ᴄᴀɪᴏ ᴀʟᴠᴇs (ғᴀʟᴄᴀ̃ᴏ) 🦅
12:00ᴘᴍ.Já tô em frente à lanchonete esperando o Pietro sair, porque tô ligado que hoje ele vai sair cedo.
Depois de domingo eu tive a certeza que o Pietro tem medo de se machucar, e também depois de 2 dias sem ver ele, percebi que preciso dele.
Tipo aqueles bagulhos de pra sempre, sem neurose.
Mas eu tenho medo de quê ele me rejeita, igual rejeitou meu beijo, tá doido? Me garanto pra um caralho no beijo, mas vem um neguin lindo da porra e diz que está "arrependido" se fode, ou melhor, eu fodo ele.
Eu tô em cima da minha moto só esperando ele vim, e não vou sair daqui porque ele quer prolongar o bagulho.
Vejo uma movimentação lá dentro, ele entrega o Gael na mão da mãe, ela e minha mãe passam primeiro, e ele fecha a lanchonete.
É porque vai ter troca de turno em dia errado, mas acho que elas tão planejando ir visita a Ágatha, e aproveitar pra almoçar.
Eu investigo tudo mermo, tem que tá na atividade.
Elas passam subindo o morro e me percebem.
— Oi filho, tá muito magrinho hein, passa lá em casa depois que eu e a Mayara vamos fazer um rango maravilhoso. - Minha mãe passando a mão na minha barriga como se eu tivesse grávido.
— Mãe, que papinho tilt, para de passar a mão na minha barriga, tá todo mundo olhando. - Falo olhando feio para as pessoas.
Ela e a tia Mayara ri.
— Você vai bem conversar com o Pietro, não vai? - Tia Mayara pergunta com um sorriso.
Bem que dizem que as mães sabem de tudo, bagulho estranho.
— Vou mermo, ele te contou?
— Não, mas eu imaginei que fosse, do jeito que o menino não queria sair da lanchonete por nada para não querer conversar com você. - Ela fala rindo. — Brigaram foi? - Pergunta curiosa.
— Não pô, só tô querendo bater um papo.
— Bater um papo, sei. - Minha mãe fala toda desconfiada.
Balanço a cabeça negando e rindo.
Elas sobem e eu só espero ele que tá terminando de varrer a parte de fora, tão vendo né? Dúvido que se ele não tivesse compromisso agora iria estar varrendo, mas como lá tá vazio mesmo, vou entrar, foda-se.
— Qual foi Pietro? Vai ficar marolando aí mesmo?
Ele se assusta e vira na minha direção.
Ele encosta a vassoura na parede e anda na minha direção meio acanhado.
— Vai ficar me pressionando mesmo pra conversar, né? - Ele fala colocando a mão na cintura.
Ele é lindo pra caralho, porra.
— Vou mermo. - Tombo a cabeça pro lado travando o maxilar.
Ele revira os olhos, mas o que era para eu ficar irritado, eu fiquei excitado.
— Aonde vai querer que a gente converse?
— Pode ser aqui mesmo. - Falo e ele balança a cabeça e se senta em uma cadeira vaga.
Pego uma cadeira e coloco de frente pra ele.
Me sento sentindo nossas pernas se tocando um de frente para o outro.
Eu inclino o rosto para próximo ao dele e seguro seu queixo deixando um selinho demorado ali.
Afasto um pouco nossos rostos e ele olha lá pra fora meio... Cismado?
— Você tá doido para que as pessoas saibam que a gente tem alguma coisa, né? - Ele pergunta balançando a cabeça.
— Alguém poderia ver e...
— Shh. - Falo colocando um dedo perto da boca fazendo silêncio. — Vem cá Pietro, você acha mesmo que eu me importo sobre o que as pessoas vão achar, porra? Para de caô e fala logo se você quer comigo a mesma coisa que eu tô querendo contigo.
Ele morde os lábios inferiores e balança a cabeça.
— Eu quero...
— Quer o que? - Pergunto incentivando ele à continuar.
— Tô querendo a coisa. - Ele fala.
— Que coisa porra? - Pergunto impaciente.
— Eu não sei, você não nomeou o bagulho caralho.
Acabo rindo e ele continua com as sombrancelhas franzidas e cruza os braços.
— Eu quero que você fique só comigo, só meu. - Eu falo olhando em seus olhos.
— Então você vai ter que fazer a mesma coisa, e não tem esse negócio de só meu não, eu sou da minha mãe, eu hein.
Eu caio na gargalhada derramando lágrimas de tanto rir.
— Já é então, Pietro, mas o recado já tá dado. - Falo depois da crise de riso.
Ele levanta mas eu colo ele contra meu corpo fazendo ele ficar abraçado comigo em pé e eu sentado.
Eu ergo minha cabeça pra olhar em seus olhos e ele abaixa a cabeça pra olhar pra mim.
— Me dá um beijo. - Mando de cara fechada.
Ele levanta as sombrancelhas e ri negando com a cabeça.
— Ih, tá achando que manda em mim?
—Anda, vai. - Falo sussurrando enquanto aproximo nossas bocas.
Ele olha pra minha boca e morde os lábios.
Nossos narizes se tocam, ele roça as nossas boca, e aí sim colam nossos lábios em um beijo lento e tranquilo, sem pressa.
Seguro em sua nuca guiando nossos movimentos e aprofundo com a língua.
O beijo tá tão bom que faz barulhos de estalos, e ele começa a ficar molhado, gostoso, e eu começo a acelerar um pouco o ritmo do beijo, virando um beijo mais preciso, selvagem.
Nós separamos nossas bocas por causa da falta de ar, mas eu desço beijos para seu pescoço, e vou intercalando entre beijos molhados e estalados e mordidas.
Ele dá um gemido baixo, e isso me deixa um pouco mais animado, mas aí lembro que a gente tem que almoçar, e eu ainda tenho que ir hoje pra Nova Holanda.
Afasto nossos rostos, deixo um selinho demorado descendo minhas mãos sobre seu corpo descendo até sua cintura, aonde aperto firmemente e me levanto da cadeira.
— Eu vou te levar lá na minha mãe, sua mãe tá lá.
— Eu sei, deixa eu só terminar de trancar aqui. - Ele fala e eu balanço a cabeça.
Coloco as cadeiras no mesmo lugar enquanto ele termina de trancar a cozinha e andamos pra fora da lanchonete.
Eu subo na moto e ele segura meu ombro dando impulso pra subir.
Dou partida com a moto subindo pra casa da minha mãe.
(•••)
Espero que tenham gostado, porque eu gostei 🤭
Daqui pra frente é só putaria, se acostumem. Dêem estrelinha e comentem! ❤
Mais tarde eu posto mais, graças à Deus consegui postar cedo.
ᴘᴏsᴛᴀᴅᴏ 26/11/2024✨
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𝐌𝐎𝐑𝐑𝐎 𝐃𝐎 𝐁𝐎𝐑𝐄𝐋 (𝐌𝐃𝐁𝟏)
Fanfiction❝𝐌𝐞𝐮 𝐩𝐫𝐞𝐭𝐨❞ |𝐏𝐢𝐞𝐭𝐫𝐨 𝐞́ 𝐧𝐚𝐬𝐜𝐢𝐝𝐨 𝐞 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐧𝐨 𝐌𝐨𝐫𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐁𝐨𝐫𝐞𝐥, 𝐫𝐨𝐝𝐞𝐚𝐝𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐡𝐨𝐦𝐞𝐧𝐬 𝐝𝐨 𝐜𝐫𝐢𝐦𝐞, 𝐚𝐭𝐞́ 𝐦𝐞𝐬𝐦𝐨 𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐮𝐬 𝐝𝐨𝐢𝐬 𝐢𝐫𝐦𝐚̃𝐨𝐬, 𝐬𝐞 𝐩𝐞𝐠𝐚 𝐚𝐩𝐚𝐢𝐱𝐨𝐧𝐚𝐝𝐨 𝐩�...