fale. Agora.

Os olhos de Rick se arregalaram.

— Cara, você enlouqueceu? Abaixa essa arma!

— Onde. Está. Emily? — Jason insistiu, o olhar fixo, os nervos à flor da pele.

— Jason!

A voz de Emily ecoou pelo corredor, clara e firme. Jason congelou. Virou-se devagar, vendo-a no início do corredor. Ela estava acompanhada de outros funcionários, que observavam a cena com expressões de puro espanto.

Jason largou Rick, que caiu contra a parede, respirando pesado. Ele caminhou até Emily, esquecendo completamente os olhares em sua direção.

— Você está bem? Está machucada? Alguém encostou em você? — perguntou, as palavras saindo apressadas, quase atropeladas.

Emily o encarou, confusa.

— Jason, estou bem. Só fui pegar uns documentos na sala ao lado. O que aconteceu?

Jason inspirou fundo, percebendo o suor que escorria por sua testa e os olhares de todos ao redor.

— Nada. Eu... só me preocupei.

Mas seu rosto o traía. Ele estava pálido, e o brilho nos olhos indicava algo muito mais sério. Emily pegou sua mão, apertando-a suavemente.

— Vem comigo.

Ela o guiou até sua sala, fechando a porta atrás de si. Virou-se para ele, o olhar firme e direto.

— Agora me explica. O que está acontecendo?

Jason desviou o olhar, a respiração ainda pesada. Ele queria contar tudo, queria compartilhar o que o estava consumindo, mas sabia que não podia.

— Não foi nada, Emily. Só... prometa que você nunca mais vai sair sem mim.

— Jason, não faz sentido. Por que está tão nervoso? O que você não está me dizendo?

Ele segurou as mãos dela, aproximando-se.

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